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TÓPICO: Educação

Educação há 12 anos 3 meses #92

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Porque não, também termos aqui um cantinho onde se possa falar de educação.
Aqui fica a sugestão.
aviciada
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Não sei se vai ter muita "freguesia"... há 12 anos 3 meses #114

  • vibarao
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Digo que duvido que este tópico venha a ter muita adesão, porque os professores vêm danados da escola (não querem mais falar nisso); os alunos não estão muito interessados em debater o tema (querem é passar de ano); os encarregados de educação não querem saber da educação dos filhos (querem é que eles não dêem chatices); os restantes nem sabem o que é isso de educação (o que a escola deve é ensinar).
Claro que estou a ridicularizar a situação da educação em Portugal: ninguém sabe, ninguém quer saber, ninguém educa, mas todos acham que a malta de agora "são uma cambada de malcriados".
Os pais, que são, por direito e dever, os educadores dos seus filhos, entregam-nos à  escola e esperam que esta lhes dê a educação que eles já desistiram de lhe dar. O Estado acha que os meninos, coidadinhos, não podem ser obrigados a estudar muito, para não se sentirem complexados ou explorados e que essa cambada de preguiçosos que são os professores é que devem trabalhar por eles. Os professores lutam desesperadamente para manter a ordem e o respeito na aula e poderem, pelo menos, dar a matéria curricular, mas têm que desistir, porque ninguém os apoia. Mas, no final, são eles os únicos castigados.
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A educação começa em casa! há 12 anos 3 meses #119

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Sebastião Barata, tens toda a razão!!!
O nosso ensino cada vez se encontra pior, mas não é por culpa dos professores.
Eu tenho uma amiga que é professora e apercebo-me bem da vida que ela leva.
A educação das nossas crianças tem de começar em casa, com os pais.
Os pais, hoje, demitem-se da sua responsabilidade, porque é mais fácil, não querem ter trabalho, e também chegam cansados a casa e querem ver as noticas na tv e as novelas.
Eu, não me incluo-o nesse tipo de pais, nem eu nem o meu marido. Com a responsabilidade de sermos pais, temos de ter consciência que a nossa vida muda radicalmente, mas é uma opção. Nós deixámos de ir ao cinema, porque não tinhamos ninguém que ficasse com a nossa filha, portanto sempre nos habituamos a funcionar muito a 3, só iam, quando ela podia ir connosco. Agora, com 14 anos, é a nossa compicha, nos petiscos, nas idas ao cinema, nas leituras de café ao fim de semana.
criada aqui neste escritório até aos 3 anos de idade.
Tenho acompanhado de muito perto a educação da minha filha e foi para isso que tive filhos, para cuidar deles, educá-los, castigá-los, quando é preciso.
Tenho consciência de que nem todos os pais podem fazer isso, mas têm de lhes dar atenção, apoio, ir à  escola, falar com os directores de turma.
A vida, hoje em dia, não nos facilita em nada, mas temos de ser pais, no verdadeiro sentido da palavra. Não podemos esperar que a escola o faça por nós.
Eu não gosto que falem mal dos professores, porque eles não merecem. Sabemos, também que há professores e professores. Para mim, os professores merecem todo o meu respeito. Sempre tive uma boa relação com os professores da minha filha, mesmo hoje, que ela está no ensino particular, gosto de trocar umas impressàµes com alguns professores. Não, não sou do tipo de andar lá sempre na escola, de volta dos professores, mas porque a minha filha é uma excelente aluna, responsável, adora os livros e gosta imenso de escrever e diz sempre que quer ser escritora, os professores, alguns, quando me vêem lá na escola, comentam que ela está mais conversadora (adora conversar), que ela precisa de estar mais atenta, ou que está óptima, eu sinto-me orgulhosa, porque ela é o espelho da educação que lhe damos em casa.
Um livro que eu recomendo a todos os pais para lerem:
Augusto Cury, "Pais Brilhantes, Professores Fascinantes".
E vou contar um episódio curioso acerca deste livro.
Emprestei este livro à  minha amiga, que é professora. Ela tinha o livro em cima da mesa da sala e tinha lá visitas, entre elas, um pai de uma recém-nascida, pegou no livro, folheou e disse-lhe, tens de me emprestar o livro e a minha amiga disse que ele era meu, mas que podia levar. Adorou o livro, tanto que já leu o seguinte, "Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes".
aviciada
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Re:Educação há 10 anos 4 meses #4466

  • Karla
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Olá! Vi este tópico e não pude deixar de dar o meu parecer como: filha, estudante e futura profissional. (Apesar de já se ter passado um ano desde que ele foi colocado aqui :? )
Estou no curso de Educação de infância (agora mais conhecido como Educação Básica, devido ao Tratado de Bolonha) e cada vez mais compreendo e concordo com tudo o que foi dito aqui.
Gostei da ideia que foi dada pela Ana. A meu ver, pode se tornar um bom tema de conversa e uma boa forma de reflexão. É pena constatar que não teve grande adesão como o Sebastião previu. :(
Actualmente, o nosso país encontra-se em crise e esta não é apenas ao nível financeiro e económico mas também ao nível da educação, entre outros aspectos. Nunca me tinha apercebido deste problema nacional até entrar para a faculdade e começar a estagiar. Até a esse momento, tinha a ideia que o facto de ver tantas crianças mal educadas e instruídas, fosse apenas culpa do Governo e dos professores, que eram uns incompetentes. Agora sei que não é bem assim. Como futura educadora de infância sei que a educação começa desde pequeno, e os verdadeiros educadores de uma criança são os seus pais. O jardim-de-infância e a escola são os complementos dessa educação. Existem para ajudar os pais a educar as suas crianças. No entanto, não é assim que os pais vêem estas instituições.
No meu estágio e, em conversa com as educadoras com que tive o prazer de trabalhar até agora, vejo o quanto elas (e eu também) sofrem com as “diabruras” dos seus grupos. É claro que, quando me refiro a “diabruras”, não estou a falar daquelas que são típicas e já esperadas de crianças com idades entre os 3 e os 6 anos. Refiro-me às atitudes mal educadas e muitas vezes grosseiras que têm para connosco e para com os outros. Cada vez mais cedo, os pais deixam de se preocupar tanto com a educação dos seus filhos, pois o jardim-de-infância e a escola é que são responsáveis por esse papel. Eles estão isentos desse “trabalho”. Somos nós educadores/professores que temos o dever de educar os meninos e as meninas. Sim, concordo. É esse o nosso papel mas não devemos começar do zero. Não é nossa responsabilidade (ou não deveria ser) dar a educação, que já deveria ter sido dada em casa. No entanto, isso já se tornou habitual.
Quantos são os pais que entram, nos portões destas instituições, com a atitude de quem vem deixar o cão ou o gato, para mais logo (quando o trabalho terminar) vir buscar o bichinho pois não têm mais lugar nenhum onde o deixar. Tal atitude revolta-me e dá-me muitas vezes vontade de os chamar e dizer “São os vossos filhos, são o vosso bem mais precioso!!”. Tenho sempre a sensação que muitos pais ainda não se aperceberam disso e, daí, fazerem tantas asneiras com a sua educação.
É claro que entendo perfeitamente porque é que tantos pais surgem com esta atitude quando deixam as suas crianças no jardim-de-infância. Quantas são as pessoas que consideram que os educadores de infância não são assim tão importantes e que as crianças, durante o tempo que estão no jardim-de-infância, não estão a fazer nada a não ser brincar. O que eles não sabem é que, ao brincar, as crianças adquirem muitas competências.
Mas não vou agora falar sobre o quanto a educação de infância é incompreendida pelas pessoas em geral (em especial, pelos pais), pois não é disso que estamos a falar. Estamos a falar do quanto há falta de educação neste nosso país. Tal como os educadores de infância tentam fazer o seu papel em vão, acontece o mesmo aos professores que tentam incutir, por exemplo, o gosto pela leitura nos seus alunos. Os professores tentam, a todo o custo, fazer com que as crianças se interessem pelos livros, por se divertirem ao fazerem a sua leitura e tal até pode acontecer na sala de aula. O problema está quando os alunos vão para casa e não há ninguém que continue a incentivar esse interesse. Os pais deveriam apoiar os professores, deveriam ajudá-los no seu trabalho em casa mas não o fazem, o que faz com que os professores sejam obrigados a começar tudo de novo. Tal também acontece com os educadores de infância que ensinam às crianças boas maneiras, entre outros ensinamentos. As crianças vão para casa e, no dia seguinte, quando voltam ao jardim, o educador é obrigado a ensinar tudo de novo.
É uma pena ver que os pais não sentem o quanto são importantes na educação dos seus filhos e que têm o direito mas, principalmente, o dever de ajudar no trabalho feito pelos educadores/professores. É claro que não são apenas eles que devem ajudar. O Governo também tem esse dever, sendo obrigado a proporcionar as melhores condições para que todos os professores possam fazer um bom trabalho.

De minha parte, digo que sempre tive pais presentes e interessados na minha educação. Sempre tentei ser uma aluna aplicada (o que considero ser) e pretendo vir a ser uma boa futura profissional, cujo único objectivo é educar as crianças o melhor possível, tendo a esperança que estas, no futuro, se tornem uns adultos melhores. :D
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Re:Educação há 10 anos 4 meses #4470

  • Verasopa
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Bem, estive a ler com alguma atençao o que aqui foi escrito.
É um tema que não me é estranho. Tenho dois filhos e como mãe, sei que a educação dos meus filhos compete aos pais e não à escola. A educação e o exemplo começa em casa. A escola complementa esse trabalho, de modo que é necessário que exista diálogo entre ambas as partes. Mas, também tem que compreender as diversas familias que existem e os muitos problemas que vivem. As crianças/ jovens são por vezes reflexo disso.
Apesar de eu educar dois, e ser interveniente na educação, eles são completamente distintos e provêm do mesmo agregado familiar. A personalidade deles é determinante para as diferenças. Mas, nem sempre são bem compreendidos.
Os professores estão assoberbados, assim com os pais. Falta tempo de qualidade.
A pressão que é exercida sobre as familias, os professores e as crianças é muita. Temos que ser excepcionais a todos os niveis. Falta tempo para conviver, para conversar, para disfrutar, para brincar.

Karla, sei bem do que estás a escrever porque tenho uma licenciatura como educadora de infância. Mas, compete-te convencer os pais de que o trabalho de uma educadora não é arrumar ou entretar criancinhas, mas trabalhar competências e desenvolver capacidades. Actualmente os pais tem instrução. (Nem sempre educação). É dificil lidar com os pais, persuadi-los das dificuldades dos filhos porque tem dificuldades em lidar com criticas aos filhos. Sonham que eles são excepcionais e destacam-se pela positiva. É necessário tacto e persuassão. Passa a mensagem de que gostas deles para ser mais fácil os pais aceitar os reparos à sua conduta. Quando os pais se sentem injustiçados e que os seus filhos não são estimados ou valorizados fica complicado o diálogo que é essencial. E para compreender cada criança é preciso conhecer o seu meio envolvente.
Como escrevia António Aleixo

"Não sou esperto, nem bruto,
Nem bem ou mal-educcado,
Sou apenas o produto
do meio em que fui criado"
Leio:
Mistério na Califórnia" de Elizabeth Adler

lerprazeradquirido.blogspot.com/
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Re:Educação há 10 anos 4 meses #4472

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Concordo com tudo o que disseste Helena. O facto de os pais, por vezes, não darem a atenção que desejavam dar aos seus filhos, não é culpa deles mas sim da falta de tempo que cada vez é maior. Apesar de ter dito o que disse, sei que existem pais preocupados com a educação dos seus filhos e que não fazem mais porque não podem.
Também sei que compete a mim convencer os pais da importância do trabalho de uma educadora. Sei disso desde que começei a estagiar. (O facto de ter escrito o que escrevi, não quer de maneira nenhuma dizer o contrário.)
Tenho visto e escutado esse aspecto que referiste: a dificuldade que existe em lidar com os pais. É natural que todos os pais queiram que os professores digam que os seus filhos estão a ir muito bem e que não tenham nenhum reparo, como disseste, a fazer deles. É realmente preciso muito tacto e persuasão. E eu, com toda a certeza, terei de ter tudo isso quando chegar a minha vez de falar com eles.
Termino agradecendo a tua dica sobre a melhor forma de conseguir comunicar com os pais. É sempre bom aprender com quem sabe. :wink: Muito obrigado!
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Uma Pequena Palavra...

“Em geral quando termino um livro encontro-me numa confusão de sentimentos, um misto de alegria, alívio e vaga tristeza. Relendo a obra mais tarde, quase sempre penso: não era bem isto o que queria dizer.”
Érico Veríssimo