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A Aia da Rainha
Quarta, 03 Fevereiro 2010 16:31

Autora: Barbara Kyle
Edição: Fev/2010
Páginas: 560
Editor: Editora Planeta

Na melhor tradição de Philippa Gregory, chega-nos agora um apaixonante romance histórico situado no tempo de Henrique VIII. Londres, 1527. Casar ou servir? Para Honor Larke, a escolha é clara: Pouco disposta a morrer de tédio como esposa obediente, ela deixa a casa do seu tutor, o brilhante sir Thomas More, e torna-se aia da rainha Catarina de Aragão. Um cargo onde aprenderá muita coisa, dado que terá de conviver com o orgulho, a paixão, a ganância, e ainda a consciência de um rei, que anseia desesperadamente pelo divórcio, a fim de poder casar-se com a ousada Ana Bolena. Honor, aia e fiel amiga de Catarina de Aragão, não pode compactuar com o ultraje que é feito à rainha e voluntaria-se para ser portadora de cartas desta para os seus aliados. No meio desta intriga palaciana, Honor fica subitamente na posse de um segredo que pode destruir um reino e a sua futura rainha…

Autora:
Barbara Kyle foi acriz de sucesso e teve uma brilhante carreira na televisão. Como sempre gostou muito de escrever, assim como de história, principalmente da época dos Tudor, dedicou-se a uma investigação profunda que teve como resultado A Aia da Rainha que teve as melhores críticas e várias semanas no top de vendas. Mais informação aqui.
Actualizado em Domingo, 28 Março 2010 21:05
 

Comentários  

 
0 #7 Joana 20-03-2011 18:14
A sinopse e as primeiras páginas deram-me uma ideia completamente errada do enredo do livro. Pensei que se desenrolaria, essencialmente, em volta da “grande questão” de Henrique VIII: a Rainha Catarina de Aragão, nesta versão, auxiliada pela sua aia, Honor, a tentar impedir o Rei de anular o casamento entre ambos; a procurar provas e documentos que sustentassem a sua causa, enquanto os homens do rei a isolavam dos seus aliados e rebatiam os seus argumentos, desesperados com a demora do processo, que se arrastava e impedia Henrique de se casar com Ana Bolena.

No entanto, isto é apenas uma pequeníssima parte do enredo. Subitamente, a história teve uma extraordinária mudança de rumo e os caminhos de Honor afastaram-se das intrigas palacianas. Esta, com a ajuda de Thornleigh, dedicou-se a ajudar a sair do país hereges que a Igreja perseguia e matava, colocando a sua vida e a sua posição em risco.
Os movimentos e ideias protestantes têm um grande destaque ao longo do livro, o que, na minha opinião, é uma grande mais-valia para a narrativa. Apesar de algumas situações serem um pouco previsíveis, a autora consegue, de uma maneira geral, manter a emoção até ao fim. Em suma, trata-se de uma mistura de amor, acção, aventura e perseguições religiosas, bastante bem conseguida.
 
 
0 #6 Inês Santos 04-02-2011 22:29
Ler o A Aia da Rainha veio confirmar e realçar o meu gosto pelos romances históricos. Barbara Kyle é uma óptima contadora de história, principalmente se esta contiver muitos factos reais.
Começando pela capa, com o genial pormenor do anel, e pela sinopse, um pouco infiel ao livro, somos conquistados desde o primeiro olhar ao exemplar. O conteúdo vem apenas mostrar-nos que não nos enganámos e que cada segundo a ler estas linhas não foi tempo desperdiçado.
Todo o texto é rico em figuras de estilo, comparações, frases profundas e cheias de sentido de humor ou verdade nua e crua. Aqui a escritora não poupa sensibilidades, mostrando-nos a natureza humana sem floreados ou com palavras bonitas, contando-nos com pormenor todos os actos mortais que os homens faziam uns aos outros (desde a fogueira, a guerras e conquistas, ou até a decapitações e enforcamentos).
O teor religioso e a evolução da personagem principal Honor Larke, principalmente as suas últimas crenças e conclusões, contribuíram para rechear ainda mais. Aqui neste livro não há a chamada "palha" ou "conversa de chacha", há sim história, línguas, literatura, música e, principalmente, ensinamentos de moral, coragem, solidariedade e amor. A acção e a aventura estão também presentes em todos os capítulos, combatendo a monotonia que certos assuntos poderiam provocar.

O meu personagem preferido é, com certeza, Sam Jinner: carinhoso, corajoso, humilde, simples, fiel, ... conquistou-me logo na primeira cena em que aparece. Este é o ponto mais positivo de Barbara Kyle, o facto de todas as personagens estarem tão bem desenvolvidas, cada uma com uma personalidade distinta, com crenças e desejos que se cruzam, mas que ao mesmo tempo são opostas. Aqui todas elas actuam com segundas intenções, que são boas ou más consoante a personagem. Todas sofrem uma evolução, não tanto como a personagem principal. Estas alterações, estes pormenores e desenvolvimento s contribuem para que o leitor odeie uma metade e defenda outra.

Mas nem tudo são rosas.
Os saltos no tempo demasiado drásticos, acabando abruptamente algumas cenas com mais carga emocional, parecendo que a personagem principal esquece assuntos importantes demasiado rápido, lacunas na história/pontos mal limados que são deixados em aberto como o destino final do anel, do rei, da rainha-mãe, da filha de Honor, de Ana Bolena, de Erasmo, etc. Acredito que muitos destes serão esclarecidos no próximo volume.
 
 
0 #5 Helena 05-09-2010 23:13
Romance baseado em factos históricos e personagens reais no reinado de Henrique VIII, em que uma personagem secundária tem um papel preponderante no desenrolar dos acontecimentos, numa época de perseguições políticas e religiosas com terríveis atrocidades contra qualquer livre pensador.
Honor é uma jovem órfã que numa noite vive e testemunha alguns factos que marcam o seu futuro. Nessa noite, cruza-se com o polémico Thomas More. Mais tarde, contacta outro notável, o chanceler Cromwell.
Tendo a própria História como tema de fundo, surge também um romance apaixonante entre Honor e Richard Thornleight, e a coragem de ambos ao enfrentar as adversidades.
 
 
0 #4 Maria João 30-08-2010 20:30
Bem, eu regra geral adoro históricos, a minha biblioteca tem na sua maioria históricos. Não sei se terá sido da história, do calor, mas a verdade é que não consegui gostar deste livro. Lamento.
 
 
0 #3 Angelina Rosa Nogueira Santos Violante 16-07-2010 00:04
Um livro deveras intrigante desde a primeira até à última página. Adorei! É uma história muito linda, cheia de muitas peripécias e aventuras, onde podemos ao mesmo tempo aprender algumas noções de história de Inglaterra.
Por ser muito grande, podem pensar que é maçador, mas lê-se que é uma beleza. Quando tinha que o largar, era muito difícil.
 
 
0 #2 Joana Dias 24-03-2010 04:41
Trata-se de mais um romance histórico passado na corte de Henrique VIII o que podia ser de facto cansativo e repetitivo não fosse a originalidade e frescura deste livro. Ao contrário da maior parte dos romances relativos a esta época que se centram no rei, nas suas mulheres, amantes e intrigas palacianas, este romance preocupa-se em mostrar a grande controvérsia religiosa que teve lugar na altura e as várias atrocidades que foram cometidas em nome da religião, não apenas tendo como cenário a Inglaterra, mas vários países da Europa que são percorridos pela jovem protagonista da história, uma rapariga com uma personalidade forte ambivalente e em constante mudança.
Aí está outra das grandes qualidades do livro em que as personagens nunca são personagens tipo, não se contentado a autora com personagens completamente boas ou más, tornando-as assim, mais reais e vivas aos nossos olhos. Mostra-nos mesmo o lado sombrio e tortuoso de Sir Thomas More canonizado pela Igreja embora tenha mandado queimar dezenas de pessoas que não cometeram outro crime senão terem crenças diferentes da dele.
Somos também confrontados com a vida difícil da burguesia e do pobre povo longe da glamorosa vida da corte, embora também no livro não faltem as grandes personagens da época.
Um excelente livro para quem quiser ter uma outra perspectiva desta época tão cheia de beleza como de horrores.
 
 
0 #1 Júlia 14-03-2010 18:20
Este romance histórico é o primeiro de uma trilogia chamada Thornligh, sendo que o segundo "A filha do Rei" já vem anunciada na badana deste livro. O terceiro pelo que estive a ver no site da autora só sairá no original em Agosto 2010,"The Queen's Captive".
Este livro conta-nos a história de Honor Lake que, após ter ficado sem família, se torna protegida de Sir Thomas More, homem que viria mais tarde a ser canonizado, instruindo-se, aprendendo a ler e escrever.
Recusou-se a casar para servir a Rainha, Catarina de Aragão, aquando da luta do Rei Henrique VIII com a Igreja para a anulação do seu casamento para então casar com Ana Bolena.
E é como principal aia da rainha que faz uma viagem a Espanha, para trazer um documento importantíssimo para a rainha, para poder manter o casamento, acabando por cair em mãos erradas. Honor não concordando com o destino que a Igreja dava aqueles que por eles eram considerados hereges, começa uma luta ajudando-os a fugir do país com a ajuda do misterioso Richard Thornligh e dos seus barcos. E é assim que a autora nos vai contando as fugas, alternadas com a vida na corte.
Um livro, na minha opinião bem escrito, cheio de mortes macabras, intrigas, traições e claro o belo do romance que é de uma ternura... e que, apesar do tamanho, não é em parte alguma maçador.
Adorei e espero vir a ler os seguintes.
 

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