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| A Espada de Avalon |
| Sexta, 02 Julho 2010 20:35 | |||
![]() Autora: Marion Zimmer Bradley Edição: Jun/2010 Páginas: 448 Editora: Difel Na Idade do Bronze, muito antes dos acontecimentos ocorridos em As Brumas de Avalon, o jovem Mykantor, destinado a ser rei, é raptado e vendido como escravo. Comprado por um príncipe ferreiro, aprenderá com ele os fundamentos da liderança, mas a sua ausência precipitará Avalon nas mais cruas lutas de poder. Sem a oposição do legítimo herdeiro ao trono, o malévolo feiticeiro Galid está determinado a governar, mas Anderle, a Senhora de Avalon, vai desafiando os seus intentos. A ausência de Mykantor abrirá ainda outras feridas, sobretudo no coração de Tirilan, filha de Anderle, que, julgando-o perdido para sempre, aceitará o poder - e o celibato - do sacerdócio. Criado em segredo, após o assassínio dos seus pais às mãos de pérfidos traidores, Mykantor regressará a Avalon para provar o seu valor enquanto filho de reis e sacerdotisas, e será chamado a liderar os opositores a Galid brandindo a famosa Excalibur, acabada de forjar para legitimar o seu poder. A Espada de Avalon é a obra que faltava no universo mítico de Marion Zimmer Bradley, explorando as origens desta lendária e mítica saga que continua a encantar milhões de leitores em todo o mundo. Autora: Marion Zimmer Bradley nasceu em Albany, Estados Unidos da América, em Junho de 1930, começando a escrever quando era adolescente. Nos anos cinquenta, era aquilo a que se chama uma “escritora de sucesso fácil”, vendia histórias de sexo e de mistério a revistas de grande tiragem, para sustentar marido e filhos. Na década seguinte, dedicou-se à produção de romances góticos para poder tirar um curso universitário. As suas histórias de ficção científica do ciclo Darkover (um planeta onde os seres humanos, ao contacto com os alienígenas, adquirem poderes extrapsíquicos) continuam a ter numerosos admiradores. Com As Brumas de Avalon, e a sua permanência de três meses na lista dos “bestesellers” do New York Times, Marion tornou-se uma escritora de prestígio e uma das mais lidas no mundo inteiro. Prosseguiu na mesma senda com Presságio de Fogo (1987), onde reescreve a guerra de Tróia de uma perspectiva feminista. Regressa ao universo mítico da Bretanha druídica, desta vez, em confronto com o Império Romano com A Casa da Floresta (1983). Faleceu quatro dias após ter sido vítima de um ataque cardíaco, em Berkeley, a 25 de Setembro de 1999. Deixou mais de meia centena de livros.
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| Re:Vendo ou troco (RaquelCollin) RaquelCollin 6.2.2012 23:19 |
| Re:As nossas wislists wasp 6.2.2012 23:09 |
| Re:6 de Fevereiro - AnaisNin RaquelCollin 6.2.2012 22:45 |
| Re:A Guarda Negra vibarao 6.2.2012 22:27 |
| Re:6 de Fevereiro - AnaisNin Paula_Belita 6.2.2012 22:20 |
Comentários
Gostei especialmente deste livro, não por ser diferente dos outros ou algo do género. Infelizmente (ou não), a fórmula utilizada para contar a história é a mesma (Todos os livros sobre Avalon, da MZB, parecem ser repetições atrás de repetições. Histórias tristes que nos mostram a devoção à Deusa e o amor entre almas gémeas que, apesar de às vezes terem um final feliz, há sempre qualquer coisa de angustiante a acontecer no final), mas sim porque me deixa ver mais um pouco da história de Avalon. Deixa ver de onde veio a espada que aparece nas Brumas de Avalon e deixa perceber um pouco mais de como as almas das personagens se vieram a entrelaçar ao longo de gerações. Na maior parte dos livros, percebemos que há personagens que se lembram de outras vidas e, apesar de este livro não ser aquele que nos dá a conhecer essas personagens, é aquele em que podemos ver o primeiro reencontro dessas personagens e como elas se reconhecem, se entrelaçam mais um pouco e se ligam a mais almas para toda a vida.
Para mim, este foi o encanto deste livro, sem querer depreciar a escrita da Paxson, que é também bastante cativante e melodiosa, levando-nos a ler página a seguir a página.
Um bom complemento a todos os fãs das Brumas de Avalon.
A espada de Avalon é uma espécie de prequela, onde se explica a origem da famosa excalibur. É passada na idade de bronze, estando o livro bastante envolvido pela mitologia e helénica, sendo por isso bastante diferente dos outros livros.
A escrita de Diana L. Paxton é bastante agradável e fluída, embora tenha de confessar que lhe falta a magia imortal da escrita de Marion Zimmer Bradley. A meu ver, as personagens não são tão interessantes nem marcantes como as de Marion, nem a história consegue ser envolvente. Ainda assim, o enredo é bastante bom e, a meu ver, este livro oferece mais uma história de aventura que propriamente de fantasia. No entanto, é uma lufada de ar fresco no universo de Avalon, trazendo uma história bem diferente das dos outros livros da saga e só isso já torna o livro mais interessante.
Apesar de, como referi, este livro ser bastante diferente dos livros desta mesma saga, continua a ser um bom livro e a ligação aos livros anteriores está feita de forma brilhante, quer através dos rituais descritos no livro, quer através da teoria da reencarnação das personagens ao longo da história.
Recomendo este livro a todos os fãs, como eu, da saga Brumas de Avalon.
Mais uma vez somos envolvidos por Avalon, num tempo bastante anterior à sacerdotisa de Avalon ou até mesmo das Brumas. Conhecemos a base de muitas das tradições que mais tarde iremos reconhecer. Sem dúvida, um livro a acrescentar à estante de todos aqueles que adorem esta autora.
Reentrar no mundo fantástico que é Avalon, foi como regressar a casa após um longo período de ausência.
Esta obra mostrou-se ser fundamental para entendermos todo o universo que é a Saga de Avalon. É aqui que conhecemos as origens de vários rituais e da famosa espada que muitos chamam de Excalibur. Quem já leu as Brumas de Avalon há-de lembrar-se desta passagem: o que acontecerá ao rei veado quando o seu jovem filho crescer? Pois bem, neste livro temos a origem desse rito, bem como de tantos outros, inclusive das tatuagens de dragão nos braços do futuro rei.
É impossível não nos apaixonarmos por este mundo. As personagens de carácter forte, as privações e provações a que são postas, as lutas interiores constantes são sempre elementos presentes nos livros de MZB. Como também nos tem acostumado, há sempre uma personagem feminina e uma masculina que se destacam. Neste livro, temos Tirilan e Mikantor.
Confesso que houve partes do livro em que fiquei super ansiosa. Depois de uma infância em que a vida destas duas personagens se cruzaram, Mikantor é então raptado e durante boa parte do livro acompanhamos a sua evolução e todos os acontecimentos que o levam a cumprir o seu "destino". As teias tecidas pelos deuses nem sempre são claras e muito menos são as profecias das sacerdotisas. Enquanto vamos acompanhando Mikantor, ou Pica-Pau, ficamos sem saber nada sobre o desenvolvimento de Tirilan durante esse tempo todo.
Mas quando, finalmente, as narrativas se começam a cruzar, tudo começa a convergir para atingirmos o êxtase da leitura.
A par de Mikantor e Tirilan, tenho que destacar Anderle e Valento. Principalmente Valento marcou-me muito. São personagens que, após a leitura, ficam a pairar na nossa mente, pela sua valentia, coragem e sacrifícios. O amor que estas 4 personagens partilham é um amor intemporal, mais antigo do que se podem lembrar e cujos destinos estão entrelaçados de forma inevitável.
É um livro de emoções fortes, como muitos se têm vindo a mostrar. E claro que é sempre maravilhoso relembrar como aqueles povos louvavam a Terra como um espírito vivo, e adoravam-na e respeitavam-na no seu todo. Hoje em dia isso é um grande mito e quem tenta fazer o contrário é quase visto com maus olhos.
Estes livros levam-nos a uma profunda reflexão. Por mais romanceados que sejam, a verdade é que ainda existe vestígios daquela cultura nos nossos dias e tendemos a ignorar isso. Mas isso são reflexões para outro post.
Voltando à leitura d' A Espada de Avalon, só posso dizer que adorei. Foi um voltar ao início e, a partir daí, lembrar tudo o que aconteceu a seguir. Porque é impossível não associarmos os acontecimentos posteriores àqueles que estamos a ler no momento. Toda a causa tem uma efeito e é isso que nos fica bem preso na mente.
Um romance intemporal de que, de certeza, a seu tempo, vou repetir a leitura.
Deixo apenas uma pequena nota quanto à formatação interior do livro. Por vezes, há algumas falhas a nível de itálicos e alguns espaços entre parágrafos no meio de diálogos. De resto, foi mais um livro maravilho que acho que não pode faltar nas prateleiras de quem gosta de Marion Zimmer Bradley. Adorei.
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