
Autor: valter hugo mãe
Ilustrações: Isabel Lhano
Edição: Set/2010
Páginas: 32
Editora: Alfaguara (uma chancela Objectiva)
Numa casa empoleirada no cimo de um monte careca, vive um menino que passa os dias a olhar os montes vizinhos, medindo ao longe os humores da paisagem. Quando chega a idade da escola, fechado numa pequena sala e perdido entre os lápis e os cadernos, o menino aborrece-se por tudo lhe parecer tão perto. Sente falta da distância que só se encontra nos montes. Não percebe quando a professora lhe explica que um rosto pode conter distâncias infinitas, tão imensas e belas como as da paisagem.
Até que repara numa menina que olha para o nada como se visse alguma coisa, e percebe que o rosto começa onde se vê e vai até onde já não há luz nem som. Um rosto, se prestarmos a devida atenção, pode ser tão grande quanto a alma.
Outro livro infantil deste autor no Segredo dos Livros:
As mais belas coisas do mundo
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Valter Hugo Mãe é um dos mais destacados autores portugueses da atualidade. A sua obra está traduzida em variadíssimas línguas, merecendo um prestigiado acolhimento em países como o Brasil, a Alemanha, a Espanha, a França ou a Croácia. Publicou seis romances: A desumanização; O filho de mil homens; a máquina de fazer espanhóis (Grande Prémio Portugal Telecom Melhor Livro do Ano e Prémio Portugal Telecom Melhor Romance do Ano); o apocalipse dos trabalhadores; o remorso de baltazar serapião (Prémio Literário José Saramago) e o nosso reino. Escreveu alguns livros para todas as idades, entre os quais: Contos de cães e maus lobos, O paraíso são os outros; As mais belas coisas do mundo e O rosto. A sua poesia foi reunida no volume contabilidade, entretanto esgotado. Publica as crónicas Autobiografia Imaginária no Jornal de Letras. Outras informações sobre o autor podem ser encontradas no Facebook (Valter Hugo Mãe – Pag. Oficial). |









Comentários
Começo por referir as ilustrações: são rostos de pessoas adultas, onde o olhar tem lugar de destaque e que exprimem sentimentos. Há rostos tristes, alegres, apreensivos, nervosos, sonhadores...
A história tem que ver com esses rostos: o menino, habituado aos espaços abertos do monte onde vive, tem dificuldade em adaptar-se ao espaço fechado de uma sala de aula, até que observa o olhar distante de uma menina que parece estar muito longe dali... Então percebe que o rosto é um espelho que reflecte o que nos vai na alma, que pode ser maior que o próprio mundo.
Muito interessante!