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| A Dádiva |
| Sexta, 09 Outubro 2009 19:10 | |||
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Livro da autoria da primeira mulher negra a ser distinguida com o Prémio Nobel da Literatura (1993). Dádiva é um romance extraordinário que se passa na América do Norte de finais do século XVII. Profundas divisões sociais e religiosas, opressões e preconceitos exacerbados propiciam o cenário ideal para a implantação da escravatura e do ódio racial. Considerado O MELHOR ROMANCE DO ANO, pelo Sunday Times e UM DOS MELHORES 10 LIVROS DO ANO DE 2008, pelo The New York Times. Prémio Pulitzer (1998) Prémio Livro Anisfield-Wolf (1998) Jefferson Lecture (1996) Prémio Nobel de Literatura (1993) Prémio National Book Critics Circle (1977)
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| Actualizado em Sábado, 14 Novembro 2009 16:28 |
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| Re:Destak da semana 14 a 20 wasp 17.5.2012 23:00 |
Comentários
Mas à medida que nos vamos habituando à história e ao tipo de escrita da autora, rendemo-nos fascinados a cada palavra que nos é dada. A história é muito rica e interessante e a escrita é muitas vezes mais prosa poética que só prosa. Um livro essencial para todos aqueles que não podem passar sem um bom livro, mesmo que ele dê um pouco mais de trabalho a ler.
Demorei a entrar na historia, devido a esses saltos de narrador, que no inicio me confundiram. A partir do momento em que entendi a logica da narrativa, devo confessar que me deliciei com a historia, com as várias visões da mesma e com a forma de escrita da autora, que se transforma conforme a voz da personagem que narra os "capitulos".
Não sendo um livro fácil, é um livro que vale a pena insistir e ler.
Ao ler este livro, parecia-me estar à deriva no alto mar. Às vezes, as ondas são alterosas: a narração alterna entre paixões destruidoras e amores inocentes. Outras vezes, navega-se em mar calmo: a narração é simples e doce. O estilo acompanha a narração: por vezes é difícil, com flashbacks desfasados no tempo verbal utilizado, sem pontuação, aparentemente incoerentes; outras vezes, segue todas as regras estabelecidas nos manuais de escrita. A variação pode dar-se de um parágrafo para o outro, às vezes de uma linha para a outra.
É um livro difícil de ler? Para mim não foi. O meu conselho para os futuros leitores é: ler o primeiro capítulo duas ou três vezes, quase para o decorar, embora, depois dessa leitura, continue confuso. É um texto escrito sempre no presente, mas com cenas passadas em diferentes tempos e situações, sem preocupações de cronologia.
Mas não se preocupe, porque, à medida que avançar na leitura, vai descobrir o sentido de cada frase, a sua mente vai abrir-se ao que parecia incompreensível .
Só mais um apontamento, que pode ajudar à compreensão do livro: Os capítulos são, alternadamente, falas da personagem principal, Florens, escritos no presente, e narrativas do autor, escritas no passado. No primeiro caso, tudo é dito no presente do indicativo, mesmo que seja um acontecimento passado; no segundo, tudo é escrito no pretérito imperfeito, mesmo que seja um acontecimento actual.
E não se esqueça: quando acabar, volte a ler o primeiro capítulo e tudo será diferente.
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