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Autor: João Aguiar Colecção: Finisterra – Autores Contemporâneos de Língua Portuguesa Nº págs.: 368 ISBN: 972-41-1579-8
Sinopse: No Século IV da nossa era, a cidade de Braga foi dominada por uma heresia. O Priscilianismo, doutrina a que foi atribuída uma filiação gnóstica, talvez de origem egípcia, conquistou a província romana da Galécia — de que Braga era a capital —, avançou pela Lusitânia, estendeu-se à Bética, atingiu a Gália. Prisciliano, o chefe espiritual do movimento, teve de enfrentar uma viva oposição por parte da hierarquia eclesiástica e do poder temporal. No entanto, a sua doutrina sobreviveu durante cerca de duzentos anos, pois resistiu à queda do Império, às invasões bárbaras e ao estabelecimento do reino suevo. É este o cenário de O Trono do Altíssimo, romance histórico que, após A Voz dos Deuses, impôs João Aguiar entre os nomes mais representativos da actual literatura portuguesa. http://www.asa.pt/produtos/produto.php?id_produto=729207&origem=autor&id_autor=532 Como calculava, é um excelente livro para quem aprecia romances históricos, com a vantagem de se debruçar sobre o passado do território que é hoje Portugal. A trama passa-se numa época em que a doutrina da fé ainda não estava bem assimilada e grassavam pelo mundo as mais variadas heresias. Foi o Priscilianismo uma heresia? A mim parece-me (por este livro e outros textos que já li) mais uma tentativa de renovar a Igreja por dentro, numa altura em que esta começava a lançar os tentáculos do poder temporal, perante a derrocada do Império Romano. Talvez ainda hoje a Igreja Católica não se tenha redimido completamente de ter mandado matar os que, naquele tempo, pregavam e praticavam o desprendimento dos bens materiais. Se os ascéticos daquele tempo tivessem sido ouvidos, talvez Lutero e São Francisco de Assis não tivessem passado de humildes sacerdotes, hoje esquecidos.
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