Estado Islâmico: Estado de Terror

 

 

Autores: Jessica Stern, J. M. Berger
Edição: Abr/2015
Páginas: 416
ISBN: 9789898491688
Editora: Vogais

 

 

 

Num momento em que o terrorismo se assume como o principal objeto de maquinação da política internacional contemporânea e dos assuntos de guerra, o desprezo absoluto pela vida humana e a crua brutalidade do grupo conhecido como Estado Islâmico chocou até mesmo os especialistas no tema.
A utilização sofisticada e propagandística das redes sociais, a conquista de território e a mobilização de jovens combatentes no Ocidente — incluindo Portugal — revelam uma preponderância crescente, e sem precedentes, desta organização terrorista.

Neste livro — com base em fontes de informação privilegiadas — Jessica Stern e J. M. Berger apresentam, em detalhe, a génese, a evolução e as implicações da influência do Estado Islâmico, analisando o novo modelo de terrorismo que este grupo expandiu, desde o Iraque e a Síria, a uma rede internacional que abrange o Médio Oriente, o Norte de África e outros pontos no mundo. Especialistas em terrorismo e extremismo violento, os autores descrevem os métodos usados para aterrorizar cidadãos inocentes e atrair novos soldados, como a propaganda macabra dos seus vídeos, o apelo sedutor do «jihad chique» e a assustadora eficácia nos media.
Este livro revela também possíveis formas de resposta à ação do Estado Islâmico, enfatizando que é necessário alterar a conceção atual sobre terrorismo e responder à ameaça jihadista de forma tão rápida quanto a expansão dos grupos terroristas.
Estado Islâmico: Estado de Terror é não só a história da evolução de uma das mais importantes organizações terroristas como também um livro fundamental sobre qual deverá ser o futuro do contraterrorismo e da luta contra o extremismo islâmico.

Leia as primeiras páginas aqui.

Autora:

Jessica Stern é docente na Universidade de Harvard e especialista em terrorismo e armas de destruição maciça. É investigadora convidada no FXB Center for Health and Human Rights, da School of Public Health Universidade de Harvard. É membro da Task Force on National Security and Law, da Hoover Institution/Universidade de Stanford, e pertenceu ao Conselho Nacional de Segurança do presidente Bill Clinton. É autora de Denial: A Memoir of Terror, de Terror in the Name of God: Why Religious Militants Kill e de The Ultimate Terrorists.

Autor:

J. M. Berger é investigador na Brookings Institution e autor do aclamado Jihad Joe: Americans Who Go to War in the Name of Islam, sobre o movimento jihadista americano. Colabora regularmente com a revista Foreign Policy. Publicou milhares de documentos desclassificados no seu site Intelwire.com sobre o 11 de Setembro e o atentado de Oklahoma City.

Veja aqui o booktrailer:

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2015-05-11 16:04
Quis o destino que, em poucos dias, me fossem colocados nas mãos dois livros sobre este tema. Foi bom que tal tivesse acontecido, porque este complementa o que li anteriormente e cujo comentário podem consultar em http://www.segredodoslivros.com/sugestoes-de-leitura/o-novo-estado-islamico.html.

Conjugando a sinopse deste livro com o que afirmei a propósito do outro, ficam os leitores com uma radiografia muito clara sobre o tema. No entanto, devo acrescentar mais alguns pormenores, especialmente para mostrar em que os livros são diferentes e como é importante ler os dois:
"O Novo Estado Islâmico" (editora SELF) limita-se a escalpelizar os acontecimentos ocorridos ao longo do ano de 2014 no território que constitui o autoproclamado califado do EI (Estado Islâmico); "Estado Islâmico: Estado do Terror" é mais profundo e abrangente. Explica como nasceu e se desenvolveu a ideologia dos dirigentes do EI; como se chegou a um conceito de Jihad tão extremista, sanguinária e abrangente como a que é praticada pelo EI.
Podemos dizer que o primeiro é o livro do jornalista, do repórter que conhece bem o terreno e que lança o seu grito de alerta para acordar o Ocidente para os novos perigos que vêm do Oriente; o segundo é o livro dos especialistas académicos em Islamismo que escalpeliza a História e mostra os percursos que levaram à presente situação, como forma de documentar os governos do Ocidente com as ferramentas que lhe vão permitir um contra-ataque mais dirigido e eficaz contra o Estado Islâmico.
Este livro mostra também como o Ocidente tem lidado mal com o problema da Jihad e do terrorismo, de uma forma geral. Mostra como este tipo de terrorismo é diferente de outros. Na verdade, não se baseia tão só numa reivindicação de território e de autonomia política, mas sim numa religião interpretada de uma forma fundamentalista e radical. Contra a opinião de muitos Islamitas moderados, incluindo os sunitas de que este movimento emerge, o EI rejeita as interpretações do Corão por clérigos e outros especialistas produzidas ao longo de séculos e pretende impor teorias originais desenvolvidas no tempo de Maomé e seus primeiros sucessores, nomeadamente a de que o mundo pertence a Alá, é dever de todos os crentes lutar pela expansão da fé a todos os povos da Terra, é legítima a conversão forçada e o assassínio dos infiéis e o seu líder Abu Bakr al-Baghdadi é o legítimo sucessor de Maomé, de quem se diz descendente pela linha reivindicada pelo ramo sunita do Islamismo.

Este livro mostra também de uma forma clara como o Ocidente, especialmente os Estados Unidos, têm feito um péssimo trabalho na luta contra o terrorismo islâmico, esquecendo-se que este radica numa crença religiosa que considera os seus mortos como mártires, que não é possível impor a democracia em territórios espartilhados por grupos com crenças muito diversas e aguerridas entre si e que a queda dos regimes ditatoriais que tiveram a força de impor algum respeito nesta população manobrada por clérigos de fações religiosas rivais só favoreceu a ascenção de grupos extremistas ainda mais violentos. O apoio à chamada "Primavera Árabe" foi um erro ainda maior do que as querras do Iraque e do Afeganistão.
O livro mostra ainda de uma forma esclarecedora como os ideólogos do EI têm sabido aproveitar as fragilidades do sistema democrático ocidental, nomeadamente as leis que defendem os direitos do homem, a liberdade de expressão através das redes sociais e a ânsia de notícias sensacionalista s que domina os jornais e as estações de TV. Diz-se e muito bem que metade ou mais do esforço da guerra é feito nas redes sociais e nos media.

Enfim, um livro muito importante pela informação que presta acerca deste problema que aflige o mundo inteiro, incluindo a maioria dos Islamitas. Por vezes, a leitura torna-se um pouco fastidiosa, pelo excesso de informação e muitos nomes de pessoas, grupos e preceitos do Alcorão que podem baralhar o leitor. Mas vale a pena o esforço.
 

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