A Boneca de Kokoschka

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Autor: Afonso Cruz
Edição: Out/2010
Páginas: 240
Editora: Livros Quetzal

 

 


O pintor Oskar Kokoschka estava tão apaixonado por Alma Mahler que, quando a relação acabou, mandou construir uma boneca, de tamanho real, com todos os pormenores da sua amada. A carta à fabricante de marionetas, que era acompanhada de vários desenhos com indicações para o seu fabrico, incluía quais as rugas da pele que ele achava imprescindíveis. Kokoschka, longe de esconder a sua paixão, passeava a boneca pela cidade e levava-a à ópera.

Mas um dia, farto dela, partiu-lhe uma garrafa de vinho tinto na cabeça e a boneca foi para o lixo. Foi a partir daí que ela se tornou fundamental para o destino de várias pessoas que sobreviveram às quatro toneladas de bombas que caíram em Dresden durante a Segunda Guerra Mundial.

Do mesmo autor: Os livros que devoraram o meu pai.

Autor:

Além de escritor, Afonso Cruz é também ilustrador, cineasta e músico da banda “The Soaked Lamb”. Nasceu em 1971, na Figueira da Foz, e viria a frequentar mais tarde a Escola António Arroio, em Lisboa, e a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, assim como o Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira e viajar por mais de cinquenta países de todo o mundo. Já conquistou vários prémios: Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2010, Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2009, Prémio da União Europeia para a Literatura 2012, Prémio Autores 2011 SPA/RTP; Menção Especial do Prémio Nacional de Ilustração 2011, Lista de Honra do IBBY – Internacional Board on Books for Young People, Prémio Ler/Booktailors – Melhor Ilustração Original, Melhor Livro do Ano da Time Out 2012 e foi finalista dos prémios Fernando Namora e Grande Prémio de Romance e Novela APE, conquistou o Prémio Autores para Melhor Ficção Narrativa, atribuído pela SPA em 2014 e o Prémio Literário Fernando Namora, em 2016, pelo romance Flores.

Comentários  

 
+3 #1 João Teixeira 2011-01-05 13:47
Aqui está um exemplo de literatura contemporânea (será que faz sentido utilizar o termo "pós-moderna"?) . E dos bons! Quem diria que, por trás de um título estranho como este, e de uma sinopse ainda mais estranha (e que, definitivamente , não faz jus ao livro em si, por não ser em torno de nenhuma boneca que a história se desenrola) estaria uma obra literária desta qualidade?
Julgo que este livro irá agradar a todos os que gostam de autores como Carlos Ruiz Zafón, sendo que, na minha humilde opinião, A Boneca de Kokoschka até é bastante melhor que os livros do autor espanhol (mas isso sou eu, que nunca consegui perceber o entusiasmo que se gerou em torno d' A Sombra do Vento)... É-nos aqui apresentada uma galeria alargada de personagens bem construídas, num entrelaçado de histórias que se cruzam, num mundo de certa maneira surreal. No entanto, e apesar de parecer tudo muito confuso, o emaranhado novelo desenrola-se e deixa-nos completamente rendidos à prosa poética de Afonso Cruz.
Numa classificação de 0 a 10 estrelas, dou definitivamente 10 a este livro. Nunca pensei que o acharia assim tão interessante e, de facto, é isto que procuramos quando lemos um livro que desconhecemos: sermos surpreendidos!
 

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"É fácil que prefiras não escrever, mas sabes quantos olhos estão à espera que continues? É tarde para esses escrúpulos."
José Luís Peixoto, in Em Teu ventre