
Autor: Chad Harbach
Edição: Jun/2012
Páginas: 528
ISBN: 9789722634830
Editora: Civilização
Um romance maravilhoso e inspirador de uma nova grande voz americana.
O tímido Henry Skrimshander, recém-chegado à faculdade, sente-se um pouco perdido, apesar do seu talento para o basebol que raia o genial. Por vezes, parece que os seus únicos amigos são o enorme Mike Schwartz, que luta para desenvolver o talento dos outros à custa do seu próprio talento, e Owen, o inteligente e carismático companheiro de quarto de Henry, que guarda um segredo que pode pôr em risco o seu brilhante percurso universitário.
Até que, num dia fatídico, Henry comete um erro: faz um mau lançamento. E tudo muda…
Escrito com enorme inteligência e cheio da ternura da juventude, A Arte de Viver à Defesa é um romance expansivo e afetuoso sobre a ambição e os seus limites, sobre a família, a amizade e o amor, e sobre o compromisso – connosco e com os outros.
Autor:
Chard Harbach cresceu no Winsconsin e estudou em Harvard e na University of Virginia. Além de escritor, é cofundador e coeditor da revista n+1.
A Arte de Viver à Defesa é o seu romance de estreia e está a tornar-se rapidamente num clássico da literatura contemporânea americana.
As distinções e as recensões por parte da crítica internacional são abundantes e extraordinárias. A Arte de Viver à Defesa atingiu, entre outros, o primeiro lugar no Top 50 Books of the Year da Amazon e foi incluído em reputadas listas como Best of 2011 for Fiction da Kirkus Review, Booklist Editors’ Choice Awards for Adult Books de 2011, 100 Notable Books of the Year do The New York Times, 50 Notable Works of Fiction do The Washington Post ou Five 2011 Books That Stick With You da NPR (National Public Radio). Foi ainda incluído nos Waterstones 11 de 2012, uma lista com as onze melhores estreias literárias do ano na cadeia de livrarias britânica com o mesmo nome.









Comentários
Esta dissertação algo filosófica foi-me sugerida por este livro. O autor conta-nos a história de um grupo de pessoas que representaram um ciclo na vida de uma universidade americana, onde o basebol era a bandeira, tal como noutras é o rugbi, ou o futebol ou o basquetebol. O importante não é qual o desporto-rei, mas o seu papel de aglutinador das pessoas e catalizador das vontades. Vemos como um ideal leva o ser humano a transcender-se, a sacrificar-se por um bem maior, até a dar a vida por um ideal. Compreendemos como um hino, uma bandeira ou um líder podem modificar radicalmente uma sociedade e a vida dos seres individuais que a compõem.
Interpreto este livro como uma fábula. Aquela modesta universidade de Westish representa toda e qualquer comunidade, pequena ou grande, atual ou ancestral. Representa ainda a vida de qualquer ser humano, com os seus ciclos de felicidade e de dor, de paz e de sofrimento, de crescimento e declínio. Mostra como atrás de cada "montanha" está uma "depressão" e, à medida que caminhamos, os altos e baixos se sucedem ininterruptamen te na nossa vida. Deixar de pulsar é morrer.
Uma obra profunda, mas cativante, que capta a atenção do leitor. Os factos sucedem-se a um ritmo acelerado e é difícil parar. O final não destoa da trama romanesca, mas desegane-se o leitor que espera que tudo acabe bem. Aliás, o final do tipo "casaram, tiveram muitos meninos e foram felizes para sempre" só acontece nas histórias infantis. Este é um romance da vida real.
O enredo centra-se muito no basebol e usa uma linguagem muito solta e dispersa. Assim, ficou difícil prender-me.