Becca Fitzpatrick

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Becca Fitzpatrick provou ao mundo que veio para ficar. Depois de “Hush, hush” e do estrondoso sucesso atingido a nível internacional, a autora já escreveu uma sequela para a história de anjos caídos que revolucionou o mercado do fantástico. “Crescendo” será lançado nos EUA em Outubro deste ano e a espera não podia ser mais exasperante para os fãs. Ao que parece, uma nova tendência do fantástico está a ganhar grandes adeptos no mercado mundial: histórias sobre anjos expulsos do paraíso ocupam agora lugar nas bancas das livrarias do mundo inteiro. Becca Fitzpatrick é, sem dúvida, uma das grandes impulsionadoras deste fenómeno, tendo já conquistado milhões de fãs.  A escritora não deixou de partilhar o seu entusiasmo com os recentes admiradores portugueses, concedendo uma entrevista exclusiva ao site Segredo dos Livros.

De onde vem o título “Hush, hush”?

Eu queria um título alusivo ao mistério e à atmosfera presentes no livro e, quando estava à procura no dicionário por qualquer coisa que servisse, deparei-me com a palavra “hush”. A definição era “manter em segredo”. Pensei logo que era a descrição perfeita da relação do Patch e da Nora no livro - ele esconde tantas coisas dela e é tão misterioso!

Como é que tudo começou? De onde surgiram as ideias para a história?

Eu comecei a escrever o “Hush, hush” em 2003, quando o meu marido me ofereceu, como prenda do meu 24º aniversário, um curso de escrita. Lá, o meu professor pedia-nos, todas as semanas, que fizéssemos um trabalho ao qual chamávamos “mostra, não contes”. Portanto, todas as semanas tínhamos uma palavra nova sobre a qual tínhamos de fazer um texto. Só que esse texto não podia ser a contar o que era essa palavra mas a descrever essa palavra. E então houve uma semana em que o trabalho era sobre humilhação. Fui imediatamente invadida por uma recordação da minha secundária em que, numa aula de Biologia, o meu professor me perguntou, em frente à turma inteira, as características que eu mais apreciava num rapaz. Ali estava uma bela descrição de humilhação! Usei-a logo para o meu trabalho e o que começou por ser uma única cena, depressa se tornou um capítulo, depois dois e depois um livro inteiro!

E relativamente à ideia de anjos caídos?


Eu sabia, desde o primeiro dia, que o Patch ia ser o típico e irresistível bad boy. Ia ser charmoso mas também muito perigoso. Só que também queria que ele tivesse sido bom numa determinada altura do seu passado. Ponderei durante muito tempo o que é que haveria de tê-lo feito “cair das boas graças”, até que de repente esta metáfora fez todo o sentido e se tornou literal na minha cabeça – ele era um anjo caído, expulso do paraíso. A partir daí fiquei com a ideia base e soube que, com ela, podia fazer o que quisesse com a história. Acabou por se tornar uma experiência muito libertadora e estimulante.

A atracção física entre Patch e Nora é permanente no livro. O que é que a levou a fazer dos anjos caídos seres de grande sensualismo?


Não era minha intenção que os leitores vissem os anjos caídos como criaturas sedutoras. O que eu queria mesmo era que o Patch fosse uma personagem ao mesmo tempo sexy e muito misteriosa. Isso é que tinha mesmo de ser, desse por onde desse!

A ideia deste amor proibido entre o suposto inimigo e a protagonista sempre existiu?


Acho que foi uma decisão não muito consciente. Acabei por nem dar conta que as coisas tomaram esse rumo. A verdade é que, quando o Patch surgiu na história, ele era uma personagem perfeita: era o bad boy que estava a recuperar o lado bom e sentimental que teve no passado. Já com a protagonista o desenvolvimento foi muito mais gradual.

Demorou cinco anos a terminar o livro. Porquê tanto tempo? Houve algum tipo de dificuldades?


Eu considero-me uma escritora muito lenta. Além disso sou mãe de dois filhos: o tempo é sempre curto e escrever é uma coisa que pus para segundo plano. Mas, sim, também houve dificuldades: arranjar tempo para escrever, ter paciência e manter-me fiel à história, aceitar cerca de 100 cartas de rejeição de agentes literários… Enfim, imensas coisas. Bem que podia continuar aqui a enumerá-las que nunca mais terminava! Não é fácil ser-se escritor e muito menos publicar o nosso primeiro livro.

Como autora de “Hush, hush”, quais foram as principais influências que levaram à história final?


Eu lia muito Nancy Drew e Trixie Belden quando era pequena. Na adolescência foi mais as irmãs Brontë e montes de romances góticos. Portanto, pode-se dizer que sempre gostei de mistério e thrillers fantásticos com muito suspense.

O que podemos esperar de “Crescendo”, a sequela de “Hush, hush”?


É mais obscuro e tem imensas reviravoltas na história: a relação de Nora e Patch vai estar em jogo a partir do momento em que ela descobre o que é que realmente aconteceu na noite em que o pai foi assassinado…

Adora correr, é obcecada por sapatos e uma devoradora de gelados. Será que estas paixões fazem da Becca a escritora que é?


Hum… É uma excelente pergunta. Eu, de facto, crio a maioria das minhas histórias enquanto estou a correr. É quando tenho mais ideias e mais me inspiro, por isso, há definitivamente uma associação entre estas duas coisas: correr e escrever.

Há algum tipo de conselhos a dar a quem queira ser escritor?


Por favor, não tenham vergonha daquilo que escrevem. Não tenham medo de escrever mal nem de escrever aquilo que gostam. Todos os escritores começam a escrever mal. Pior ainda se não for uma coisa de que se goste. Sejam persistentes e leiam, leiam muito – não há melhor doce para o nosso cérebro do que a literatura.

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"Começada um dia a leitura, impõe-se levá-la até ao fim. Assim me educaram e nessa pertinência me reconheço. Propus-me um livro? Há que lê-lo!"
Mário de Carvalho in Um deus passeando pela brisa da tarde