Banco Bom, Banco Mau

 

 

Autora: Rute Sousa Vasco
Edição: Set/2014
Páginas: 240
ISBN: 9789898461940
Editora: Matéria Prima

 

 

 

Um livro fundamental para perceber os grandes escândalos da banca.
Porque devemos deixar falir alguns bancos, salvar outros e como evitar que percam o nosso dinheiro.
Que razões existem para manter a espiral o banco ganha, o contribuinte perde, vezes sem conta?
Sabendo que serão salvos pelos governos, que incentivo têm os bancos para ser um bom banco?
Como chegou a banca portuguesa a este estado? O que distingue os casos BES, BPN e BPP?
O que pode explicar que grandes banqueiros, como Ricardo Salgado, tenham deitado tudo a perder?

Uma história de ganância e de excessos, em que bancos e banqueiros são protagonistas, lado a lado com políticos, empresas tecnológicas e entidades cujo rosto desconhecemos.
Conheça as alternativas, o que distingue os bancos e os banqueiros e quais são os bancos do futuro.

Autora:

Rute Sousa Vasco é jornalista, diretora de conteúdos do Portal SAPO, e coautora do programa de televisão "The Next Big Idea", exibido na SIC Notícias. Iniciou a sua atividade profissional no jornal Público e foi editora na revista Exame, no jornal Euronotícias e na revista Ganhar do Jornal de Negócios. Frequentou o curso de Relações Internacionais no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e tem uma Pós-graduação em Marketing pela Universidade Católica Portuguesa e uma Pós-graduação em Televisão e Cinema pela mesma universidade.

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2014-11-03 10:46
Este livro vale sobretudo pelo alerta que lança para os perigos que podem resultar para a economia, do descrédito que os recentes escândalos na banca portuguesa provocam nos cidadãos. Os bancos têm um papel importante como intermediários entre quem tem disponibilidade s monetárias e quem tem necessidades de capital para realizar os seus projetos. O papel nuclear dos bancos é recolher depósitos e injetar esses fundos na economia, através de empréstimos. Cada vez mais se descobre que, apesar da forte ação supervisora das autoridades, os bancos têm estado a ser usados para outros fins, visando a maximização do lucro dos seus proprietários e amigos. Com frequência, o sistema bancário é utilizado para lavagem de dinheiro sujo, para manobrar as Bolsas de Valores e desviar fundos para paraísos fiscais, com vista à fuga ao fisco. Para estes e outros perigos nos avisa a autora.

Na minha opinião, este livro divide-se em três partes. Na primeira, a autora faz uma breve história do aparecimento do dinheiro e do seu papel ao longo dos tempos; fala das suas vantagens e inconvenientes. Entre estes, o perigo da ganância que pode provocar nas pessoas, levando-as a querer acumular dinheiro a qualquer preço, mercê do poder que a sua posse confere.
Na segunda parte, a autora fala-nos do caso português. Começa por fazer uma breve história da banca portuguesa nas últimas décadas, com a onda de fusões e aquisições que culminaram na constituição dos três grandes grupos privados: Millennium BCP, BPI e BES. Fala dos muitos casos que têm surgido em Portugal, frutos da já apontada ganância: a fracassada OPA do BCP ao BPI; o caso BPN; o caso BPP e agora o colapso do grupo BES. Como se chegou a esta situação? Quem é culpado? Será que já atingimos o ground zero da banca portuguesa? Que consequências todos estes escândalos tiveram na opinião pública? Os cidadãos ainda têm confiança no seu Banco para lhe confiarem as suas poupanças? Quem os defende se o Banco colapsar? É para estas e outras dúvidas que a autora procura respostas que possam esclarecer o cidadão comum que anda apreensivo.
Numa terceira parte, a autora faz uma antevisão do que poderá ser a banca no futuro; das ameaças que pairam sobre a banca tradicional; das imensas possibilidades e alternativas que a Internet põe ao serviço dos cidadãos para gerir o seu dinheiro.

Um livro interessante que ajuda quem não percebe de banca a compreender muitas coisas que têm corrido menos bem, as suas causas e como podem ser evitadas no futuro. Só lhe aponto um pequeno defeito: para explicar o conceito do que é um banco bom e um banco mau e de como um banco pode ser hoje bom (mesmo muito bom) e amanhã ser mau (mesmo péssimo), expraia-se por exemplos da banca internacional, parecendo-me que seria mais interessante que se cingisse mais ao caso português. Mas não é este pormenor que lhe tira o valor.
"Banco Bom, Banco Mau" merece ser lido para compreendermos melhor o papel e as dificuldades do governo e das autoridades de supervisão da banca (BP e CNVM), em vez de criticarmos tudo e todos. Cidadão mais informado é cidadão mais empenhado no bem comum e um melhor travão à ganância dos homens do dinheiro.
 

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"Acredito que, assim como na nossa vida se vão sucedendo acontecimentos de todo o tipo, também na literatura se sucedem esses acontecimentos, que são expressão do que sentimos e pensamos: a criação é a forma que temos de colocar cá fora as nossas esperanças, as nossas certezas, dúvidas, as nossas ideias."
José Saramago in A Estátua e a Pedra