Em Destaque Fóruns Ao Sabor da Pena Artigos O Professor, um actor polivalente

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  • #333758
    Ana
    Participante

    Esta carta que passo a transcrever, vem na revista Sábado desta semana.
    É um tema muito em voga.

    “Como estudante, gostaria de falar de um protagonista do sistema de ensino em vigor e da actual crise. O professor. Um actor de uma peça de teatro a quem o encenador apenas atribuí um papel secundário, sem voz activa, sem poder decisório do rumo deste guião que é o ensino. Limita-se a representar o papel de um comandante que leva o seu barco, cuja tripulação é composta pelos seus alunos, a bom porto. Durante a viagem tem de seguir a uma velocidade imposta, quer manter o respeito e a calma entre a sua tripulação, e não lhe é permitido pela direcção da companhia marítima a que pertence. O professor tem de ser um actor polivalente que representa, vários papéis, o de professor, educador e até o de polícia.
    (…) A figura do professor já foi associada a um profissional respeitado, que ensinava, e pelo qual os alunos tinham simpatia e respeito, e como resposta mostravam interesse, desempenho e gratidão como resultado do trabalho por si elaborado”

    O autor desta carta é Mário Rui Travassos Rodrigues e é de Almeirim

    Gostaria de dizer que tenho um respeito imenso pela classe dos professores!
    São pessoas que contribuiram muito para o nosso crescimento, enquanto seres humanos!

    #333759
    Ana
    Participante

    “O país que não tem stà´res!
    Os finlandeses só vão para a escola com 7 anos, mas batem-nos aos pontos. Os alunos tratam os professores pelo nome.”

    Não têm quadros electrónicos nem computadores em cada secretária: na aparência, as salas de aula finlandesas são praticamente identicas à s portuguesas. Mas em algumas há pequenos detalhes inesperados. Na escola básica de Strà¶mberg, por exemplo, com oito anos, quando os alunos começam a chegar, ás 8 h, a lareira está acesa. Além dos normais espaços de oficina para artes manuais, música, teatro, educação científica, ginásio e biblioteca, há um jardim de Inverno, cantos com sofás para leituras e mesas para jogar xadrez.
    Os alunos transportam poucos livros – o ensino é pouco dado à  memorização – e muitos cadernos. tratam os professores pelo nome, mas não há aqueixas de falta de autoridade. Apesar do confronto, “o aluno finlandês comum diz que não gosta da escola”, diz Jarmo Juupaluoma, professor de Inglês de uma escola secundária da cidade de Vaasa. Como os portugueses? Não: “Assiste ansiosamente à s aulas e faz os seus trabalhos de casa. E o desempenho é bom”.
    Com o sector da educação em Portugal no centro da Discussão, a Sà

    #333760
    Sebastião Barata
    Administrador

    A escola portuguesa não tem comparação com a finlandesa, mas também não podia ter. A cultura é outra, os pais são diferentes e os alunos também.
    Em Portugal, quando o aluno aprende bem, é porque “o meu filho é muito esperto”; quando aprende mal, é porque “o professor é um estúpido e um incompetente”. Como pode haver autoridade, se os pais vão à  escola e ameaçam partir tudo, se o professor ralhar com o menino, lhe der má nota no teste ou o puser de castigo? Como pode a escola educar crianças, cujos pais já desistiram de as educar? Como ensinar crianças, cujo único objectivo na vida é vadiar ou jogar na consola (conforme o estatuto social)?
    Para cúmulo disto tudo, como se pode trabalhar com empenho, quando o patrão (Ministério da Educação) acha que a classe dos professores é uma cambada de lambàµes, que só querem boa vida e precisam de ser metidos na ordem? Isto, depois dos professores trabalharem sistematicamente muitas horas extraordinárias gratuitas em sua casa a preparar lições e ver testes, utilizando os seus próprios computadores, impressoras, papel e outros consumíveis.
    Em minha opinião, o Governo só teria legitimidade para impor controlo de produção aos professores se lhes desse condições para tal, como qualquer patrão: sete horas diárias no local de trabalho, findas as quais arrumava os papéis e vinha descansado para casa. Daria 4 ou 5 horas de aulas e, no restante tempo, ocupava uma secretária com computador numa sala de trabalho, onde prepararia lições, veria testes, etc. No fim do horário, estava livre para viver a sua vida. O tempo não chegaria? É a prova de que os professores trabalham demasiado, desgastam a sua saúde e são incompreendidos.

    #333761
    Ana
    Participante

    Concordo plenamente, Sebastião!!!
    Eu sou uma Encarregada de Educação que desempenha a sua função de mãe e não remeto nunca para a escola, aquilo que tem de ser feito em casa!
    Estou do lado dos professores, uma classe que é muito importante nas nossas vidas e é uma pena ver o que estão a passar!

    Hoje no jornal o Destak vem um comentário de um leitor, que fala sobre os professores, do trabalho que eles fazem com os alunos, mas no final diz que era bom lembrar se não seria uma boa ideia avaliar os pais, visto, estes, serem os principais educadores.

    Na minha opinião, o que leva a este insucesso escolar, esta falta de educação para com os professores é a falta de regras em casa!!!

    Também, ainda no mesmo jornal, o artigo escrito pela Luisa Castel-Branco fala da insegurança na educação.
    A certa altura do artigo, a Luisa tel-Branco também diz “…Independentemente das discussàµes sobre os métodos de avaliação dos professores, para quando a avaliação dos pais?”

    Haverá por aí muito pais a precisarem de serem avaliados!

    #333762
    Sebastião Barata
    Administrador

    Apoiado!

    Desde sempre me foi ensinado que os responsáveis pela educação das nossas crianças e jovens são os respectivos pais. A Escola e a Igreja (entenda-se a religião de cada um, seja ela qual for) exercem um papel supletivo. O seu papel deve ser entendido como coadjuvantes dos pais.
    Por isso, o Estado deve dar aos Pais os meios para poderem educar os seus filhos: abonos de família e outras prestações familiares decentes, leis do trabalho que permitam aos pais passar mais tempo com os filhos, criar condições económicas para que os pais possam escolher a escola que desejam.
    Esta liberdade de escolha implicaria o pagamento de um abono nivelador, para que qualquer pai pudesse matricular os seus filhos num colégio particular, por exemplo, se achasse que era a escola em que confiava.
    Se assim fosse, não era precisa a avaliação dos professores, nem das escolas: as más fechavam pura e simplesmente, por falta de alunos.

    #333788
    Fernanda
    Participante

    O meu marido é professor e embora de uma disciplina que normalmente não é polémica (educação fisica), conta-me coisas que os alunos fazem nas aulas que nunca me passou pela cabeça fazer, quando andava a estudar. É uma falta de respeito que me custa a acreditar que aquelas miúdos sejam filhos de pais com a minha idade e instruidos da mesma maneira que eu (instruidos porque a educação aprende-se em casa). Se nós (na casa dos 40) não faziamos na escola nada daquilo porque é que permitimos que os nosso filhos o façam? Se os nossos pais iam à s reuniàµes de pais porque é que nós não vamos à s reuniàµes e nos escusamos de participar na educação dos nossos filhos? Como é que pode querer que os pais dos alunos avaliem os professores se eles nem se preocupam com a evolução dos filhos no sistema educativo? São os mesmo pais que, se o prof repreende o aluno ainda vão á escola agredir o professor? É esta gente que queremos que avalie os nossos professores? Ou que as notas dadas aos alunos sirva também de item para uma avaliação de um professor? Como o meu marido e outrso colegas dele dizem – assim ninguém dá notas
    baixas e acaba-se logo com o insucesso escolar. Ah, mas se calhar é isso que o governo quer. Desculpem o testamento mas este coisa das escolas toca-me muito perto…

    #336016
    Catrina
    Participante

    Eu também sou encarregada de educação, e parto do principio que a educação dos nossos filhos parte de casa, na escola é para se aprender, e a casa para se educarem as crianças.
    A minha filha está no ensino preparatório, e eu, há dois anos a esta parte tenho assistido às mais caricatas situações, como maus comportamentos ( e muito graves ) assim como a maus resultados a nível de notas e no fim do ano,e esses mesmos alunos passam, sem que sejam penalizados perante os maus resultados e comportamentos.
    Isto para quê ? Para contribuir para as boas estatisticas.
    A minha filha um dia destes disse-me:-” Mãe, para quê eu estar a esforçar-me a estudar e a ter bons resultados, se A,B,ou C não têm este trabalho todo, e passam de ano como eu ?”
    O que posso eu dizer perante isto ? Como explicar a uma criança as formalidades, e estatisticas da nossa Educação ??
    Desculpem o desabafo… 😳

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