
Autora: Victoria Hislop
Edição:Jul/2012
Páginas: 416
ISBN: 9789722635264
Editora: Civilização
Tessalonica, 1917. No dia em que Dimitri Komninos nasce, um incêndio devastador varre a próspera cidade grega, onde cristãos, judeus e muçulmanos vivem lado a lado. Cinco anos mais tarde, a casa de Katerina Sarafoglou na Ásia Menor é destruída pelo exército turco. No meio do caos, Katerina perde a mãe e embarca para um destino desconhecido na Grécia. Não tarda muito para que a sua vida se entrelace com a de Dimitri e com a história da própria cidade, enquanto guerras, medos e perseguições começam a dividir o seu povo.
Tessalonica, 2007. Um jovem anglo-grego ouve a história de vida dos seus avós e, pela primeira vez, apercebe-se de que tem uma decisão a tomar. Durante muitas décadas, os seus avós foram os guardiões das memórias e dos tesouros das pessoas que foram forçadas a abandonar a cidade. Será que está na altura de ele assumir esse papel e fazer daquela cidade a sua casa?
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Victoria Hislop é escritora e jornalista. Escreve artigos sobre viagens para o The Sunday Telegraph, artigos sobre educação para o Daily Telegraph e diversos artigos generalistas para a Woman & Home. Actualmente, vive em Kent com a sua família. Depois de publicar o seu primeiro romance, "A Ilha", Victoria Hislop foi aclamada pela crítica e acarinhada por milhares de leitores. Saiba mais em www.victoriahislop.com |
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Comentários
Visto por outro prisma, é um livro que relata, de forma simples e fluída, os acontecimentos que envolveram aquelas gentes. Contudo, nas diversas obras que tenho lido, nem sempre fluidez implica falta de emoção. Neste livro, que tinha tudo para ser um livro five stars, a forma escorreita e "desapaixonada" como a estória nos é apresentada, faz com que tenha finalizado este livro com algum amargo de boca. E este livro tinha tudo para poder suscitar ao leitor emoções bastante fortes, face ao contexto temporal. Mesmo assim, é um livro a que não hesito dar quatro estrelas em cinco.
Pese embora os apontamentos que deixei atrás, apesar de ter sido a minha estreia com a autora, segui-la-ei, sem sombra de dúvida.
Um romance que não se lê de ânimo leve, pelo muito que nos diz sobre a prodigiosa capacidade do ser humano para amar, resistir, sobreviver e se renovar.
Uma escrita fluída e ritmada que se desenvolve perante os nossos olhos e onde reconheço o talento de Victoria Hislop que é uma das minhas autoras preferidas. Imperdível, mesmo com este novo romance.
A autora revela-nos a cidade grega onde a acção se centra, Tessalonica, num período de guerras, agitações políticas e sociais, insegurança e pobreza. Esta é uma viagem histórica à qual fiquei rendida. Hislop é mesmo uma contadora de histórias excepcional.
Tocaram-me as descrições da ocupação nazi, toda a barbárie sofrida pelos gregos e pelos judeus, enviados para a Polónia para campos de concentração. E tocou-me ainda mais, porque conhecia aqueles judeus. A autora tem o poder de nos fazer viver a história, como se fizéssemos parte dela.
A história de Katerina e Dimitri é de uma beleza incomparável. Sofri com eles, ri com eles e torci por eles.
A história da Arca, literalmente falando, é um mistério bem conseguido na história e tem por trás uma história de luta, sofrimento, valores e união. Excepcional.
A história de Katerina, que acompanhamos desde criança até à sua velhice, é arrebatadora. A mim emocionou-me bastante.
Uma leitura a não perder. Uma autora a seguir. Aliás, O Regresso já está à minha espera na estante. Não percam!
Começando nos tempos de hoje, somos rapidamente transportados para o início do séc. XX, quando nasce Dimitri, em 1917. Este dia fica marcado não só pelo nascimento do filho tão aguardado pela família Komninos, mas também por um acontecimento devastador, um enorme incêndio que destrói toda esta cidade grega.
É a partir daqui que começa a história negra deste livro, desde o fraco relacionamento do casal Komninos, ao incêndio e terminando em variadas guerras.
No entanto, há algo de bom no meio de todos estes aspectos avassaladores: a vinda de Katerina, uma pequena menina que se perde da sua mãe, e que é trazida e "adoptada" por Eugénia e as suas filhas gémeas.
Victoria Hislop passa assim a narrar a história deste jovem casal, Dimitri e Katerina, e de todas as provações e sofrimentos a que foram submetidos.
É surpreendente a forma como a autora denota conhecimento da história deste país e relata pormenorizadame nte a invasão dos alemães, apoderando-se de tudo e tratando de eliminar todos os judeus aqui habitantes. Nenhum aspecto é deixado no esquecimento e todas as personagens são, de uma forma ou de outra, fulcrais para o desenvolvimento da narrativa.
Mais fascinante ainda é a forma como a autora encaixa perfeitamente um romance em tempos de guerra.
A belíssima forma como Hislop escreve, e a que já nos habituou, faz com que os leitores se apaixonem pelas personagens e torçam assim pelos seus sucessos. Com uma enorme carga emotiva e sentimental, é fácil para o leitor avançar página a página rapidamente.
Não me admira nada que este livro se torne, a par dos dois anteriores, um grande bestseller.
Recomendo!