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TÓPICO: A Natureza das Coisas do Ponto Vista da Eternidade

A Natureza das Coisas do Ponto Vista da Eternidade há 9 anos 8 meses #28248



"Uma obra filosófica composta por 860 pensamentos, máximas,
aforismos e reflexões relativamente independentes entre si, cujas
dimensões oscilam entre uma linha e várias páginas, e cujo
conteúdo, como é patente no título, aspira à condição de um
conjunto de verdades tendencialmente universais e objectivas
sobre a natureza das coisas quando estas são encaradas do ponto
de vista da eternidade, isto é, quando se tem sobre elas uma visão
suficientemente liberta dos vários condicionamentos que nos
impedem ou dificultam vê-las tal como são, quer se trate do
Homem, da Vida, do Universo, de Deus ou do tempo presente."

A maioria das pessoas não tem qualquer interesse real em
conhecer a verdade das coisas (mesmo que digam ou finjam o
contrário), como se pode constatar facilmente a partir da forma
como pensam e vivem as suas vidas. A atitude natural mais comum
entre os seres humanos relativamente às questões fundamentais,
ou bem que consiste em assumir inconscientemente tê-las
resolvido a priori, ou então em acreditar comodamente que não
têm solução, sem qualquer necessidade de uma justificação
racional e objectiva para o efeito, como se a verdade fosse uma
questão de gosto, opinião ou preferência pessoal, ou como se se
tratasse de uma escolha subjectiva que cada um livremente
pudesse fazer à medida dos seus desejos, interesses e necessidades,
e não objecto de uma descoberta racional e objectiva que
todos devem fazer, se quiserem realmente saber a verdade. É por
isso que questões como a da existência de Deus ou do sentido da
vida ficam assim sujeitas ao capricho arbitrário da subjectividade
pessoal, das crenças e opiniões particulares, preferindo uns acreditar
que sim e outros que não, uns numa coisa e outros noutra,
muitas vezes pelas mesmíssimas razões, porque dá jeito e é preciso
acreditar em alguma coisa que nos dê certezas e a segurança
ilusória de que sabemos muito bem quem somos, donde vimos,
para onde vamos e o que fazemos aqui. É claro que isto pode
resolver o problema subjectivo de acreditar ou não naquilo que nos
convém, mas não resolve o problema objectivo de saber qual é
afinal a verdade das coisas.

Autor: João Carlos Silva
Mês de lançamento: Janeiro
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Uma Pequena Palavra...

"A melhor receita para o romance policial: o detetive não deve saber nunca mais do que o leitor."
Agatha Christie