Pensar como Stephen Hawking

 

 

Autor: Daniel Smith
Género: Desenvolvimento pessoal / Biografia
Edição: Jan/2017
Páginas: 224
ISBN: 9789898855114
Editora: Vogais

 

 


Como poderá você inspirar-se no cientista mais célebre da atualidade?

Stephen Hawking é um dos mais consagrados cientistas de sempre. O trabalho notável que tem desenvolvido ao longo dos anos na área da cosmologia contribuiu para uma melhor compreensão sobre o funcionamento dos buracos negros, tendo as suas teorias mudado a forma como vemos o Universo. Muitas das suas teses têm desafiado o mundo científico e, sobretudo, posto em causa a própria noção do tempo e a existência de um deus.

Hawking tornou-se famoso pelo seu trabalho, mas a sua celebridade deve-se também à batalha que tem travado contra a esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa e incurável que o confinou a uma cadeira de rodas a maior parte da sua vida.
Descubra como uma mente extraordinária encarcerada num corpo frágil enfrentou todas as adversidades, mostrando-nos como tudo é realmente possível.

Índice e primeiras páginas disponíveis aqui.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Pensar como Steve Jobs
Pensar como Einstein

Autor:

Daniel Smith é autor, editor e investigador de livros de não-ficção. Entre outros e variados temas, é autor da série How to Think Like, com obras sobre Sherlock, Steve Jobs, Mandela e Einstein. É também um colaborador de longa data no The Statesman Yearbook, o guia geo-político para o mundo, que celebrou o seu 150º aniversário em 2013. Reside no leste de Londres com a sua esposa, Rosie, e uma variedade de peixes.

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2017-03-27 21:45
A primeira pergunta que se pode pôr quando se fala de Stephen Hawking é: - se não fosse a pessoa altamente deficiente que é, continuaria a ser "o cientista mais famoso do mundo"? Por outras palavras: - o que atrai multidões para o ver são as teorias astrofísicas revolucionárias que defende, ou verem o homem cuja esclerose lateral amiotrófica (ELA) lhe impede qualquer movimento, mas conseguiu chegar à velhice (tem 75 anos), quando os médicos prognosticavam que não passaria dos 25?

Uma coisa é certa: Hawking é um cérebro brilhante, só comparável a Einstein na área da Física, e seria uma pena ter morrido novo. No entanto, as teorias que defende estão longe de ser comprovadas e, como se diz no livro, poderão nunca vir a ser. O seu trabalho sobre os buracos negros põe em causa a maneira como vemos o universo e tem implicações profundas nas nossas convicções, tanto em matéria científica, como religiosa. A comprovarem-se as suas teorias, a própria noção de tempo muda radicalmente. Tudo fica em aberto, desde a origem e evolução do universo, às viagens intergaláticas. Hawking não afirma nem nega a existência de Deus, mas as suas teorias tornam-no dispensável, pela simples razão de que não seria necessário ter havido um Criador.

Mas o livro não pretende ser uma biografia de Stephen Hawking, muito menos uma obra de caráter científico. A ter que lhe atribuir uma classificação, seria um livro de desenvolvimento pessoal. Ao apresentar a sua vida e obra, o autor pretende mostrar o homem que está por trás do cientista e do deficiente. O grande objetivo é mostrar como, apesar de todas as contrariedades que possam sobrevir, a vida de cada um de nós pode ser brilhante e conseguirmos deixar um rasto da nossa passagem por este mundo.
Mostra também que não devemos ver nos deficientes uns "coitadinhos". A deficiência, por mais grave ou severa que ela seja, não impede uma vida plena. No caso de Hawking, não o impediu de casar e se divorciar duas vezes, ter três filhos e desenvolver uma carreira profissional intensa. Nem o impediu de viajar, de dar conferências, publicar livros e artigos científicos ou ter uma intervenção social. Tem sido um lutador contra as armas nucleares, o avanço incontrolado da inteligência artificial e a poluição. Recentemente, ficámos a saber que se prepara para uma viagem ao espaço, para sentir a imponderabilida de, entre outras sensações que todos gostaríamos de ter.

Pelo que fica dito, pode concluir-se que não é um livro maçudo, cheio de teorias incompreensívei s para o comum dos mortais. Tal como outros livros do autor já editados no nosso país, pretende mostrar-nos uma personalidade marcante do nosso tempo, cuja vida pode ser inspiradora para cada um de nós.
 

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