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| A Dança das Borboletas |
| Terça, 25 Maio 2010 11:54 | |||
![]() Autora: Poppy Adams Edição: Mai/2010 Páginas: 320 Editora: Porto Editora Assomando à janela do primeiro andar da mansão degradada que em tempos fora a sua idílica casa de família, Ginny aguarda ansiosamente a chegada da irmã, que partiu há quarenta e sete anos e nunca mais voltou. Especialista em borboletas, Ginny leva uma vida de reclusão, com medo de se aventurar no mundo exterior. Com o regresso de Vivien, os segredos que provocaram a separação das duas irmãs irão perturbar o quotidiano de Ginny muito para além das rotinas precisas que lhe definem os dias. Das suas infâncias, apenas o sótão da casa permanece inalterado, com as suas paredes revestidas com mostruários de borboletas cuidadosamente preservadas ao longo de várias gerações. Narrado pela da voz inesquecível de Ginny, este brilhante romance de estreia descreve-nos o que as famílias são capazes de fazer – especialmente em nome do amor. Autora: Poppy Adams é licenciada em Ciências Naturais pela Universidade de Durham e colabora como realizadora de documentários com a BBC, o Channel 4 e o Discovery Channel. Este seu romance de estreia, A Dança das Borboletas, foi finalista do Costa Book Awards para primeiro romance e foi alvo de rasgados elogios da crítica literária, tendo a sua escrita sido comparada às de Patricia Highsmith e A.S. Byatt. Vive em Londres com o marido e os três filhos.
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| Actualizado em Terça, 01 Junho 2010 18:00 |
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| Re:Compras - 2012 Júlia 8.2.2012 17:13 |
| Julia Quinn Júlia 8.2.2012 16:00 |
| Re:vendo/troco (brandybell) Júlia 8.2.2012 15:41 |
| Re:7 de Fevereiro Júlia 8.2.2012 15:36 |
| Re:Coleção Triângulo Jota toiota 8.2.2012 14:40 |
Comentários
Hoje em dia, já é bastante difícil um livro enganar-me e não ser exactamente aquilo de que estava à espera, mas este conseguiu, sem dúvida, fazê-lo, passando de um romance cheio de amor fraternal para um romance gótico, cheio de mistério e assustador que não pode deixar de nos arrepiar, à medida que vamos descobrindo os mistérios da família Stone.
Ginny é uma personagem extraordinariam ente complexa e misteriosa, com imensas facetas. Desde a faceta altruísta de quem faz tudo pelo amor da família e da sua irmã, a uma faceta muito instável e mentalmente perturbada.
Um livro que nos deixa a pensar durante muito tempo após a sua leitura, e capaz de entrar no pior dos nossos pesadelos, de um ponto de vista positivo, como um bom filme de terror é capaz de fazer.
A história é narrada na primeira pessoa, por Ginny, uma das personagens mais enigmáticas e extraordinárias que conheci nas minhas leituras deste ano. É uma história algo inquietante e envolvente, com um crescendo de suspense que nos impossibilita pousar o livro enquanto não o terminarmos.
A forma como está escrito é, para mim, a razão principal para o seu sucesso.
Com uma excelente premissa, fiquei com as minhas expectativas elevadas.
Este livro retrata o reencontro de duas irmãs, após 50 anos de separação. Ginny sempre viveu na velha mansão vitoriana, enquanto que Vivi abandonou a velha casa e a protecção do pai (um amante de borboletas).
Do início até ao fim, fiquei fascinada com a personagem e narradora Ginny. A sua personalidade multifacetada e por vezes surpreendente agarrou-me de tal maneira que não consegui largar este livro.
Ginny, a filha que superou a trágica morte da mãe devido a um acidente, e o afogamento mental do seu pai na demência.
Ginny, a irmã que tudo faz para agradar.
Ginny, a mulher que depende emocionalmente da sua irmã.
Ginny, a personagem mais misteriosa que eu li este ano.
Uma mulher que mais parece uma traça quando é atraída para uma lâmpada luminosa e calorosa. Mas que nenhum leitor se equivoque, nem sempre uma traça é vulnerável e bela, também pode ser assustadora.
Um livro que vale a pena ler pela excepcional construção/tensão psicológica das personagens.
Gostei deste livro que nos relata o reencontro de duas irmãs e principalmente o seu amor, que nem o tempo nem as intempéries conseguiram terminar. Temos a história da família desta duas irmãs que se separaram muito cedo e que agora se reencontram. De um lado Ginny que seguiu as pegadas do pai e se especializou em borboletas, do outro Vivien que se parece tanto com mãe.
Mais não digo, pois não quero contar a história, mas vale a pena ler.
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