Convergente

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Autora: Veronica Roth
Trilogia: Divergente (Vol. 3)
Edição: Mar/2014
Páginas: 416
ISBN: 9789720043832
Editora: Porto Editora

 

 

 

A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída – dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas.

Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama.
Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor.
Alternando as perspetivas de Tris e Quatro, Convergente encerra de forma poderosa a série que cativou milhões de leitores em todo o mundo, revelando por fim os segredos do universo Divergente.

Leia gratuitamente as primeiras páginas aqui.

Volumes anteriores da trilogia Divergente:
Divergente
Insurgente

Nota: O livro Divergente tem nova capa, na sequência de ter sida adaptado ao cinema. Veja o novo look do livro e o trailer do filme.

Autora:

Veronica Roth estudou Escrita Criativa na Northwestern University. Nos seus tempos de faculdade, preferiu dedicar-se a escrever o que viria a ser a sua primeira obra, Divergente, e deixar de lado os trabalhos de casa – uma escolha que acabou por transformar totalmente a sua vida.
Veronica Roth foi considerada a melhor autora pelo GoodReads Choice Awards 2012. Divergente foi eleito o melhor livro de 2011 e Insurgente o melhor livro de fantasia para jovens adultos pela mesma entidade, cujas distinções são atribuídas exclusivamente pelos leitores.

Saiba mais em theartofnotwriting.tumblr.com

Veja o booktrailer aqui:

Comentários  

 
#2 Bárbara Santos Ferreira 2017-05-26 21:01
Convergente foi, até agora, um dos melhores livros que jamais li.

O enredo é viciante e nada do que tanto Tris como Tobias fazem, é totalmente certo, o que acrescenta uma boa dose de mistério que proporciona ao leitor uma sensação de incerteza, criada espetacularment e por Veronica Roth, tal como noutros livros que não pertencem à saga Divergente, como Gravar as Marcas, recente livro da mesma autora, que adorei. Acabei de ler hoje e aconselho fortemente.

Tris é uma personagem muito bem definida, aliás como todas as outras forjadas por esta autora de renome internacional, e aprecio muito a sua escrita por isso.
Penso que a ideia de ver o que está depois do muro é fantástica e transmite uma mensagem de esperança que completa perfeitamente a saga, juntamente com uma noção do quão pequenos somos em relação ao resto do nosso mundo.

Spoiler alert
Compreendo que todos os fãs desta saga tenham sofrido com a morte de Tris no fim desta obra, tal como eu própria sofri, mas penso que a mensagem da sua morte não deve ser entendida como algo depressivo, mas sim como uma mensagem de esperança e de continuidade.

Talvez Convergente seja atualmente um dos meus livros preferidos, ou talvez o meu preferido.
Não compreendo os rumores de que este tenha sido o pior filme da saga, aliás, penso até que foi o melhor...

Convergente acaba de forma poderosa esta trilogia, não tem grandes pontos fracos e realmente vale mesmo a pena ler.
 
 
#1 Vanessa Montês 2014-03-30 13:44
Comecei a ler esta saga mal ela saiu no mercado português e, visto eu ser uma grande fã de distopias, não preciso de dizer quanto gostei desta. Adorei as diversas fações, as suas apresentações, os seus acreditares e escolhas. Adorei a personagem de Tris, alguém forte e determinado que faz as suas próprias escolhas e que lida com as consequências. Já em Quatro via uma pessoa forte, determinada e que, embora tenha os seus próprias receios e passado, tenta fazer o máximo para se provar a si mesmo e a todos quão determinado é.

No livro anterior, ficámos perante uma sociedade perdida. Uma sociedade cheia de divergências, onde há pessoas que querem continuar com o esquema das fações e outras querem ser livres. Há imensas frentes de guerra e inúmeros grupos que se erguem das sombras para lutar contra aquilo que consideram errado. Pessoas que querem ser livres... outras que querem manter-se na sua vida sossegada. Morte, dor e medo começam a ser as palavras de ordem. E é aí que um grupo de supostos divergentes, e outras pessoas com talentos especiais, se juntam e saem para o exterior, tal como o vídeo que criara esta grande divisão dizia que se devia fazer. Mas o que encontram fora das muralhas é tudo menos o que esperavam. Pessoas diferentes e, ao mesmo tempo, muito parecidas... Um local que parece estar em paz, mas que acaba por se descobrir ser ainda mais disfuncional do que a Chicago onde Tris, Quatro e os amigos moravam.

É nesse lugar que as grande dúvidas assombram Tris e os seus companheiros. Lutando contra um mal que eles sabem e compreendem bem, vão-se tornar pessoas diferentes que nunca estão de acordo e que lutam uns contra os outros, em vez de lutarem uns com os outros.

Não sei bem o que achar deste livro... Achei-o tão, mas tão diferente dos livros anteriores. Aliás, para mim, este livro já não pertence ao género literário de distopia, mas sim de ficção científica. É verdade que a autora fez o seu melhor para não deixar pontas soltas, mas, da minha parte, estas pontas irão permanecer. Para quem não sabe, a minha área de estudo é ciências e neste livro há cada barbaridade científica que fiquei um pouco tristonha. Mas se me fixar numa mentalidade de aceitação total das justificações da autora, posso afirmar que esta tentou, e bem, pôr os pontos em todos os i's existentes na saga.

Como disse, é um livro muito diferente dos outros dois, não só no seguimento da própria narrativa, mas também nas personagens. Quatro acabou por me desiludir neste livro. Gostava dele por ser uma personagem forte, determinada e que, embora tivesse os seus próprios medos, fazia o seu melhor para que estes não lhe comandassem a vida. Mas, neste livro, ele deixa-se absorver por estes medos, tudo devido a uma grande revelação relativa à sua divergência. Uma revelação que o altera totalmente e o leva a tomar decisões de que acaba por se arrepender fortemente.

Tris não muda muito do livro anterior para este, mas, de alguma forma, acaba por me irritar fortemente em diversas partes deste livro, pois, embora seja verdade que ela tem razão no que diz, di-lo de uma forma que pode ser considerada convencida e, pelo menos a mim, isso acabou por me irritar um pouco. Mas os pequenos momentos de sinceridade da personagem acabam por recompensar de alguma forma esta irritação que fui desenvolvendo por ela ao longo da narrativa.

O final? Sinceramente não adorei, mas até gostei. Foi um final agridoce e foi preciso coragem da parte da autora para o escrever. Mas foi o melhor final possível que esta poderia ter dado à saga. O final mais realista e, talvez por isso, o que os fãs menos esperavam. Li imensas críticas a este livro antes de lhe pegar e há opiniões muitíssimo dispersas em relação ao final. Eu, pela minha parte, gostei e achei que foi a melhor forma de salvar "o mundo" e todos aqueles que nele habitavam, com o menos número possível de mortes. Não foi um final cor-de-rosa, longe disso, mas foi um final realista, embora os fãs tivessem a esperança de que não acontecesse.

O grande ponto fraco foi, sem dúvida, a transformação de uma distopia numa tentativa de ficção científica, onde existem erros demasiado flagrantes. Mas, se nos abstrairmos disso, foi um bom final, sem pontas soltas e com algumas das personagens que aprendemos a adorar ao longo da saga. Uma saga de que gostei imenso e que, embora ache este livro muito mais fraco que os dois primeiros, é uma saga que vale a pena adquirir e ler. E que cada um tire as suas próprias conclusões sobre este final controverso.
 

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"Era uma vez uma mulher cujo ofício era contar histórias. Andava por todo o lado oferecendo a sua mercadoria, relatos de aventuras, de suspense, de horror ou de luxúria, tudo a um preço justo. Num meio dia de agosto encontrava-se no centro de uma praça quando viu avançar na sua direção um homem (...) És tu a que conta histórias?, perguntou o estrangeiro. (...) Então vende-me um passado, porque o meu está cheio de sangue e de lamentos e não me serve para percorrer a vida."
Isabel Allende
in Eva Luna