1001 Coisas que Nunca te Disse

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Autora: Catarina Rodrigues
Género: Romance
Edição: Jun/2018
Páginas: 280
ISBN: 9789897419188
Editora: Oficina do Livro

 

 


Quando a vida que tens como garantida se desfaz, questionas tudo. Quando alguém te deixa, parte de ti fica perdida. Após um relacionamento falhado, uma jovem mulher decide reescrever a sua história e embarca numa longa jornada.
Durante cerca de três anos, viaja por diferentes lugares do Mundo e dentro dela.
Entre o passado e o presente, descobre o valor da dor, da perda, da identidade, da felicidade e traça o caminho do perdão. Porque um grande amor muda a tua vida para sempre.

Extrato disponível aqui.

Autora:

Catarina Rodrigues nasceu em 1989. É Mestre em Engenharia Química e Bioquímica pela Universidade Nova de Lisboa, trabalha como consultora de IT e é formadora de soft-skills. É apaixonada por viagens, culturas e histórias da gente. Viciada em arte, dança e literatura. 1001 coisas que nunca te disse é o seu primeiro livro.

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Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2018-07-12 22:54
Confesso que nunca li qualquer livro de Pedro Chagas Freitas. Mas tenho lido muito sobre os seus livros e sei um pouco da sua visão sobre a vida e o amor, assim como sobre a forma como são tratados nos seus livros. E não é que, quando comecei a ler este livro, tive a perfeita sensação de que estava a ler um livro de Pedro Chagas Freitas? Alegrem-se aqueles e aquelas que amam os seus livros, mas desenganem-se os e as que os odeiam, porque algumas dezenas de páginas depois, a minha opinião começou a mudar. Há uma forte influência daquele escritor (a própria autora o reconhece), mas, na minha opinião (de quem nunca leu nenhum dos seus livros), encontro um cunho pessoal da autora que marca a diferença.

Antes de mais, quero informar que achei muito interessante a forma que Catarina Rodrigues escolheu para nos contar esta história. Podia ter escrito um monólogo chato ou uma narrativa, mas optou por dar ao livro uma forma epistolar. Na verdade, é uma série de cartas escritas pela protagonista Sara ao ex-namorado David durante cerca de três anos após romperem a relação. Começa por expressar toda a sua raiva pelo que aconteceu, por vezes de forma muito violenta e até ofensiva, assacando-lhe todas as culpas do fracasso. No entanto, progressivament e, e à medida que o tempo vai passando, vai descendo à terra e começa a reconhecer a sua quota-parte. É bem verdade que "o tempo é que cura os marmelos", como diz o ditado popular, e é também verdade que o fracasso de um casamento nunca é só culpa de uma das partes. O problema é que, em regra, todos termos muita dificuldade em aceitar a nossa parte da culpa e há quem nunca chegue ao ponto a que esta protagonista chegou. Nem todos são capazes de contrariar o seu ego e pensar racionalmente, resultando daí situações melindrosas que acabam sempre por fazer os inocentes pagar as culpas que não têm; por exemplo, os filhos (quando os há).

Embora começasse por achar as cartas iniciais uma lamechisse e um monte de parvoíces de uma mulher frustrada e acriançada, com o andamento da leitura comecei a compreender que um rompimento segue naturalmente aqueles caminhos. A raiva e a frustração iniciais vão dando progressivament e lugar a uma aceitação e a uma vontade de consolidar (não confundir com esquecer) esse passado que nos marcou e vai servir para darmos a volta por cima e reconstruirmos a nossa vida sobre esse passado. A autora fez esta transição muito bem e considero que este livro pode ajudar muitos casais em dificuldades, assim como os recém-separados a aceitarem a sua situação e tirarem o que de bom daí resultou. Porque não há nada na vida que seja só mau, nem nada que seja 100% bom. A vida é feita de dificuldades e da sua superação - positiva ou negativa - vai resultar o nosso crescimento como pessoas, como amantes, como membros da sociedade.

Finalmente, quero frisar que este livro se pode transformar num manual de autoajuda e de auxiliar para reflexão individual ou em casal. Depois da sua leitura, seria bom mantê-lo como "livro de cabeceira". Na verdade, cada uma das cartas pode ser relida sem qualquer preocupação de sequência e meditada ou dialogada em casal. Embora os "conselhos" sejam endereçados pela protagonista ao seu ex, podemos lê-los como pontos de reflexão propostos pela autora a cada um dos seus leitores, sobre o amor, sobre a vida em casal, sobre a forma de pensar feminina e a forma de pensar masculina que, por vezes, não temos em conta, sobre a influência dos familiares, dos amigos, dos colegas de trabalho e de outras pessoas que vivem no nosso círculo, sobre o peso que os problemas laborais podem exercer sobre o nosso relacionamento, sobre a influência que a forma como foi a nossa infância tem sobre nós, etc.
 

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