Todos os anos, por esta altura, assistimos à habitual luta entre o governo, patronato e sindicatos pela percentagem de aumento dos salários no ano que começa. Os sindicatos acham sempre pouco e as confederações patronais muito. O árbitro é o Governo, que, ao fixar o limite de aumento para a função pública, dá o mote que vai influenciar decisivamente as negociações.
O Governo justifica os seus números com a taxa de inflação previsível para o ano seguinte. Os sindicatos defendem a sua posição com o argumento de que as previsàµes são feitas sempre por baixo e querem mais, para que os trabalhadores não percam poder de compra. Os patràµes argumentam que o crescimento da economia estagnou, a produtividade é baixa e não se pode distribuir o que não há, sob pena de fazer falir as empresas e lançar os trabalhadores no desemprego.
Acaba-se sempre por chegar a um acordo. Mas, no final de cada ano, os sindicatos vão levantar o dedo e lembrar que, afinal, os preços subiram mais do que o previsto e, mais uma vez, os prejudicados foram os trabalhadores.
No meu entender, estas “guerrasâ€