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| A Cirurgia do Prazer |
| Domingo, 11 Abril 2010 17:07 | |||
![]() Subtítulo: Contos Morais e Sexuais Autor: Miguel Almeida Edição: Abr/2010 Páginas: 192 Formato: 16 cm x 23,5 cm Editora: Esfera do Caos A literatura com conteúdo sexual e erótico faz sentir, mas também pode fazer pensar! Se a sexualidade e a moralidade, a realidade e a ficção, a descrição e a reflexão, forem exploradas em cada personagem, em cada atmosfera e em cada situação, o resultado pode ser uma viagem sensual, e ao mesmo tempo inspiradora, ao centro da comédia humana. Que dá gosto ler. E que nos convoca para a tarefa do entendimento. Eis o desafio que Miguel Almeida assumiu com esta obra surpreendente: escrever sobre sexo, citando Nietzsche, interpelando António Quadros e discorrendo sobre o significado de um orgasmo mal comportado. Diz-se que “em Portugal escrevemos pouco sobre sexo e nem sempre sai grande coisa”. E acrescenta-se: “Não é fácil encontrar na literatura portuguesa bons nacos de prosa ou passagens poéticas com conteúdo sexual, talvez porque as palavras do nosso português não ajudam”. Pois bem, este livro dá uma resposta estrondosa a estas lamentações. É um exemplo luminoso de boa literatura com conteúdo sexual e erótico ― usando a nossa língua: aquela que nos ensinaram na escola primária! Se os brasileiros conseguem, há portugueses que também lá chegam… Autor: Miguel Almeida. Nasceu em 1970, numa pequena aldeia do distrito de Viseu. Este é o segundo livro que publica, depois de Um Planeta Ameaçado: A ciência perante o colapso da biosfera (Esfera do Caos, 2006). É licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde também fez o mestrado em Filosofia da Natureza e do Ambiente. Vive na Costa da Caparica, com a mulher, Carla, e com o filho, Gabriel, na proximidade poética da família e do mar.
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| Actualizado em Sexta, 21 Maio 2010 21:48 |
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| Re:Coleção Triângulo Jota toiota 8.2.2012 14:40 |
Comentários
O nome do livro deriva do primeiro conto, que não me impressionou ou agradou sequer. É uma conversa entre comadres ou amigas com uma linguagem banal sobre um tema absurdo.
Os contos recorrem em diálogos de circunstância entre pessoas que são próximas e com frases triviais, em que nada de novo acrescenta ou que me leve à reflexão.
Simplesmente, não gostei.
Não gostei e, apesar de serem contos bastante inócuos que se lêem facilmente, acho que não vale a pena gastar com eles a atenção que podemos dedicar a tantos outros (e tão bons) livros.
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