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TÓPICO: diz-me tu, o que é o amor?

diz-me tu, o que é o amor? há 2 meses 4 semanas #87725

  • terduraes
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  • Junior Boarder
  • Escritora e poeta
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"Queria tanto contar-te as histórias que invadiam os meus universos, dar-te a conhecer a criação dos meus dedos, levar-te às paisagens onde as personagens tomavam vida por si próprias. Mas não, tu tornaste-te chuva e ensopaste a terra apodrecendo as raízes das rosas do meu quintal. E foste embora.
Um dia apareceste dizendo que tinhas certezas na mão, vieste fazer todas as perguntas mesmo as que não querias respostas e fizeste-o, fizeste-o desnudando a tua ferocidade, uma, outra e outra vez. Depois saíste e quis esquecer a hora em que lá estiveste, mas não podia, já estava marcado nas paredes.
Observei as estrelas, deleitei-me na paz no azul profundo do céu. Eram tantas, incontáveis. Teriam um brilho diferente aos teus olhos? Porque não percebia, não entendia mesmo como te escapava o aroma dos pinheiros mansos numa manhã de primavera. "

Gratuito em:

www.kobo.com/pt/pt/ebook/diz-me-tu-o-que-e-o-amor
"O fantástico não está fora do real, mas no sítio do real que de tão visível não se vê.", Vergílio Ferreira
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Uma Pequena Palavra...

"Algumas obras morrem porque nada valem; estas, por morrerem logo, são natimortas. Outras têm o dia breve que lhes confere a sua expressão de um estado de espírito passageiro ou de uma moda da sociedade; morrem na infância. Outras, de maior escopo, coexistem com uma época inteira do país, em cuja língua foram escritas, e, passada essa época, elas também passam; morrem na puberdade da fama e não alcançam mais do que a adolescência na vida perene da glória. Outras ainda, como exprimem coisas fundamentais da mentalidade do seu país, ou da civilização, a que ele pertence, duram tanto quanto dura aquela civilização; essas alcançam a idade adulta da glória universal. Mas outras duram além da civilização, cujos sentimentos expressam. Essas atingem aquela maturidade de vida que é tão mortal como os Deuses, que começam mas não acabam, como acontece com o Tempo."
Fernando Pessoa, in Heróstrato