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| O Livro Negro das Cores |
| Escrito por Sebastião Barata | |||||||
| Domingo, 03 Janeiro 2010 15:24 | |||||||
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Banco del Libro O júri do prémio Bologna Ragazzi atribuiu unanimemente o prémio Novos Horizontes ao Livro Negro das Cores de Menena Cottin e Rosana Faría. As razões foram inúmeras e variadas. Em primeiro lugar, o livro é uma belíssima ferramenta de ensino de grande valor ético, um puro prazer para todos os leitores. As duas autoras conseguiram transformar a vibração da cor em límpidas sensações tácteis (...). Ao mesmo tempo, é um livro inteiramente conseguido e de um enorme valor estético para quem vê. A contida elegância da ilustração é o resultado de uma profunda pesquisa e um vasto conhecimento cultural. Com este prémio, o júri reconhece o poder deste livro em congregar a diversidade de leituras possíveis e assim derrubar velhas barreiras. Júri do prémio Bologna Ragazzi O texto sensorial e descritivo, acompanhado por braille e combinado com um design inovador, faz deste livro um perfeito ponto de partida para discussões sobre a diferença, perspectiva e o experienciar e descrever o mundo de forma diferente, tópicos relevantes para leitores de todas as idades. Kristen McKulski, Booklis ![]() Da Venezuela, chega-nos um livro graficamente sofisticado da autoria de Menena Cottin e Rosana Faría, com o curioso título: “O livro negro das cores”. Um livro assombroso na sua simplicidade, forte no seu impacto. Kristi Jemtegaard, Washington Post Book World Numa tentativa de passar a experiência da cegueira, este livro, da autoria de duas artistas venezuelanas, é uma experiência triunfante de leitura. Texto branco em páginas negras, encimado por braille; na página oposta, também negra, as imagens sugeridas pelo texto estão impressas em veniz espessurado, convidando o leitor a tocá-las. (Descodificar as imagens desta forma, propositadamente, é difícil) "O Tomás - começa o narrador - diz que o amarelo sabe a mostarda, mas é suave como as penas dos pintaínhos". Do lado oposto, delicadas penas flutuam pela página. Embora o conceito seja, por si só, cativante, as citações sobre cor revelam Tomás como um personagem de carácter forte. O vermelho "dói", o castanho "estala" e o verde "sabe a gelado de limão". São afirmações vindas de alguém que já meditou bastante sobre o assunto. No entanto, "...o preto é o rei das cores. É suave como a seda quando a mãe o abraça e o envolve com o seu cabelo." Seria um erro entender este livro como uma mensagem sobre a compensação dos outros sentidos na cegueira; essa interpretação não faz justiça a tudo aquilo que o Tomás nos oferece quando saboreia, sente, ouve e cheira as cores. Publishers Weekly
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