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Mulherzinhas
Escrito por Sebastião Barata   
Domingo, 11 Dezembro 2011 23:23

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Autora: Louisa May Alcott
Edição: Nov/2011
Páginas: 392
ISBN: 9789895558216
Editora: Oficina do Livro

As irmãs Meg, Jo, Beth e Amy conhecem algumas dificuldades depois da partida do seu pai para a guerra e dos problemas económicos que a família enfrenta. Mas o espírito lutador e de união que reinam naquele lar ajudam-nas a seguir em frente.
Quer em casa quer nas relações com os amigos e vizinhos, elas conseguem surpreender e continuar e ser fiéis aos seus sonhos, vivendo cada dia com esperança e boa-disposição.
Uma história em que o amor e a coragem se revelam mais fortes do que todas as dificuldades que estas quatro raparigas, juntamente com a sua mãe, têm de enfrentar.

 

Autora:
Escritora ensaísta e romancista, autora best-seller de obras tão populares como “Mulherzinhas” e “Anos Felizes“, beneficiou de um estudo informal com amigos e familiares, entre eles, Henry David Thoreau, Ralph Waldo Emerson e Theodore Parker.
Desde 1851 que publicou, sob o pseudónimo de Flora Fairfield, poemas, contos e alguns textos infanto-juvenis. Para além deste pseudónimo, adoptou inúmeros outros. “Mulherzinhas” seria o seu grande sucesso editorial e a sua independência financeira e, a partir daqui, começou a ganhar o reconhecimento do público.
A sua obra, que se debruça sobre a condição feminina e sobre as possibilidades de uma vida sem casamento, foi influenciada pela sua necessidade de independência, contrária às tendências da época e, por isso, também nunca chegou a casar, tendo ainda militado em causas feministas, como a do sufrágio das mulheres.
Faleceu em 1888, apenas dois dias depois do seu pai falecer.

Actualizado em Quinta, 15 Dezembro 2011 10:50
 

Comentários  

 
0 #2 Joana Caires 29-02-2012 03:26
As Mulherzinhas é um clássico entre os clássicos. Tem inúmeras adaptações televisivas, teatrais e cinematográfica s que sempre despertaram a minha curiosidade, mas resolvi dar antes uma oportunidade ao livro. É uma leitura ternurenta e esperançosa, apesar de se passar durante a Guerra Civil Americana. As irmãs March: Meg, Jo, Beth e Amy são adoráveis, cada uma com personalidades e paixões distintas. Jo, com o seu amor pela escrita, pelos livros e o seu modo de maria-rapaz e Amy, pela transformação de menina mimada em mulher responsável e generosa, são as minhas favoritas. Theodore Lawrence, "Laurie", o rapaz solitário que um dia respira da bondade e da alegria da casa March, é uma personagem peculiar, porque o seu destino é incerto e quase certo. Laurie define-se por este trocadilho, pois, desde do princípio do livro, intuí que o seu futuro estaria sempre ligado às irmãs March. Porém, qual seria o papel? O de eterno consolador, melhor amigo ou marido? Quatro irmãs e um rapaz deslocado da sociedade da época são valiosos e preciosos modelos de resiliência, amizade duradoura e família. A emoção e a leitura deste clássico de Louisa May Alcott são, neste caso, indissociáveis. É impossível não sentir algo por estas personagens! Frequentemente moralizador, As Mulherzinhas é rico em valores há muito tempo obnubilados pelo tempo imperdoável e consumista. As March são confrontadas pela tentação do materialismo, contudo sempre voltam ao que é fundamental: ao amor, à união e aos sentimentos. O tom juvenil que a escritora imprime neste livro, é o seu único pecado. É muito atractivo e idílico para a fase da adolescência, todavia aborrecido para as faixas etárias mais velhas. Atinge aquela perfeição tão perfeita que chega a tocar a incredulidade. Lido na idade adequada, este livro é um tesouro! É afectuoso com quatro irmãs e heroínas da vida, lidando com a guerra, a infância e a adolescência. À medida que crescem, cada uma à sua maneira, o seu quotidiano e suas decisões tornam-se cada vez mais difíceis e complexas e, com eles, vem responsabilidad e e maturidade. O seu percurso é uma lição, já que, face à adversidade, elas resistem, apoiando-se naquilo que lhes é mais querido, a família. Um clássico ideal para ler na juventude, não obstante foi bastante enriquecedor e refrescante. Não há nada melhor que uma boa história despojada de artifícios e de superficialidad e, para captar a minha atenção!
 
 
0 #1 Carla Alexandra Silva 10-01-2012 11:13
Li este livro, pela primeira vez, com 13 anos e adorei, deixei–me completamente cativar por aquelas personagens. Como tudo parece melhor no nosso imaginário de meninas, decidi ler novamente, já em adulta e voltei a adorar!
Não tenho palavras para descrever o quão maravilhoso este livro é. Ao ler esta historia, é impossível, não amarmos esta família e não nos sentirmos ligados às suas lutas e sonhos, não torcermos pela Jo e vivermos a sua vida.
Sem dúvida que estas são das melhores personagens já criadas, são reais e identificamos-nos com elas e a história é linda.
Ler este livro é como voltar a casa, uma viagem doce e cheia de recordações. A leitura do Mulherzinhas devia ser obrigatória para todas as meninas, pequenas e grandes.
 

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