2666

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Autor: Roberto Bolaño
Edição: 2009
Páginas: 1008
ISBN: 9789725648162
Editora: Livros Quetzal

 


O que liga quatro germanistas europeus (unidos pela paixão física e pela paixão intelectual pela obra de Benno von Archimboldi) ao repórter afro-americano Oscar Fate, que viaja até ao México para fazer a cobertura de um combate de boxe?

O que liga este último a Amalfitano, um professor de filosofia, melancólico e meio louco, que se instala com a filha, Rosa, na cidade fronteiriça de Santa Teresa? O que liga o forasteiro chileno à série de homicídios de contornos macabros que vitimam centenas de mulheres no deserto de Sonora? E o que liga Benno von Archimboldi, o secreto e misterio-so escritor alemão do pós-guerra, a essas mulheres barbaramente violadas e assassinadas? 2666.
Para se ler sem rede, como num sonho em que percorremos um caminho que nos poderá levar a todos os lugares possíveis.

Leia aqui um excerto do livro

Autor:

Roberto Bolaño nasceu em 1953, em Santiago do Chile, filho de pai camionista e de mãe professora. A sua infância e juventude foram passadas entre o Chile e o México. Nos anos setenta, Bolaño vagabundeou pela Europa - lavou pratos em restaurantes, trabalhou nas vindimas ou como guarda-nocturno de parques de campismo -, após o que se instalou em Espanha, na Costa Brava, com a mulher e os dois filhos. Aí, dedicou os últimos dez anos da sua vida à escrita. Fê-lo febrilmente, com urgência, até à morte (em Barcelona, em Julho de 2003), aos cinquenta anos.
A sua herança literária é de uma grandeza ímpar, sendo considerado o mais importante escritor latino-americano da sua geração - e da actualidade. Entre outros prémios, como o Rómulo Gallegos ou o Herralde, Roberto Bolaño já não pôde receber o prestigiado National Book Critics Circle Award, o da Fundación Lara, o Salambó, o Ciudad de Barcelona, o Santiago de Chile ou o Altazor, atribuídos a 2666, unanimemente considerado o maior fenómeno literário da última década.

Comentários  

 
#3 Alda Delicado 2010-08-02 10:44
Achei que não era realmente um livro fácil, e a parte sobre o assassinato das mulheres foi penosa de ler. Tantas descrições detalhadas de assassinatos começam a pesar, mas penso que realmente era esse o objectivo do autor, demonstrar como a vida feminina é tão pouco respeitada. Mas gostei bastante da última parte, era a mais interessante e que acabava por atar todas as pontas soltas. Certamente que é um livro difícil, mas com algum esforço é possível chegar ao fim, e dá realmente muito em que pensar.
 
 
#2 sonia areia 2010-01-08 23:54
Finalmente, li o livro que causou grande sensação no mundo literário, não tendo Portugal fugido à regra.

2666 chegou a ser comparado a uma grande referência – Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez.

É um livro marcante, ao qual não se fica indiferente, mas de difícil leitura, devido especialmente ao número de páginas, que torna a história extensa e em algumas partes repetitiva.

Esperava mais, de certeza, devido às grandes expectativas criadas à sua volta. Mas gostei e sem dúvida que aconselho este ''grande’’ livro.
 
 
+1 #1 Maria João 2009-11-29 20:23
Apesar de iniciar este livro bastante entusiasmada, pois parecia-me ser muito bom, a verdade é que não gostei. Lamento imenso, mas não consegui passar do primeiro capítulo. Tentei lê-lo por várias vezes, mas como não consegui realmente gostar, decidi passá-lo à próxima pessoa.
 

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"Algumas obras morrem porque nada valem; estas, por morrerem logo, são natimortas. Outras têm o dia breve que lhes confere a sua expressão de um estado de espírito passageiro ou de uma moda da sociedade; morrem na infância. Outras, de maior escopo, coexistem com uma época inteira do país, em cuja língua foram escritas, e, passada essa época, elas também passam; morrem na puberdade da fama e não alcançam mais do que a adolescência na vida perene da glória. Outras ainda, como exprimem coisas fundamentais da mentalidade do seu país, ou da civilização, a que ele pertence, duram tanto quanto dura aquela civilização; essas alcançam a idade adulta da glória universal. Mas outras duram além da civilização, cujos sentimentos expressam. Essas atingem aquela maturidade de vida que é tão mortal como os Deuses, que começam mas não acabam, como acontece com o Tempo."
Fernando Pessoa, in Heróstrato