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| A Arte de Morrer Longe |
| Domingo, 25 Abril 2010 21:16 | |||
![]() Autor: Mário de Carvalho Edição: Abr/2010 Páginas: 128 Formato: 135 x 210 mm Editor: Editorial Caminho Situemo-nos num quadro familiar, comum aos nossos dias, de um jovem casal citadino, a viver lá para os lados do Lumiar, frequentadores da Avenida de Roma: «Chamavam-se Arnaldo e Bárbara, andavam pelos trinta anos, eram empregados de escritório, e cada qual estaria, segundo informação mais aludida que confessada, "interessado" n’outrem.» A decisão sobre que destino dar a uma tartaruga doméstica acompanha o quotidiano deste casal desavindo, funcionando como o último elo de ligação à espera de uma solução jeitosa. A solução tarda, e entretanto o casal vai vivendo com partilhas comuns mais ou menos agrestes. Autor: Mário de Carvalho nasceu em Lisboa, em 1944. Licenciado em Direito, em 1969. Serviço militar interrompido por prisão em Caxias e, posteriormente, em Peniche, por actividade política contra a ditadura, ainda nos tempos de estudante. Exílio em França e Suécia. Regressa após o 25 de Abril de 1974. Exerce advocacia em Lisboa. Foi colaborador do Diário de Notícias. Estreou-se como escritor com Contos da Sétima Esfera (1981) e publicou, entre outras obras, O Livro Grande de Tebas, Navio e Mariana (1982), que recebeu o Prémio Cidade de Lisboa. O livro apresenta um relato fantástico e estrambólico, em que a realidade fantástica se torna mais convincente do que a verdadeira realidade. Outras das suas publicações são Paixão do Conde de Fróis, que recebeu o prémio Dom Dinis em 1986, Os Alferes (1989), Quatrocentos Mil Sestércios (1991), que recebeu o Grande Prémio do Conto da Associação Portuguesa de Escritores, Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde (1994), que foi galardoado com o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores e Era Bom que Trocássemos Umas Ideias sobre o Assunto (1995).
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| Actualizado em Segunda, 14 Junho 2010 22:04 |
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| Re:7 de Fevereiro Júlia 8.2.2012 15:36 |
| Re:Coleção Triângulo Jota toiota 8.2.2012 14:40 |
Comentários
A linha frágil que faz desabar o amor, se alguma vez houve amor entre estes dois personagens, é o tema principal do livro. Vi muitas quezílias semelhantes entre casais em divórcio, outras bem piores, e é uma questão que nunca consegui decifrar. Daí o facto de me ter irritado durante a leitura deste livro, prova de que está muito bem escrito. Custa-me a entender a forma como as pessoas se servem dos objectos ou, pior ainda, dos filhos para manterem o outro prisioneiro ou pela dificuldade de começarem um novo caminho.
Apesar de não ser um livro tão divertido como os outros que li deste autor, recomendo a sua leitura.
Era uma vez...o Arnaldo e a Bárbara um casal à beira do divórcio não se sabe bem porquê...
Tudo, aparentemente, os divide, mas no fundo ainda se amam e basta uma centelha para reacender a chama.
O problema... é a tartaruga. E é à volta dela que se desenha a trama: quem fica com ela? porquê? quando? O casal não se decide e vamos conhecendo a mãe do Arnaldo que é casada com um polícia muitos anos mais novo, a colega da Bárbara que está apaixonada pelo filho do patrão, que entretanto arrasta a asa à Bárbara, etc. etc. Tudo isto com a linguagem inconfundível do Mário de Carvalho, com um toque de humor absolutamente delicioso. Um livro que se lê bem e depressa, e que vem confirmar que este é um dos melhores escritores contemporâneos em língua portuguesa. Li, gostei e aconselho. Há outros melhores do autor, mas este é muito bom!
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