A Confissão de Lúcio

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Autor: Mário de Sá-Carneiro
Género: Romance
Edição: Mai/2017
Páginas: 110
ISBN: 9789896229108
Editora: Alêtheia

 

 


Esta obra foi considerada por José Régio como a obra-prima de entre as novelas de Sá Carneiro, onde estão presentes três de suas obsessões dominantes: o suicídio, o amor pervertido e o anormal avançando até a loucura. Nesta obra, ao incitar seus personagens na busca de uma transcendência distorcida, Sá-Carneiro cria uma atmosfera de exacerbado lirismo. Capaz de acrescentar um prazeroso sabor ao narrar o inarrável, mesmo no leitor que possui poucas fibras de sensibilidade ele é capaz de produzir um turbilhão interior próximo ao palpitar acelerado do coração quando em êxtase.

 

Deste autor no Segredo dos Livros:
Poesia Completa de Mário de Sá-Carneiro (Org. Ricardo Vasconcelos)

Autor:

Mário de Sá-Carneiro, poeta e ficcionista, foi, juntamente com Fernando Pessoa e Almada Negreiros, um dos principais representantes do Modernismo português. Em 1912, partiu para Paris para cursar Direito, mas abandona os estudos pouco depois. Os poemas que edita no primeiro número de Orpheu, em 1915, destinados a Indícios de Oiro, são significativos do Modernismo Português. Com a publicação de "Manucure", no segundo número de Orpheu, revela uma incursão por uma forma poética mais próxima da escrita da vanguarda futurista. Antes de Orpheu, colaborou na revista Renascença (1914), com a publicação de Além (apresentado como uma tradução portuguesa de certo Petrus Ivanovitch Zagoriansky). Mário de Sá-Carneiro constitui também um paradigma da prosa modernista portuguesa pela publicação das narrativas Céu em Fogo e A Confissão de Lúcio. O seu suicídio, com 26 anos, nimbou-o para a posteridade com uma aura de poeta maldito, que deixaria um forte ascendente sobre a poesia contemporânea de gerações posteriores à sua.

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Uma Pequena Palavra...

"Era uma vez uma mulher cujo ofício era contar histórias. Andava por todo o lado oferecendo a sua mercadoria, relatos de aventuras, de suspense, de horror ou de luxúria, tudo a um preço justo. Num meio dia de agosto encontrava-se no centro de uma praça quando viu avançar na sua direção um homem (...) És tu a que conta histórias?, perguntou o estrangeiro. (...) Então vende-me um passado, porque o meu está cheio de sangue e de lamentos e não me serve para percorrer a vida."
Isabel Allende
in Eva Luna