Katherine Pancol

França sabe bem quem ela é. Com o célebre romance, “Os Olhos Amarelos dos Crocodilos”, já passou à frente de grandes nomes como Marc Levy e Guillaume Musso nos tops franceses. Mas o sucesso não ficou por aí. Hoje, Katherine Pancol é já um nome que ressoa em países como Espanha, China, Vietname, Itália e Alemanha. A editora Esfera dos Livros também não ficou indiferente perante o trabalho desta escritora francesa, lançando no mercado o primeiro volume de uma trilogia animalesca que começa com crocodilos, passa por tartarugas e acaba em esquilos. A verdade é que, a história que consta nos livros desta trilogia, nada têm a ver com animais. Retratam antes a sociedade e realidade a que actualmente pertencemos: repleta de sonhos, medos, ambições, amor, ódio, submissões e traições. Jornalista, argumentista e romancista, Katherine Pancol não tem mãos a medir no que diz respeito à escrita, que, como contou na entrevista exclusiva que deu ao Segredo dos Livros, para si, “é como respirar”.

Tudo começou com a proposta de um editor, que se interessou pela sua escrita quando trabalhava para o Paris Match e para a Cosmopolitan, para escrever um romance. Alguma vez tinha pensado em tal coisa?

Não! Nunca, nunca! Para mim escrever um romance era um sonho, algo impossível de acontecer. Não me achava capaz de o fazer. Pensava que era assim uma coisa para além das minhas capacidades. Quando este homem veio ter comigo a sugerir que eu escrevesse um romance, pensei que fosse completamente louco! (risos)

Quais eram os seus maiores medos?

Bem, eu disse que não durante muito tempo. Não percebia mesmo porque é que ele queria tal coisa de mim nem sabia do que é que ele estava à espera! Continuei a recusar durante seis meses, mas ele também continuou a insistir. Estava sempre a dizer: “Devias tentar! Vá lá, experimenta! Por favor!” Um dia lá lhe escrevi 10 páginas para ele ver que era uma ideia absurda e que não tinha jeito nenhum para aquilo. O problema foi que ele adorou! (risos)

E ele disse porquê?

Sim, sim! Disse que eu tinha um estilo muito próprio e que escrevia como ninguém… Sinceramente, nunca percebi porquê! Não via nada de especial naquilo que escrevia. Ele lá via alguma coisa e, por isso, persuadiu-me ainda mais para continuar. E pronto, como ele até era uma pessoa encantadora, além de extremamente persuasiva, lá acabei por lhe fazer a vontade!

Quer isso dizer que não houve grandes preocupações na altura, não é verdade?

Nenhumas! Não estava nada preocupada com aquilo. Foi uma coisa muito inconsciente, porque eu não estava preocupada com a ideia de ter de escrever um livro. Depois de escrever as tais 10 primeiras páginas, achei engraçado escrever para mim mesma. Sabia-me bem! Era uma coisa que me reconfortava imenso! Foi por isso que fui continuando.

A verdade é que, quando o livro foi publicado, acabou por se tornar um grande sucesso. O que é que a levou a mudar-se para Nova Iorque quando havia tanta euforia em torno do seu primeiro romance, “Me, first”?

Eu precisava de sair de França. Havia qualquer coisa que não estava bem e achava que deixar o país era uma boa solução para este meu mal-estar. Não queria tornar-me numa típica parisiense e cair na célebre rotina de sair todas as noites para isto e aquilo. Assim, como eu sempre adorei viajar, achei que era a altura certa para me aventurar e começar uma nova vida. Então saí de França com a ideia de viver um ano em Nova Iorque, outro, por exemplo, na Argentina, outro no México…

Mas acabou por passar os dez anos seguintes em Nova Iorque…

Pois foi. É que, quando cheguei lá, vi vida. Parecia uma fantasia: era tudo tão vivo, tão cheio de energia! E depois havia aquela excitação permanente na cidade, dia e noite… Enfim, simplesmente não me consegui vir embora. Estava perdidamente apaixonada por Nova Iorque.

Durante esses dez anos que esteve em Nova Iorque estudou escrita criativa. O que é que acha que mudou mais em si como escritora?

Oh, mudou muito. Não pela escrita em si, mas pela cidade. Nova Iorque tem uma energia contagiante e conhece-se todo o tipo de pessoas nas ruas. A cidade em si é tão vibrante e diversa que me fez olhar para a vida e para as pessoas com outros olhos. Além disso, fez-me sentir uma estrangeira o tempo inteiro e eu adorava isso – não tinha de me preocupar com as minhas acções nem com o meu comportamento, porque ninguém me conhecia! Nova Iorque é o mundo, sabe? Além disso, é extremamente boémia – vêem-se pintores, escritores e actores por todo o lado – e isso fez com que me sentisse capaz de atingir o céu a qualquer altura. Sentia-me incrivelmente feliz, pois estava rodeada por aqueles que também tinham uma paixão como eu.

Isso significa que regressou a França como uma escritora diferente daquela que tinha saído?

Não totalmente diferente, claro. No entanto, foram dez anos fora e Nova Iorque mudou-me muito. E, quando mudamos como pessoa, também a nossa maneira de escrever muda porque passamos a olhar para as coisas de uma maneira diferente e para a vida segundo outros padrões. É inevitável! A partir do momento em que mudamos como pessoas também mudamos como escritores que somos: a vida passa a ter outro significado para nós e isso é inerente àquilo que escrevemos.

E em que medida acha que o facto de ser jornalista faz de si a escritora que é?

Antes do jornalismo há que frisar que, primeiro que nada, aquilo que fez de mim a escritora que sou foram os livros que li quando era pequena. Li imensos livros! Eles faziam parte da minha vida: eu estava sempre a ler! Não me lembro de haver uma altura em que eu não tinha um livro em casa. Limitava-me a ir à biblioteca e a ler os livros por ordem alfabética: comecei por ler os dos autores que começavam por A, depois os dos que começavam por B… Enfim, é por isso, que o jornalismo só vem depois dos livros. Não que não seja importante, porque é. No que diz respeito a observar os detalhes, a olhar e a ouvir as pessoas de maneira a descobrir os seus segredos, o jornalismo é importantíssimo para quem escreve romances. Se um escritor se quiser manter fiel à realidade, então precisa de conhecer em detalhe aquilo que faz parte dela e que o rodeia.

Actualmente, não faz mais nada a não ser escrever. Sente falta de algo mais ou gostaria de fazer algo diferente da escrita no futuro?

Eu não sei o que é que o futuro me reserva. Ninguém sabe! Mas uma coisa é certa: não me imagino a fazer seja o que for para além de escrever. Eu adoro escrever. Sei que nasci para isto e que é aquilo que quero fazer até não poder mais.

O que é que mudou mais em si, como pessoa, desde que começou a escrever romances?

Os meus filhos foram, sem dúvida, aqueles que mais mudanças trouxeram à minha vida. Ter filhos muda qualquer um e, como eu disse antes, mudando como pessoa também se muda como escritor. Eu lembro-me que, antes de ter filhos, viva unicamente concentrada em mim mesma. Só me preocupava comigo e nunca queria saber dos outros. Era a coisa mais egoísta que podia haver! (risos) Contudo, tudo mudou quando tive os meus filhos pois passou a haver alguém que precisava desesperadamente da minha atenção e que dependia dela para sobreviver. Além disso, a evolução de um escritor tem tudo a ver com a vida: evolui-se à medida que se avança na vida. Eu, como mulher, já sofri, amei, tive filhos, viajei, e tudo isto me moldou como pessoa.

A Katherine viaja imenso e está sempre a observar a aprender alguma coisa daquilo que vê. Sempre foi assim?

Sim. Eu nasci em Marrocos e, quando era criança, a minha família mudou-se inúmeras vezes. Depois, quando tinha 19 anos, fui para a Suíça, a seguir para Itália, Inglaterra, Estados Unidos… Passei toda a minha vida a viajar, o que significa que estava sempre a conhecer novos espaços e novas pessoas. E eu quando chego a uma cidade ou país novos, observo detalhadamente quem ali pertence e tudo aquilo que é novo para mim.

Isso é importante para si como escritora?

Tudo é importante para um escritor. Quem quiser pode estar fechado num escritório a escrever, desde que tenha a imaginação a trabalhar ou que retire ideias dos livros que lê, das suas recordações, etc. Contudo, não é a mesma coisa se enfrentarmos a realidade no nosso dia-a-dia.

O livro “Os Olhos Amarelos dos Crocodilos” é sobre uma mentira e alguém que descobre quem realmente é a partir dela. Acha que isto acontece frequentemente na vida real – uma pessoa descobrir o seu verdadeiro “eu” a partir de uma mentira?

Claro! Quando estamos felizes estamos completamente diluídos em felicidade e esquecemo-nos do resto. Contudo, quando enfrentamos um problema, não temos outra hipótese se não a de nos focarmos em nós mesmos para reflectir sobre o que fazer. E é aí que nos perguntamos: “Será que eu consigo fazer isso?”, “Terei força para tal coisa?”. As respostas que damos a essas questões vão revelar quem realmente somos e que a felicidade que sentíamos antes podia não passar de uma grande mentira. A meu ver, passar por maus bocados pode ser duro na altura, mas é fantástico quando, no fim, aprendemos tanta coisa a nosso respeito.

A rede de relações, ambições, amor e sonhos é outra parte importante do livro. Foi difícil descrevê-la exactamente como acontece na vida real?

Não. Este é o meu décimo segundo romance e aprendi imenso desde o primeiro – aprendi a escrever através daquilo que escrevia. Agora é tudo mais fácil: já tenho a técnica que não tinha quando comecei a escrever e ter de inserir a vida real num romance de ficção já não me assusta. Para mim, significa ter de cozinhar realidade com fantasia. Escrever baseia-se muito na arte da cozinha: há que saber escolher os ingredientes e juntá-los, saber quais as doses certas e conhecer o nosso apetite, para que o possamos saciar.

Mas às vezes o que escrevemos não é exactamente aquilo que imaginámos, não é verdade?

Sim, mas isso está sempre a acontecer! Errar é humano, por isso é perfeitamente normal que falhemos. Não podemos desistir sempre que uma coisa não corra como queríamos. Há que confiar em nós mesmos e reunir força para fazer tudo de novo! Misturar fantasia e realidade não é fácil, mas é necessário para atrair o leitor para a história.

É célebre por animar o espírito dos seus leitores através do entretenimento e do bom-humor presentes nos seus livros. Preocupa-se com isso quando escreve?

Não! Isso acontece sem qualquer intenção. A verdade é que, primeiro que nada, sou uma pessoa muito positiva. Depois, não gosto de pensar que quando escrevemos temos de dar o nosso melhor e preocupar-nos com determinadas coisas. Se alguma vez o fizermos, então o nosso trabalho perde a sua essência, a sua honestidade. Uma história não pode ser contada para se acreditar nela. Se queremos que ela toque as outras pessoas, então a melhor maneira de o fazer é deixar que flua a partir do nosso coração.

Não havia, então, nenhuma intenção quando começou a escrever “Os Olhos Amarelos dos Crocodilos”? Nem a de chegar a alguém e passar uma mensagem?

Não, porque quando eu escrevo, escrevo para mim. Nunca escrevo para os outros. As histórias são para mim e eu nunca penso em que é que as irá ler ou não, porque o que interessa é que eu goste e me sinta bem com o que escrevo. Quando eu era pequena, costumava deitar-me e contar uma história a mim mesma. Estava sempre a inventar histórias novas! E isso é um hábito que eu ainda tenho. A única diferença é que, agora, as passo para o papel.

Ao fim de 20 anos como escritora, “Os Olhos Amarelos dos Crocodilos” concedeu-lhe o maior sucesso de sempre. O que acha que aconteceu?

Isso é uma coisa que eu não posso dizer. Não faço ideia do que é que mudou, mas também não quero saber! É assustador, sabe? É como se tivesse encontrado a receita perfeita e daqui para a frente não pudesse falhar. Não, não! Recuso-me a saber o que é que aconteceu, o que é que fiz neste livro para ter tanto sucesso. Se eu soubesse, podia-me focar nessa fórmula que dizem que resultou e, assim, as minhas histórias iam passar a ser sempre a mesma coisa. É mesmo muito assustador. Não quero com isto dizer que não estou feliz com tanto sucesso e entusiasmo, porque estou! Mas prefiro olhar para tudo como uma espécie de milagre, algo sem explicação.

Não acha que talvez seja por causa das personagens que criou? A verdade é que são muito próximas à realidade.

Sim, isso é verdade. A Joséphine é toda a gente – não há ninguém que não se identifique com ela. Mas ainda assim, se alguém me pedisse para analisar o que fiz e descobrir aquilo que me deu todo este sucesso, ia morrer de medo sempre que estivesse para escrever um novo livro.

As suas personagens são muito complexas, reais e profundas. Quanto tempo é que demorou a defini-las?

Construir as personagens é o principal e o mais árduo dos trabalhos, porque todos os dias, horas, minutos e segundos são essenciais para recolher detalhes: um sorriso, um diálogo, uma maneira de estar na rua… São todos estes pequenos detalhes que dão vida às personagens e é por isso que criá-las acaba por ser o trabalho mais moroso. Aliás, cada livro desta trilogia levou dois anos a escrever. Apesar de termos sempre as mesmas personagens, também aparecem novas e a narrativa é, obviamente, diferente de livro para livro. Tudo isto tem de ser trabalhado e definido a seu tempo a partir das notas que tiro diariamente das minhas observações.

A Joséphine é uma mulher divorciada, com problemas emocionais, uma filha adolescente difícil de educar e baixa auto-estima. Porque é que escolheu esta personagem para protagonista da história? Pela proximidade com os leitores?

Quando se escreve não se sabe como é que certas coisas acontecem. Com a Joséphine, só sei que nutria um sentimento especial por ela. Não sei porquê, mas ela não me saía da cabeça! No final até se podem arranjar motivos para aquilo que foi feito durante o processo da escrita, mas quando se escreve não há nenhum. As coisas simplesmente acontecem por si mesmas! Escrever é mágico, sabe? Quem me dera que todas as pessoas pudessem, um dia, experimentar a magia de se escrever um romance. Começa-se por passar as ideias que temos na cabeça para o computador e por lhes dar um ar mais fantasioso, e, quando damos por nós, temos um livro à frente! É tão estranho!

Este romance é essencialmente focado em mulheres. Porquê?

Porque eu olho para as mulheres de hoje como autênticas heroínas. Se formos a ver, elas fazem tudo! Educam os filhos, trabalham para ganhar dinheiro, limpam a casa, vão ao ginásio, cuidam dos maridos e, às vezes, ainda têm um amante… Quer dizer, elas passam a vida a correr de um lado para o outro para conseguir fazer isto tudo! E, no fim, conseguem sempre!

Então, este é um livro só para mulheres?

Não, acho que é um livro para toda a gente: crianças, adultos, homens, mulheres… Quando se escreve um romance como este, está-se a tirar uma foto da sociedade em que vivemos. É assim que eu olho para o meu livro: como uma foto da sociedade em que vivemos. Por isso é que digo que é um livro para toda a gente!

Decidiu que “Os Olhos Amarelos dos Crocodilos” seria o primeiro livro duma trilogia antes ou depois de o escrever?

Depois. Normalmente, quando acabo de escrever um livro, as personagens vão-se embora – nunca mais sei nada delas. Mas estas não se foram embora. Foram ficando e ficando, decididas a não me deixar em paz. Até que um dia me perguntei: mas o que é que está a acontecer com a Joséphine? O que é que se passa com o Philippe, a Hortense e a Cécile? O que é que está a acontecer? Reflecti durante um tempo e, finalmente, descobri o que é que se estava a passar: as suas histórias ainda não estavam terminadas! Ainda havia mais para contar sobre eles! Por isso, decidi que haveria um segundo e terceiro livros.

E o que é que podemos esperar do segundo livro, “A Valsa Lenta das Tartarugas”, e do terceiro, “Os Esquilos do Central Park Estão Tristes Às Segundas-Feiras”?

Bem, o segundo está muito dentro do género de um thriller. É muito diferente do primeiro, que é um romance, mas as personagens e a questão essencial – “o que é que eu faço com a minha vida?” – mantêm-se. No terceiro, as personagens estão bastante mais adultas e surge uma nova questão: “como é que eu sei aquilo para que nasci?” Todos nós existimos por uma razão e o que as personagens vão fazer neste terceiro livro é descobri-la.

O que é que a levou a intitular livros sobre vidas humanas com animais?

Isso foi outro produto da magia da escrita, porque eu nunca pensei poder intitular os meus livros com animais. No primeiro livro tinha o Antoine, que era um tratador de crocodilos, e quando eu estava a escrever como eram os seus olhos à noite, assim amarelos e brilhantes, parece que se fez luz na minha cabeça! Soube logo que era um bom título para o livro! No entanto, depois pode-se sempre dar-lhe outro sentido. Eu, por exemplo, depois de ter já definido “Os Olhos Amarelos dos Crocodilos” para título do livro achei-lhe outro significado: toda a gente age como se fosse crocodilos. Por muito que pareça, nós nunca somos gentis uns com os outros – estamos sempre a tentar “comê-los” para sobreviver. O nosso maior desejo, embora não o admitamos, é sermos reconhecidos e, para isso, é preciso destruir aqueles que nos rodeiam. Pela história que o livro tem, acho que não podia haver melhor título!

Então e as tartarugas e os esquilos no segundo e terceiro livros, respectivamente?

As tartarugas é porque eu acho que a vida, hoje em dia, corre muito depressa e a Joséphine, como vão ver, é uma espécie de tartaruga no meio de tanta rapidez. Portanto, tem a ver com a ideia de que o mundo está a evoluir demasiado depressa e que há aqueles que não conseguem acompanhar essa evolução. Os esquilos, por sua vez, estão relacionados com a ideia de que nós não podemos estar sempre felizes. Estamos felizes em determinados momentos da nossa vida, mas não em todos. Mesmo que se queira, é impossível. A felicidade aparece de vez em quando e, depois, desaparece. E, se nós pensarmos nos esquilos do Central Park, vamos a ver que eles são muito felizes aos Sábados e Domingos, que é quando o parque está cheio de pessoas que lhes dão comida. Chegando a segunda-feira, acaba-se a felicidade toda: o parque fica quase vazio e não há ninguém para lhes dar comida.

Sei que adora conhecer os seus leitores. Do que é que gosta mais nesses encontros?

É falar com eles. Eu recebo e-mails tão simpáticos de pessoas a dizer que adoraram os meus livros e que eles mudaram as suas vidas que, quando finalmente as conheço, é uma sensação maravilhosa pois sinto que, de uma maneira ou outra, toquei na alma dessas pessoas.

O que é a escrita para si? Uma paixão?

Sim. Para mim escrever é como respirar. Eu escrevo desde que me lembro e não me consigo imaginar a fazer outra coisa. Mas para além de uma paixão, é também uma opção de vida porque é aquilo que eu faço e hei-de fazer o resto da vida. Se algum dia tiver de parar, não sei como vou sobreviver.

O que é que acha que mais contribuiu para a pessoa e escritora que a Katherine é hoje?

A vida, o amor, a felicidade, os livros que li e os meus filhos. Mas, sobretudo, viver. Aprende-se tanta coisa apenas do facto de vivermos e de lutarmos pela nossa felicidade e saúde!

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