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Autor: Aguinaldo Silva
Páginas: 333
Editora: Contraponto

 

 


Um romance surpreendente do criador de personagens como Tieta do Agreste, Roque Santeiro, Senhozinho Malta e Viúva Porcina
Quem matou a estrela da novela das oito, a amada e odiada Aurora Constanti?
“Aurora Constanti era o meu nome. A italianona como meus antigos colegas de escola me chamavam, na verdade apenas filha de oriundi, nascida num rincão distante, um cu-de-judas qualquer do Rio Grande do Sul. Ex meia dúzia de coisas antes de descobrir minha única e verdadeira vocação: (a de destruidora de lares, diziam outras mulheres cujos maridos, até mesmo sem querer, eu desvirtuara) modelo, manequim, jornalista ainda que semi-analfabeta (mas aprendi a ler e reflectir com o tempo), quase candidata a vereadora, destaque de escola de samba e finalmente actriz.”

Dominado por um ritmo que faz lembrar as populares telenovelas brasileiras, o romance de Aguinaldo Silva envolve-nos no ambiente (ir)real dos bastidores da televisão e, com a sua narrativa dominada pelo suspense e ironia, agarra-nos até ao último “tiro”.

Autor:

Escritor e jornalista pernambucano (7/6/1944), com mais de 20 livros publicados, é roteirista de telenovelas e de minisséries da TV Globo. De família pobre, Aguinaldo Silva nasce em Carpina, onde mora até os 7 anos, quando se muda para o Recife.
Estuda em óptimos colégios, graças ao esforço dos pais. Aos 14 anos começa a trabalhar num cartório e com 16 publica o primeiro livro, "A Redenção de Job". Torna-se em seguida repórter do recém-lançado jornal Última Hora, do Nordeste, a convite do jornalista Samuel Wainer. Dois anos mais tarde muda-se para o Rio de Janeiro, onde trabalha no Última Hora carioca e no Jornal do Brasil. Em 1974 passa a ser sub-editor de assuntos policiais do jornal O Globo.
Devido a essa experiência, chega à TV Globo em 1978.. Em seguida escreve a primeira minissérie da TV, Lampião e Maria Bonita. Em 1983 assina com Doc Comparato a minissérie Bandidos da Falange.
No ano seguinte estreia como novelista, com Partido Alto. Alcança projeção nacional ao escrever com Dias Gomes a novela Roque Santeiro, em 1985. É responsável também por sucessos como O Outro (1987), Tieta (1989), Pedra sobre Pedra (1992), Fera Ferida (1993), A Indomada (1997) e Suave Veneno (1999). Entre seus livros publicados, destacam-se O Crime Antes da Festa e Sábado Maldito.

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Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?"
Fernando Pessoa