Hoje quero falar-vos do tempo…

Hoje quero falar-vos sobre o tempo, o tempo que nos foge, que corre velozmente e nos deixa abismados quando nos apercebemos do quanto já passou, mas também do tempo que passa devagar, lentamente como uma torneira mal fechada que pinga lentamente gota a gota.

Passamos a vida atarefados, tentando fazer mil e uma coisa sem parar, sem que nos apercebamos do que perdemos, do que fica por apreciar, por viver, do que afinal é a essência da vida, deixando assim de viver e passando a sobreviver!

Vivemos com mil e um afazeres, mil e uma preocupações mas esquecemo-nos do que realmente é importante e dá sentido ao viver, o amor, aos outros e a tudo o que nos rodeia.

Usurpamos um planeta que não é nosso e que deveríamos estimar e cuidar, que não fosse por respeito, pelo menos por preocupação com o próximo. Inventam-se novos termos para essa preocupação, o “desenvolvimento sustentável” mas fazemo-nos de esquecidos na hora o aplicar a troco de mais uns lucros imediatos, colocando em causa toda a humanidade.

Quando paramos um pouco, quando nos damos mesmo que só uns minutos de silencio, paz interior, de oportunidade de ouvirmos o que nós mesmos nos temos a dizer sentimo-nos bem melhor.  Será que nos conhecemos a nós mesmos ou temos apenas uma ideia? Será que evoluímos enquanto seres humanos ou estagnamos no tempo, limitando-nos a viver em função da maré numa onda de consumismo e sensações intensas e imediatas? Será que já nem nos aguentamos a nós mesmos, como se fossemos um estranho para nós mesmos, pelo que temos tanto pavor do silêncio e da solidão? Mas não serão os momentos de solidão aqueles em que damos um tempo e estamos connosco mesmos?

Acho que temos descurado um pouco a atenção que temos para com cada um de nós, para com cada um dos que amamos, invertendo prioridades por uns trocos.

Claro que fazem falta, mas não seria possível organizarmos melhor o tempo que dispomos? Viver com mais calma o dia-a-dia e as nossas obrigações? Será que não está na hora de retirarmos um pouco de tempo de manhã e ao deitar para nós mesmo que se traduza em menos uns minutos de sono?

E a falta de fé e de sonhos? De lutar pelo que desejamos e acreditamos ser? Mas será que ainda paramos para ver aquilo que fazemos e mostramos é aquilo que somos e queremos ser? Será que analisamos os caminhos que percorremos e os escolhemos conscientemente ou limitamo-nos a seguir para onde somos interpelados?

Vivemos vidas descrentes, esquecemo-nos da nossa interioridade, talvez apenas por não a querermos ouvir, nem sempre tem coisas boas a dizer! Será que temos orgulho em nós mesmos e naquilo que somos, criámos e vivemos?

Vamos darmo-nos uma oportunidade? Penso que aí se encontra a felicidade. Seremos tão mais felizes quanto mais fiéis formos a nós mesmos e ao que o nosso coração nos diz e sente e não nos esquecemos de amar e deixarmo-nos ser amados porque só o amor é real e só com ele movemos o mundo! Ame e será amado!

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