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| A Cabana |
| Segunda, 21 Setembro 2009 12:42 | |||
![]() Autor: WM. Paul Young Edição/reimpressão: 2009 Páginas: 248 Editor: Porto Editora Leia aqui um excerto do livro E se Deus marcasse um encontro consigo? As férias de Mackenzie Allen Philip com a família na floresta do estado de Oregon tornaram-se num pesadelo. Missy, a filha mais nova, foi raptada e, de acordo com as provas encontradas numa cabana abandonada, brutalmente assassinada. Quatro anos mais tarde, Mack, mergulhado numa depressão da qual nunca recuperou, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à malograda cabana. Ainda que confuso, Mack decide regressar à montanha e reviver todo aquele pesadelo. O que ele vai encontrar naquela cabana mudará o seu mundo para sempre. O autor: Wm. Paul Young nasceu no Canadá e foi criado pelos pais missionários numa tribo nas montanhas do que era a Nova Guiné. Anos depois, as mortes do irmão mais novo e de uma jovem sobrinha deixá-lo-iam completamente destroçado. Há um ano e meio atrás, Wm. Paul Young tinha três empregos. Desde essa altura até agora, a vida do autor deu uma enorme reviravolta. Actualmente, Paul Young vive com a família, no estado de Oregon, nos EUA. Nota: O livro já está à venda (pré-encomenda) através do sítio da Porto Editora e da livraria virtual Wook. Segundo as notícias que nos chegaram, tem suscitado um enorme interesse por parte do público em geral. Podemos dizer que é, neste momento, o livro mais procurado na Wook! http://www.portoeditora.pt/produtos/catalogo/ficha/id/225302 http://www.wook.pt/ficha/a-cabana/a/id/225302
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| Actualizado em Sexta, 23 Outubro 2009 22:19 |
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| Re:Destak da semana 14 a 20 wasp 17.5.2012 23:00 |
Comentários
É um livro muito emotivo e ao mesmo tempo ternurento, apesar de a história, por vezes, ter contornos um pouco violentos.
Mesmo estando cheia de expectativas, para mim ficou um pouco aquém. De uma certa parte em diante, foi-me muito difícil continuar a leitura. Mas há quem goste desde o príncípio até ao fim. Até pode ser que, se tiver oportunidade de o ler lá mais para a frente, pode ser que o veja com outros olhos.
O livro é escrito num formato que nos faz pensar que não se trata de uma ficção, mas de um testemunho verídico, tanto que chegou a levar-me a pesquisar sobre ela para saber se a história era ou não supostamente baseada em factos reais, o que não é.
É difícil classificar este livro, por simplesmente ser diferente de tudo o que já li. A história é no mínimo interessante e dá-nos uma visão única e muito contrária à tradicional de Deus. Qual de nós imagina Deus como uma mulher corpulenta que adora cozinhar? Ou o Espírito Santo como uma oriental que é uma hábil jardineira? O autor de facto merece o mérito de nos confrontar com uma renovada visão da divindade. Certamente mais completa e mais agradável que o Deus punidor e rigoroso em que muitas pessoas acreditam. E isso, quer queiramos, quer não, leva-nos a reflectir: Se Deus existir, será que é como nos dias a Bíblia ou os padres, ou será na realidade mais parecido com o que relata este livro.
Ainda assim, a minha parte preferida do livro não foi a parte central do encontro do personagem principal com Deus, mas a história do assassinato da menina, que está bastante bem escrita dando ao livro um certo mistério e quebrando por vezes um pouco a monotonia de alguns dos princípios morais expressos no livro.
Tudo começa com o bárbaro homicídio de Missy, filha de Mackenzie Allen Philip ( Mack). Num fim-de-semana, Mack leva três dos seus filhos, Josh, Kate e Missy a acampar perto do lago Wallowa, no Oregon. Nesse dia fatídico, a canoa onde Josh e Kate seguiam, vira-se e Mack atira-se à àgua para resgatar os filhos. Mas nesse momento, perde Missy de vista. Depois de muitas horas carregadas de desespero e frustação, a polícia encontra indícios de que Missy foi assassinada numa cabana. Mack cai na Grande Tristeza. Questiona tudo e culpa Deus (Papá como lhe chama a esposa, Nan) porque Ele não foi capaz de proteger a sua menina. Até que recebe um bilhete assinado por Papá a marcar um encontro na tão detestada cabana. Incrédulo, ele volta à cabana. Aí encontra: Papá, Sarayu e Jesus. Na sua companhia, Mack compreenderá o que é a vida e, sobretudo que é o perdão.
Parece ser um livro muito religioso, não é? Eu não senti que ele abraçasse alguma crença. Limitei-me a ouvir as conversas entre Mack e Deus. A maneira como Paul Young apresenta Deus e a Criação é maravilhosa. Não existem estereótipos, regras ou ideias assentes. Tudo é diferente e ao mesmo tempo, tão simples. Adorei a personificação da Santíssima Trindade. Se estão à espera, de encontrar Deus como um homem velho e barbudo vão ficar desapontados! Não considero que seja uma leitura só para os crentes porque todas as pessoas independentemen te, da sua escolha religiosa podem tirar ilações.
EXCERTO:
" Sou um ser verbo. (...)
Sou mais ligada a verbos do que a substantivos. Verbos como confessar,arrep ender,viver, amar, responder, crescer, colher, mudar, semear, correr, dançar, cantar, etc. Os seres humanos, por outro lado, gostam de pegar num verbo vivo e cheio de graça e transformá-lo num substantivo ou num príncipio morto que tresanda a regras. Os substantivos existem porque há um universo criado e uma realidade física; mas se o universo for apenas uma massa de substantivos, ele está morto. (...)são os verbos que tornam o universo vivo."
Não pensem que é um livro só a falar sobre religião, sim claro que sobre conversas com Deus, mas também com Jesus e o Espírito Santo, sim podem pensar que sejam conversas sobre os versículos da Bíblia e os Salmos, mas não é nada disso. É uma história muito bonita sobre o perdão e que através do perdão podemos nos aproximar mais de Deus e sermos mais felizes, e não termos a nossa alma tão cheia de rancor, raiva e vingança.
Eu realmente penso que se 1% dos ensinamentos do livro forem aplicados é possível que este livro consiga mudar a nossa vida.
Jesus é um ser humano cujo ofício é a carpintaria => construir os alicerces da nossa vida em conjunto com Deus/Jesus/Espírito Santo
Deus é uma mulher africana cujo ofício é a culinária => cozinhar todos os ingredientes para que a nossa vida seja mais próxima de Deus
Espírito Santo é uma mulher cujo ofício é a jardinagem => cultivar nos nossos corações ou alma ou preparar/limpar a nossa alma para que estejamos preparados para receber todos os ensinamentos de Deus, como o amor e o perdão.
Gostei muito de uma descrição que fizeram sobre um jardim, que é uma grande confusão, ou seja a sua plantação não foi organizada nem cuidada. E este jardim é nossa alma (espírito), que está cheio de coisas boas e más. E foi necessário fazer uma limpeza a uma parte desse terreno, prepara-lo/limpa-lo para que este fique pronto para receber todas as coisas boas que Deus tinha para nos ensinar.
Gostei muito, principalmente da primeira descrição do Papá.
Lamento que tenha sido a morte de uma criança o despontador da situação, mas levou a uma história linda onde o amor e o perdão caminham de mãos dadas.
Muito obrigada.
Digo-vos com toda a sinceridade do mundo que este é O melhor livro que li até hoje. Um romace que nos toca de uma forma tão profunda e de uma maneira tão forte que no final é como que descobrimos uma vida que não conheciamos.
Confesso que quando iniciei a sua leitura fiquei um pouco de "pé atrás" pensando que seria mais um daqueles livros sobre a Fé Cristã e a devoção incondicional a Deus, mas de repente vi-me completamente envolvida na história de Mack, na sua Fé abalada pelos acontecimentos trágicos e pela grandiosidade das palavras do autor na maravilhosa personificação das Divindades com que ele nos presenteia.
Não quero desvendar muito da história, apenas vos tenho a dizer que com este livro retiramos inumeras lições de vida, fazendo com que a cada página paremos para reflectir na nossa vida, na nossa sociedade e nos nossos relacionamentos do dia a dia... se é que há relacionamentos mesmo.
Mergulhem na leitura deste livro de coração aberto, sem ligarem a Religiões nem Crenças pois não é disso que este romance trata... depois irão ver.
Comecei logo de inicio a retirar pequenas passagens que me marcavam especialmente, agora que terminei a leitura dou-me conta que não posso transcrever tudo para aqui ou via-me obrigada a transcrever quase todo o livro, por isso deixo-vos aquela que me fez começar a ver a história com olhos de ver ;-)
"...- A maioria dos pássaros foi criada para voar. Para eles, ficar no solo é uma limitação da sua capacidade de voar, e não o contrário.
Calou-se para que Mack reflectisse sobre a situação.
- Tu, por outro lado, foste criado para ser amado. Assim, para ti, viver como se não fosses amado é uma limitação e não o contrário.
(...)
- Viver sem ser amado é como cortar as asas de um pássaro e retirar-lhe a capacidade de voar. Não é algo que queira para ti.
(...)
- Mack, a dor tem a capacidade de cortar as nossas asas, impedindo-nos de voar - disse ela e esperou um momento, permitindo que as suas palavras assentassem. - E, se essa situação persistir por muito tempo sem resolução, quase podes esquecer que foste criado para voar." (Pags. 97/98)
A partir daqui surgem palavras que nos fazem chorar, sorrir ou simplesmente levantar os olhos do livro e meditar um pouco sobre nós mesmos.
Podia dizer muito mais sobre os sentimentos que este livro despertou em mim, mas em vez disso prefiro aconselhar-vos a que o leiam, pois é com toda a certeza uma dos melhores livros que terão oportunidade de ler.
É fantástica a forma como o autor nos apresenta Deus. De uma maneira simples, quase lúdica, ficamos a conhecê-lo como nos é descrito na Bíblia e na tradição da Igreja: um só Deus em três pessoas. É um Papá bondoso que nos ama; é um servo sofredor que toma sobre si as nossas infidelidades e as nossas angústias; é um companheiro de viagem que nos anima e ampara no caminho da vida.
Subjacente a isto, está a ideia do paraíso perdido, que o homem busca reencontrar. Mas só o conseguirá quando o amor for vivido em pleno. Então as regras, as leis e os mandamentos caducarão, por inúteis.
Qualquer um de nós poderia chamar-se Mack e receber um convite para comparecer naquela cabana.
É uma história que nos marca, nos faz pensar e nos abre novas perspectivas, mas acima de tudo, é uma história bem escrita e cativante, à medida de cada leitor.
Um livro a ler, guardar, oferecer e reler.
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