A Filha do Barão

FaceBook  Twitter  

 

 

 

Autora: Célia Correia Loureiro    
Edição: Jan/2014
Páginas: 580
ISBN: 9789897540394
Editora: Marcador

 

 


Quando D. João tece a união da sua única filha, Mariana de Albuquerque, com o seu melhor amigo - um inglês que investiga o potencial comercial do vinho do Porto -, não prevê a espiral de desenganos e provações que causará a todos. Mariana tem catorze anos e Daniel Turner vive atormentado pela sua responsabilidade para com a amante. Como se não bastasse, o exército francês está ao virar da esquina, pronto a tomar o Porto e, a partir daí, todo o país.

No seu retiro nos socalcos do Douro, Mariana recomeça uma vida de alegrias e liberdade até que um soldado francês, um jovem arrastado para um conflito que desdenha, lhe bate à porta em busca de asilo. Daniel está longe, a combater os franceses, e Gustave está logo ali, com os seus ideais de igualdade e o seu afecto inabalável, disposto a mostrar-lhe que a vida é bem mais do que um leque de obrigações.

A Filha do Barão é o 1º volume da coleção "Os Livros RTP", uma iniciativa criada pela RTP em parceria com a Marcador Editora, que pretende divulgar títulos e autores nacionais incrementando o prazer pela leitura. Trata-se de uma coleção que pretende promover 12 livros em doze meses.

Desta autora no Segredo dos Livros:
O Funeral da Nossa Mãe

Autora:

Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989. Licenciou-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. É Guia-Intérprete Nacional e Técnica de Turismo. Fala Italiano, Inglês e Francês.
Gosta de gatos e de crepes com Nutella. De todas as cidades que visitou, é por Siena que morre de amores. De todos os autores que leu, destaca John Steinbeck por As Vinhas da Ira, e está sempre disposta a dispensar mais quatro horas da sua vida ao visionamento de E Tudo o Vento Levou.
Em Novembro de 2011 apresentou-se aos leitores com Demência e menos de um ano depois publicou O Funeral da Nossa Mãe. Dedicou-se depois ao romance histórico, surgindo A Filha do Barão em 2014 e Uma Mulher Respeitável em 2016.

Pode seguir a autora através da sua página do Facebook.

Veja o booktrailer aqui:

Comentários  

 
#6 Maria João 2015-03-08 15:25
Bem, nem sei o que diga... aquele final matou-me.
Adorei, por diversos fatores. O primeiro: os factos históricos novos que aprendi. Acho que um histórico só está bem escrito quando nos ensina algo e tenho muito o hábito de, depois, ir pesquisar mais acerca da época e se realmente é como escreveram. Neste caso, isso aconteceu.
Depois, a escrita: para quem, como eu, acompanha esta autora desde o Demência, nota-se o amadurecimento, a forma como faz as descrições. Muito bom.
E por fim: a trama em si. Nem sei que vos diga. Não gosto daquela mãe, apesar de compreender o porquê de ela ser assim. A própria Mariana, no início, era uma criança mimada e depois cresceu.
Enfim, tem todos os ingredientes para nos deixar presos até à última página.
Recomendo.
 
 
#5 Liliana Patrícia Pereira Pinto 2014-09-30 11:40
Já li este livro há bastante tempo e, por isso, a sua história está um pouco esbatida. Mas lembro-me bem das emoções que senti ao ler o livro.

O início foi um pouco tremido. Foi complicado introduzir-me na história. Mas, à medida que as páginas iam passando, ia ficando cada vez mais agarrada e ansiosa pelo final. Aquele final. Que desilusão... Será que vai haver continuação? Espero bem que sim!

Mariana é uma criança. Não há outra palavra para a descrever. É uma criança nas atitudes, naquilo que pensa e na forma como age. Por isso é que foi tão prazeroso vê-la a crescer. A desenvolver uma coragem própria e também ideias. A apaixonar-se pelo querido Daniel. A defender a sua casa das invasões e também a ter dúvidas justificadas.

Nunca tinha lido um livro que se centrasse nas invasões napoleónicas vistas da primeira pessoa e houve certos momentos em que me senti enojada por certas atitudes dos portugueses, principalmente no que diz respeito a Gustave.

Célia Correia Loureiro está a abrir caminho para ser uma das melhores escritoras portuguesas nesta época. Se já não o é.

Adorei e recomendo.

Ps: Espero ansiosamente pelo 2º volume.
 
 
#4 Vera Neves 2014-07-03 13:32
Na minha opinião, A Filha do Barão é a consagração de Célia Loureiro. Depois de já ter gostado dos livros anteriores, este superou-os largamente e deixou-me ansiosa à espera da continuação.

A escrita é mais madura, a narrativa envolvente e, para quem gosta de romances históricos, este livro representa um pequeno céu! Personagens que nos cativam, cenários e dados históricos muito interessantes e que nos fazem recuar na história do nosso país e viver um pouco daquilo que os portugueses viveram naqueles anos tão turbulentos.

A história de Mariana e Daniel parecia-me, no início, difícil de resultar. Ainda que naquela época fosse natural o casamento arranjado, não é fácil conceber esse arranjo, tendo em conta que a noiva tem quatorze anos e não sabe nada da vida. Mas Mariana é uma menina especial, com uma personalidade vincada e que cresce rapidamente. Acabei por me encantar por Mariana, pelo seu jeito, pela sua vontade de ser menina e mulher ao mesmo tempo.

Daniel, o inglês amigo do pai de Mariana, é um homem honrado e que está disposto a acatar o pedido do seu amigo moribundo, de casar com a sua filha e velar por ela e pela mãe desta, D. Sofia.
Depois de deixar Mariana e D. Sofia na Quinta em Lordelo, junto da sua mãe e irmã, ele parte para o Porto e, apesar do compromisso assumido, sucumbe aos encantos de Isabel e vive com ela uns meses em pecado. No entanto, quando a sua nova família precisa de si, ele parte em seu auxílio.

A autora conseguiu juntar vários pontos que enriqueceram o livro sobremaneira: a vertente histórica que é riquíssima, o romance de Daniel e Mariana (com traições, alianças e novos sentimentos para apimentar a relação), a amizade de Mariana com Zé, a relação turbulenta de Mariana com D. Sofia (a forma como a relação evoluiu é brilhante). As duas situações dos partos revelam a capacidade da autora de, em momentos dramáticos, trazer humor e aligeirar os nervos dos leitores. E, claro, o que aconteceu a Amélia... O enigma do livro.

O que não apreciei tanto, foi o aparecimento de Gustave e o impacto que terá na vida dos demais. Penso que com o Zé faria mais sentido. Quem já leu, entende o que quero dizer. Também não entendi muito bem a personagem de Maria. Entendo a sua frustração, mas achei demasiado o facto de ela se ter empenhado tanto em denegrir a imagem de Mariana (colocando até a sua vida em perigo), quando esse ódio não foi assim tão importante na narrativa ou sequer explorado. Penso que a doce Nuna não merecia um desfecho tão triste. Gostava de ter visto um final mais feliz para esta personagem tão doce e carinhosa. E, por fim, achei um pouco exagerado Daniel ter levado Isabel para a Quinta do Lordelo e ter inclusive usado Mariana para conseguir esse feito. Por mais preocupação que tivesse para com Isabel, Daniel deveria ter arranjado outra solução, pois colocou em risco a sua relação com Mariana e acho que ela não merecia tamanha humilhação.

Para finalizar este comentário, devo dizer que me orgulho por este livro ter sido escrito por uma autora portuguesa. Sem dúvida que merece ter destaque numa estante de qualquer livraria e deve ser presença obrigatória na biblioteca pessoal de todos os amantes dos livros.

Parabéns Célia Loureiro.
 
 
#3 PCCST 2014-05-26 11:13
Este é o segundo livro que leio da escritora Célia Correia Loureiro. Devo dizer que, apesar de ter gostado de ambos, este seu último romance, "Filha do Barão", ultrapassou todas as minhas expectativas. Gostei bastante deste romance histórico, carregado de emoção!
As personagens principais, Mariana e Daniel, não poderiam, a princípio, nos parecer tão diferentes um do outro e, logo à partida, o seu relacionamento estava condenado. Foi com agradável surpresa que vi o amor de ambos florescer e dar certo.
Todas as personagens estão carregadas de personalidade e foi com agrado que pude conhecer todas elas, acabando por ganhar mais afeição por umas do que por outras. O enredo sofre várias reviravoltas até ao seu final, o que faz com que proporcione várias surpresas, umas agradáveis e outras nem por isso.
A parte histórica é, no meu ponto de vista, fabulosa.
Apesar das suas 580 páginas, este livro foi terminado muito rapidamente. Deixou a curiosidade bastante aguçada, com imensa vontade de conhecer a continuação da história.
 
 
#2 Vanessa Montês 2014-03-28 15:36
Já li livros desta autora e, por isso, quando tive a oportunidade de ler o seu mais recente romance, um romance histórico (um dos meus géneros literários favoritos), não resisti. Aproveito e dou os parabéns à autora, por ter conseguido escrever um livro deste calibre. Um livro que acredito que leitores apaixonados por Philippa Gregory e até mesmo Ken Follett vão adorar. Parabéns, Célia, pelo fantástico livro e por teres conseguido ser publicada pela chancela Marcador da Presença!!

Mariana de Albuquerque é uma criança. Uma criança adorada por todos aqueles que a conhecem, excepto pela sua própria mãe que vê nela o reflexo do abandono que lhe vota D. João, o seu marido e pai de Mariana. Um homem que vê na filha o anjo da sua vida, liga-lhe toda a importância e chega a ignorar a mãe de Mariana de uma forma que pode ser considerada cruel. D. João é um homem no final da vida que teve o azar de contrair uma doença pulmonar, cujo único destino é a morte lenta e desconfortável. Mariana adora o pai, mas acaba por fazer o que este lhe pede: ir para o Porto conhecer Daniel Turner, um grande amigo e confidente do pai, com quem este decide casá-la.

Daniel Turner não quer casar. Já está apaixonado por outra mulher e não a quer abandonar. Mas, como homem de princípios e de palavra, quando D. João lhe fala dos seus planos para o casar com a sua filha, não consegue dizer que não. Deve tudo o que conseguira na vida a esta grande personalidade e, além disso, sabe que o título de D. João lhe poderá abrir inúmeras portas. Portas essas que o poderão ajudar, e muito, a aumentar a sua fortuna recém adquirida. Embora aceite essa combinação, Daniel não tem desejo algum de casar com a rapariga. Uma rapariga com menos de metade da sua idade, que demonstra no olhar que não gosta dele e que não compreende como o seu pai pode gostar. Mas o país está em perigo de entrar para a guerra e as coisas pioram. Os portugueses já estavam em má situação económica e a ameaça de guerra só vem piorar essa situação e a vida de muitas pessoas, entre as quais Daniel e Mariana.

Devo dizer que adorei este livro. Admito que as primeiras 100 páginas foram difíceis de ultrapassar. Eram as apresentações das personagens, o porquê de estas serem como eram e a sua bagagem emocional, o que acabou por nos ajudar a compreender muitos atos das personagens no decorrer da ação. Mas, após essas apresentações, apaixonei-me pela leitura e não conseguia largar o livro por muito tempo. A personagem de Mariana chegou a baralhar-me imenso, mas um dos sentimentos que mais me despertou foi pena. Uma criança caída num fogo cruzado. Uma criança que é obrigada a casar com um homem que despreza, mas que acaba por ser na companhia deste que descobre a sua recém adquirida maturidade. Um espírito livre, com ideias demasiado evoluídas para a sua época, sendo considerada por muito uma pessoa louca e selvagem.

Daniel é um homem que acaba por descobrir na mulher com quem casara tudo o que queria, embora inicialmente não tenha desejado o casamento. É um homem com honra, que luta do lado dos portugueses para salvar a sua família e todos aqueles que são importantes para si, embora sinta imensas saudades de casa e dessas pessoas importantes.

O livro centra-se nestas duas personagens, especialmente Mariana (não fosse o título do livro "A Filha do Barão"), mas tem inúmeras personagens secundárias que fazem deste livro o que ele é. Zé, um rapaz que trabalha com o seu pai para ajudar nas lidas da casa onde Mariana e o marido vão morar, um rapaz que nos faz vislumbrar a verdadeira natureza de Mariana; Gustave, um homem que aparece na vida também de Mariana vindo do nada; Nuna, a criada que ajudara a mãe de Mariana a dar à luz e que tratava Mariana como um verdadeira filha; Elizabeth, uma mulher que já existia na vida de Daniel antes de este conhecer Mariana e que nos demonstra como este consegue ser um bom homem, e até mesmo como Mariana consegue ver para além do ódio.

Um livro que me surpreendeu imenso e cujo final me deixou imensamente curiosa com o próximo volume. Afinal de contas, a autora deixou-nos perante uma verdadeira revelação no fim do livro. Recomendo a todos, um livro muitíssimo bom e, o que é melhor..., de uma autora nacional!!
 

Tem de iniciar sessão para submeter o seu comentário.

Últimas Opiniões

  • A Ilustre Casa de Ramires
    NOTA: Este comentário contém spoilers (*** não leia se pretender ainda ler o livro ***) Após 2 ou ...
  • 28.06.2020 09:42
  • Imortal (José Rodrigues dos Santos)
    Acabei (finalmente) de ler o mais recente livro de José Rodrigues dos Santos - Imortal que trata de um ...
  • 01.06.2020 23:30
  • O Túmulo do Mestre
    Ótimo livro para se ler num fim de semana! Li-o em duas tardes. Os capítulos não são grandes, pelo ...
  • 19.04.2020 19:03

Últimos Tópicos

    • Navia
    • Navia, nascida no ano 410 D.C, época em que a Lusitânia encontra-se instável...
    • há 4 dias 18 horas
    • Navia
    • Navia Navia, nascida no ano 410 D.C, época em que a Lusitânia encontra-se...
    • há 4 dias 18 horas

Uma Pequena Palavra...

"Não ler, pensei, era como fechar os olhos, fechar os ouvidos, perder sentidos. As pessoas que não liam não tinham sentidos. Andavam como sem ver, sem ouvir, sem falar."
Valter Hugo Mãe in Desumanização