Conceito de beleza alterado nos dias que correm

Tive hoje acesso a um vídeo que adorei sobre como hoje em dia temos o conceito de beleza alterado e inatingível a qualquer mulher comum.
Ora veja clicando aqui: http://videos.sapo.pt/j36zrS00Ef0puiVZi5bD
É incrível como com as novas tecnologias podemos facilitar tanto as coisas, mas também causar tantos danos psicológicos, principalmente ao nível da auto-estima e amor próprio.
A meu ver, encontramo-nos hoje em dia numa cultura que priveligia a beleza exterior face à interior, que promove a juventude em detrimento da idade como sinónimo de maior conhecimento e respeito, acabando-se numa inversão dos valores sempre dominaram as diferentes culturas e etnias mundiais e tornando-nos mais infelizes e insatisfeitos com o mundo de hoje. Leva-nos ao consumismo como forma de obter prazer, a colocar em risco a nossa saúde com os hábitos alimentares que vamos adquiridos, ou melhor, "desadquirindo" e com todas as doenças que hoje surgem ligadas à luta por uma imagem física que domina como a ideal, o sinónimo de beleza.
Os livros de dietas vendem-se como pão, ou em vez do pão (!), os ginásios estão cada vez mais cheios de pessoas que cultivam os seus corpos e a sua beleza, os salões de beleza até fazem créditos e não saimos disto.
Fica para trás o convivio com a familia e amigos, a alimentação cuidada e rica no que realmente necessitamos, o darmo-nos valor pelo que somos e não pelo que aparentamos e uma conta bancária curta ou mesmo com graves falhas.
Mas será tudo isto necessário? Seremos assim mais felizes? Ou seremos infelizes como somos pela pressão dos media e pela busca de uma imagem quase inatingível?
Eu não sou modelo, não sou magra e não sou fashion. Pressão? Sim, também a sofro, mas acho que já a ignoro e tento viver uma vida feliz e que me realize, deixando esses "cliches" e "tretas" que não me deixam bem comigo própria. O peso regula-se pelo sentir-me bem ou mal comigo mesma, procurando fazer uma vida saudável (com pouco sucesso confesso!).
Ora diga-me, vale a pena sermos infelizes por não termos corpos de modelos? Seremos felizes a comer como elas folhinhas de alface, pepino e tomate todo o santo dia e em dozes mínimas? Sair do trabalho estoiradas e em vez de ir ter com a família ir para um ginásio até quase à hora de ir para a cama?
Para uns penso que sim, para mim não de certeza!

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  • Sebastião Barata

    Janeiro 25, 2008 at 19:25
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    Até ao século XIX, o conceito de beleza era: "Dá-me gordura, dá-me formosura". Basta ver as obras dos pintores célebres espalhadas pelos museus, cheios de mulheres rechochudas. É que, nesse tempo, só era gordo quem podia. Por isso, gordura era sinónimo de riqueza!...Não era bom, porque a obesidade faz mal à saúde. Mas a excessiva magreza ainda faz pior!...É preferível regularmo-nos pelo peso máximo recomendado para a nossa altura, do que pelo peso mínimo, como é o padrão da cultura actual. Mulheres do tipo Barbie, só as bonecas!...

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