A Bagagem do Viajante

Autor: José Saramago
Género: Crónicas
Edição: Mar/2018
Páginas: 240
ISBN: 9789720030351
Editora: Porto Editora

 

 

«Um conjunto de crónicas de José Saramago, publicadas pela primeira vez no vespertino A Capital (1969) e no mítico Jornal do Fundão (1971-1972). Uma escrita fluida para falar de “foguetes e lágrimas” ou de “o melhor amigo do homem”. E de “quando morri virado ao mar”. Para nos contar o seu gosto pelos museus e as pedras velhas. Para nos dizer que “não há nada mais vivo do que a aguarela de Albrecht Dürer”. Para responder que: “Se alguém me perguntar o que é o tempo, declaro logo a minha ignorância: não sei.”

São mais de 60 crónicas, pequenas histórias sobre temas variados e, na aparência, inocentes, já que a censura vigente não permitia grandes atrevimentos. Ainda que por entre as subtilezas de linguagem se possam encontrar alguma farpas.»
Diário de Notícias, 9 de outubro de 1998

Capa: Caligrafia da capa por ADELINO GOMES

Deste autor no Segredo dos Livros:
Cadernos de Lanzarote – Diário V
Com o Mar por Meio – Uma Amizade em Cartas (coautoria)
Cadernos de Lanzarote – Diário IV
O Conto da Ilha Desconhecida
O Ano da Morte de Ricardo Reis
Claraboia
Caim
O lagarto

Autor – José Saramago

Autor:

José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário. Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, sendo autor de mais de 40 obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.

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