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TÓPICO: O cetro do guardião

O cetro do guardião há 1 mês 4 dias #87741

  • terduraes
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Saindo, não sabia de onde, uma égua branca com uma velha montada apareceu à nossa frente. O seu ar, estranho. Não sabia dizer que idade tinha para além de que era bastante velha, os cabelos eram vermelhos, pareciam labaredas de uma fogueira, metade tapados por uma toca branca, metade soltos. Lembrei-me das histórias da minha mãe, era um ser do Outro Mundo, o que faria ali?
Enigma voou, alvoraçada, e foi pousar no ombro da velha. Esta, com as suas mãos encarquilhadas, bateu ao de leve no bico e deixou-a voar de novo.
- Vejo que trazem uma ave mágica convosco. E… ah!... uma cadela deste mundo. Encontraram-na aqui?
A voz não parecia de uma pessoa de idade, antes dos tempos primordiais, profunda, antiga, misteriosa, até jovem.
Avancei para responder, mas a velha fez um gesto com a mão para me interromper.
- Com que então o Guardião mandou-vos ir buscar o cetro, não é verdade Telgio?
De novo, tentei falar, mas a velha recusou-se a ouvir-me.
- Não dizes nada, filho de Ueto? É bom rever-te.
Telgio avançou e olhou para a velha.
- Não sei o que queres de mim, velha, mas não foi comigo que o Guardião falou.
- Ai não? – A velha largou uma gargalhada. – E porque não?
- Ele há de ter tido as suas razões. – Respondeu calmamente.
- Talvez, talvez. – A velha fixou Enigma. - E esse corvo…
- Este corvo foi enviado pela minha mãe, - continuou Telgio – tem estado comigo há bastante tempo.
- Deveras. – O sorriso na sua cara era irritante enquanto os seus cabelos pareciam que tinham vida. – E pensas que chegas ao trasgo com ele.
- Não penso nada, estou aqui apenas para servir Elora.
- Elora? – A velha virou-se na minha direção – Esta coisinha que tanto procuravas e não tem nenhuma aptidão? Como pode conseguir seja o que for?
Senti-me irritada, não era guerreira, não era mágica, poderia não ser especial, mas também não era inútil. E o que era aquilo de que ele me procurava?
- Não podes saber o que valho. – A minha voz podia tremer, mas não me deixaria intimidar.
- Por acaso até posso. – Respondeu a velha, olhando-me de alto abaixo – Se estivesse aqui o teu irmão Navo, ou até Adai, mas tu?
- Tu conhece-los? – Perguntei estupefacta.
A velha riu e à medida que ria parecia que largava labaredas do seu cabelo.
- És tão ignorante, rapariga, não te ensinaram nada? E queres retificar o problema do Guardião, nem sei onde ele estava com a cabeça para confiar tal tarefa.
"O fantástico não está fora do real, mas no sítio do real que de tão visível não se vê.", Vergílio Ferreira
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 "Há mais do que uma maneira de queimar um livro. E o mundo está cheio de pessoas que correm de um lado para o outro com fósforos acesos".
Ray Bradbury in Fahrenheit 451