A arte de caçar destinos

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Autor: Alberto S. Santos
Género: Contos
Prefácio: Fernando Alves
Posfácio: Germano Silva
Edição: Jul/2017
Páginas: 288
ISBN: 9789720040336
Editora: Porto Editora

 

 

Sete inquietantes histórias inspiradas no imaginário da tradição portuguesa.
O sete significa a perfeição e a abertura ao desconhecido. Os olhos de Deus e as cabeças do Diabo. É este o místico número de histórias narradas em A Arte de Caçar Destinos, onde vidas normais são perturbadas pelo inexplicável e sobrenatural.
Alberto S. Santos capta neste livro a essência da alma portuguesa que se preserva na tradição oral, nas festas dos ciclos agrários, nas práticas mágico-religiosas, onde o sagrado e o profano se unem para a salvação das almas.

Entre de mansinho neste sedutor jogo de sombras, maldições ancestrais, poções mágicas, vidas interrompidas e caçadores de fados, e descubra o seu próprio destino. Nem sempre a vida é o que parece. Nem sempre está completamente nas nossas mãos.

Excerto do prefácio de Fernando Alves:
Alberto S. Santos é uma espécie de Aladino contemporâneo, revelando neste livro o mais esconso da alma humana.
Excerto do posfácio de Germano Silva:
Alberto S. Santos faz reviver, não apenas a História, mas também tradições, crenças e costumes que o tempo, impiedosamente, tenta apagar. Ele sabe, como poucos, usar as palavras.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Para lá de Bagdad
O Segredo de Compostela
A Profecia de Istambul

Autor:

Alberto S. Santos é formado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa. É natural de Paço de Sousa, Penafiel, onde reside. Publicou os romances bestsellers A Escrava de Córdova (2008), A Profecia de Istambul (2010), O Segredo de Compostela (2013) e Para lá de Bagdad (2016). É autor da coletânea de histórias A Arte de Caçar Destinos (2017) e participou ainda na série de contos de autores lusófonos Roça Língua (2014).

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2017-09-11 13:43
Quando estava a acabar de ler este livro, comecei a ficar cheio de ideias para fazer um extenso comentário. Mas o Posfácio de Germano Silva apropriou-se, de uma forma mais perfeita do que eu seria capaz de escrever, de muito do que estava na minha mente.

No entanto, algo ainda posso acrescentar. Haverá algum português, pelo menos dos menos novos, que não se recorde das lendas que o povo transmitia de boca a ouvido, de geração em geração, no tempo em que não havia televisão, nem sequer rádio, muito menos telemóveis? Sentados à volta da lareira, à semiobscuridade da candeia de azeite, ouvíamos as nossas mães contar arrepiantes histórias de bruxas, de lobisomens, de mouras encantadas, de fontes milagrosas, de encruzilhadas perigosas, de orações poderosas contra o diabo, etc..

Neste livro, o autor pega em algumas dessas lendas que, certamente, ouviu em criança e são diferentes de região para região, e construiu, à volta de cada uma, uma narração ficcional com personagens e situações concretas que tornam a lenda ou o mito muito mais presente e atualizado para o leitor. Em duas situações, partiu de simples objetos: uma luzerna, com base na qual criou um lindo conto com génios, mouras e até um encontro com um estranho sábio, no norte de África, cujo final é verdadeiramente inesperado; ou uma ara votiva encontrada numa escavação arqueológica, que o inspirou para uma estranha história de deuses celtas, cristianização de ritos ancestrais de fecundidade e até um exorcismo.

Estes alguns dos motivos pelos quais aconselho vivamente a leitura destes sete contos, cheios de magia e fantasia, escritos numa linguagem escorreita, sem artificialismos nem grandes adjetivos, que vão deliciar qualquer leitor.

Para terminar em beleza, transcrevo a parte que considero central do excelente posfácio / recensão atrás referido:
"O autor não agiu como mero registador de situações ou observações pessoais que depois transportou para descoloridos capítulos onde a essência da História se esgota no túmulo da fantasia. Pelo contrário, com entusiasmo, de forma inteligente, com saber e uma boa dose de carinho, Alberto S. Santos pegou nas histórias que estão adormecidas nos arquivos, deitou mão aos tesouros que foi colhendo da tradição do povo, coligiu uns e outros, os eruditos e os menos cultos, e fez reviver, não apenas a História, mas também tradições, crenças e costumes que o tempo, impiedosamente, tenta apagar." Perfeito!
 

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