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| Lançamento do livro “Cinco de Outubro” |
| Quinta, 04 Março 2010 22:48 |
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Usou da palavra João Rodrigues, em nome da Sextante Editora, que começou por realçar a novidade que é agora fazer parte do importante grupo editorial Porto Editora. Salientou que este é o quarto livro de Lourenço Pereira Coutinho, mas que é, de algum modo, uma inovação na sua escrita. Terminou lendo um poema de Joseph Brodsky, poeta russo agraciado com o Prémio Nobel de Literatura em 1987, no qual se refere ao México, mas podia perfeitamente estar a falar de Portugal e vinha a propósito deste acontecimento. Fez a apresentação do livro o Prof. Rui Ramos, que começou por salientar que este livro, mais do que um romance histórico, é uma história romanceada e esforçou-se por explicar a diferença. Enquanto o romance histórico é uma história essencialmente ficcionada, situada num tempo e lugar determinados, uma história romanceada conta factos históricos, enquadrados por algumas personagens ficcionadas. Este género literário não é novo e tem sido praticado por grandes figuras europeias, como, por exemplo, Alexandre Herculano e é uma forma de atingir grandes públicos, que os livros de história pura não cativam. Citou o caso recente do livro As Benevolentes, de Jonathan Littell que, sendo também uma história romanceada, desencadeou reacções nos mais variados quadrantes e lançou pistas sobre o nazismo, que não tinham despertado o interesse dos historiadores. Sobre o livro propriamente dito, disse que é um romance que se lê bem “sem sacrifícios”. Como historiador, entende que a sua leitura é uma “boa entrada” para quem quer compreender a República e tem dificuldade em ler os livros académicos, naturalmente mais difíceis. É uma leitura agradável e útil nesta altura em que comemoramos o centenário da implantação da República e da tomada do poder, após a revolução, pela facção de Afonso Costa. Terminou aformando que, por este motivo, não sabe muito bem o que os nossos políticos pretendem comemorar. No final, falou o autor. Referiu que o livro é fruto da simbiose da investigação com a criação e está dividido em duas partes. Na primeira, é feito o enquadramento e são descritos os ambientes que levaram à queda da monarquia; na segunda, são contados os três dias da revolução. Lourenço Pereira Coutinho afirmou que, entre as suas referências, estão Eça de Queirós e Ferreira de Castro, sem esquecer, entre os mais recentes, Vasco Pulido Valente e Rui Ramos, a quem agradeceu ter-se prontificado para fazer a apresentação deste livro. A inspiração para escrever esta obra foi colhê-la essencialmente em dois livros: “Um Dia de Cólera” de Arturo-Pérez Reverte e “A Batalha” de Patrick Rambaud. |
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"Aquele rosto, a existir imóvel em todo o meu corpo, aquele rosto tão bonito, na escada de pedra, foi o meu primeiro amor. O maior, o genuíno, o amor exacto. O amor pelo qual eu viria a medir as outras paixões (...) "marés de Inverno" de Luis Miguel Raposo |