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| A Caixa |
| Segunda, 28 Setembro 2009 21:57 | |||||||
![]() Autor: Günter Grass Editora: Casa das Letras Páginas: 256 A Caixa é uma obra quase tão polémica como o Descascando a Cebola, a primeira autobiografia em que Günter Grass tomou a decisão de contar em pormenor o seu passado nas SS hitlerianas quando tinha 17 anos. As revelações agora libertam-se do campo político e voltam-se para o seu universo familiar. A Caixa reproduz várias conversas gravadas pelos oito filhos do autor – às vezes todos juntos, outras vezes sozinhos – que recordam a sua infância e juventude, bem como as mudanças de casa e as relações amorosas do pai. O livro conta a vida do escritor a partir do momento em que Descascando a Cebola havia parado, ou seja, 1959 e é uma mistura de ficção e realidade. Narra as suas relações familiares num desabafo feroz e, por vezes, expressa a ternura, a crítica, a indiferença... todos os sentimentos que se reflectem na relação do escritor com os filhos. O título é uma referência a uma máquina fotográfica antiga da Agfa, fabricada em formato de caixa. É o símbolo central da história, pois é com ela que a personagem principal, Maria, fotografa o quotidiano desta família. Uma máquina que sobreviveu à guerra e aos incêndios de Berlim e que, de algum modo, adquiriu a faculdade de avançar e retroceder no tempo. A Caixa é um retrato em sépia da memória de um passado que não dá descanso ao escritor. Autor: Günter Grass nasceu em Danzig (actual Gdansk, Polónia), em 1927. Distinguido com o Prémio Nobel da Literatura, em 1999, é um dos autores alemães contemporâneos mais conhecidos e celebrados. Depois da Segunda Guerra Mundial, começa por estudar artes gráficas e escultura, primeiro em Düsseldorf, depois em Berlim. Em 1959, o seu romance O Tambor dá-lhe notoriedade internacional, ao mesmo tempo que desencadeia nos meios alemães um aceso debate sobre a guerra e a herança nazi. O Tambor foi adaptado ao cinema por Volker Schlönder, arrebatando o Óscar de melhor filme estrangeiro de 1979. Os dois livros seguintes – O Gato e o Rato e O Cão de Hitler – completam a chamada «Trilogia de Danzig» sobre as fundações éticas e políticas da moderna Alemanha. Personalidade polémica, sempre na linha da frente da discussão da identidade do seu país, Grass desempenhou um papel activo junto do SPD, tendo sido figura próxima de Willy Brandt. Com uma escrita sensual e plena de humor, por vezes apelando à fantasia e ao delírio surrealista, Grass é ainda autor de títulos como A Ratazana, Mau Agoiro, Uma Longa História, A Passo de Caranguejo e O Meu Século. A Caixa é a continuação da sua polémica autobiografia Descascando a Cebola.
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