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| A Gaivota que tinha medo do mar |
| Escrito por Sebastião Barata | |||
| Quarta, 14 Outubro 2009 22:05 | |||
![]() Autora: Maria Eugénia Ponte Ilustrações: Aurélio Mesquita Páginas: 68 Editora: Lugar da Palavra Esopo na antiga Grécia e La Fontaine no século XVII, entre outros, partindo de histórias de animais, por eles inventadas, construiram as FÁBULAS que ainda hoje fazem parte do grande património da literatura universal. Maria Eugénia Ponte, partindo de realidades da vida animal, constroi histórias apaixonantes que nos fazem reflectir nos mais diversos problemas da vida. E como se isso não bastasse conclui cada história com um "pensamento" que é um autêntico guia para uma vida feliz. Padre José Eduardo Martins (pároco de Alenquer) Autora: Maria Eugenia Ponte nasceu na pequena aldeia de Obras Novas, freguesia do Carregado e concelho de Alenquer, em 1954. Desde a sua infância que a leitura representa para ela um verdadeiro fascínio e foi esse fascínio que a conduziu ao gosto pela escrita. Em 2007, editou o romance “Desencontros Virtuais”. Mas os contos, em especial os contos infanto-juvenis, foram sempre o género literário que mais a atraiu, devido à grande afinidade que a liga às crianças. Nunca foi mãe, mas as crianças sempre ocuparam um cantinho especial no seu coração e durante muitos anos foi catequista e orientadora de jovens, no âmbito da Igreja Católica. Informática de profissão, mas de convivência fácil com os mais jovens, sempre admirou outras profissões em que o contacto com a juventude é mais próximo.
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Comentários
Só tenho pena de ser uma edição tão pobre, porque o livro merecia melhor. O texto devia estar menos condensado e as gravuras serem a cores.
Oxalá se venda bem e tenha uma segunda edição mais luxuosa e atractiva.
Infelizmente, não pude comparecer na apresentação deste livro, mas a querida Eugénia fez-mo chegar logo de seguida com uma dedicatória personalizada e cheia de carinho. O livro ficou logo na minha secretária e encantou-me à chegada pela capa, de cores vivas, uma imagem expressiva e encantadora.
Aos poucos, ia aproveitando abertas no trabalho e ia lendo as pequenas histórias destes animais tão especiais e também eles cheios de lições tão simples, que às vezes nos passam ao lado. E precisamente para não passarem ao lado, no final de cada conto, surge a moral da história, explicadinha. Esta explicação, a mim, pareceu-me supérflua, de tão clara que é a escrita, mas compreendo a opção editorial de as incluir, tendo em conta o público maioritário.
Gostei particularmente do pormenor de antes de cada conto, surgir uma descrição das particularidade s do animal sobre o qual a história se debruça e posso até dizer que aprendi algumas coisas muito interessantes. Os meus contos preferidos foram a "Rainha das Jóias" (a história de uma ostra arrogante) e "Ambrósio, meu ouricinho, beija-me de mansinho..." (a história de uma família de ouriços alvo de preconceitos).
Um livrinho com um público alvo específico, mas que pode (e deve) ser lido por adultos e crianças. É um tesourinho de pequenas histórias e belas ilustrações. Muito bem escrito, claro na mensagem e com importantes lições de vida.
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