1000 Frases de Camilo Castelo Branco

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Autor: Camilo Castelo Branco
Seleção: Luís Naves
Género: Antologia
Edição: Abr/2019
Páginas: 264
ISBN: 9789897225772
Editora: Quetzal

 

 


Camilo (1825-1890) é o nosso mais genial e inventivo romancista. Não há romance, novela ou ensaio da sua autoria que não contenha frases memoráveis, personagens trágicas ou cómicas que se exprimem de forma singular, pensamentos ousados, reflexões que apetece repetir. O seu léxico é poderoso e maleável; a sua veia, cómica (tão próxima do cinismo como da melancolia); as suas ideias, controversas.

Dessa obra multifacetada e brilhante, Luís Naves recolheu exatamente 1000 frases, que traduzem o temperamento e o génio de Camilo Castelo Branco, organizadas de A a Z, passando por temas como o amor, a literatura, a política, entre outros.

Autor:

Camilo Castelo Branco nasceu em Lisboa a 16 de Março de 1825. Foi registado como filho de mãe incógnita, porque o seu pai e a sua avó não queriam que o nome Castelo Branco estivesse envolvido com alguém de tão humilde condição. Ficou órfão de mãe aos dois anos e de pai aos nove. A morte do pai obrigou-o a ir viver em Vila Real de Trás-os-Montes com uma tia paterna. Como era uma criança sensível e muito inteligente, sofreu grandes perturbações com todos os acontecimentos da sua infância. Ao longo da sua existência revelou-se um falhado nos estudos e nos amores. Casou aos 16 anos, mas enviuvou aos 22. Em 1856, iniciou o relacionamento amoroso com Ana Plácido, uma mulher casada, situação pela qual chegou a estar preso. Em 1864, a sua produção literária já era enorme e decidiu fixar-se na quinta de S. Miguel de Ceide, que Ana Plácido herdou do seu marido, entretanto falecido. A partir de 1881, começou a ficar cada vez mais doente, acabando por cegar. Impossibilitado de escrever (a escrita foi, no fim de contas, a sua grande paixão), suicidou-se com um tiro de revólver a 1 de Junho de 1890, na sua casa de Ceide, Vila Nova de Famalicão.
Camilo foi um escritor muito prolífico, escrevendo muitas vezes por necessidades económicas, sendo considerado o primeiro escritor profissional português. As suas obras principais são: "A Filha do Arcediago" (1855); "Onde está a Felicidade?" (1856); "Vingança" (1858); "O Romance dum Homem Rico" (1861); "Amor de Perdição" (1862); "Memórias do Cárcere" (1862); "O Bem e o Mal" (1863); "Vinte Horas de Liteira" (1864); "A Queda dum Anjo" (1865); "O Retrato de Ricardina" (1868); "A Mulher Fatal" (1870); "O Regicida" (1874); "Novelas do Minho" (1875-1877); "Eusébio Macário" (1879); "A Brasileira de Prazins" (1882). Além das obras em prosa narrativa, Camilo escreveu poesia, teatro, de que se deve destacar "O Morgado de Fafe em Lisboa" (1861) e "O Morgado de Fafe Amoroso" (1865), dezenas de traduções (do francês e do inglês), polémica, prefácios, biografia, história, crítica literária, jornalismo e epistolografia (compreendendo mais de duas mil cartas).

Autor:

Luís Naves nasceu em Lisboa, em 1961. Foi jornalista no Diário de Notícias, nas áreas de economia e de internacional, tendo assinado reportagens em zonas de conflito, nomeadamente aquando dos distúrbios na Guiné-Bissau, em 1998, ou no Paquistão, após os atentados de 11 de Setembro de 2001. Durante vários anos, escreveu no DN sobre assuntos europeus. Além de blogger e cronista, é autor de cinco livros de ficção, três dos quais foram publicados pela desaparecida Campo das Letras: O Silêncio do Vento (1999), Os Reis da Peluda (2002) e Homens no Fio (2006). Os seus dois romances mais recentes foram publicados pela Quetzal: Territórios de Caça (2009) e Jardim Botânico (2011).

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