A Filha do Regedor

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Autor: Andrea Vitali
Edição: Mar/2010
Páginas: 352
Editor: Porto Editora

Um romance satírico sobre o quotidiano de um dos períodos mais conturbados da História de Itália. Prémio Bancarella 2006.

1931. Enquanto a Itália dá os primeiros passos no fascismo, uma pequena cidade situada nas margens do lago de Como está em polvorosa.
Agostino Meccia, o regedor de Bellano, está determinado a implementar na localidade um projecto ambicioso: uma linha de hidroaviões que ligará Como, Lugano e Bellano. O empreendimento dará prestígio à sua administração, atrairá uma multidão de turistas e fará a inveja dos municípios vizinhos. Uma ideia brilhante... não fosse um problema de tesouraria. Porém, contra todas as contestações, Agostino Meccia não se coíbe de exercer o seu poder totalitário, recorrendo aos fundos reservados do município para levar os seus planos avante. Tudo parece estar a correr-lhe de feição, até que as complicações começam a surgir...
Por outro lado, a súbita paixão entre a sua filha, a jovem Renata, e Vittorio, o filho do padeiro Barbieri, ameaça trazer a lume um segredo que porá em causa a honra de ambas as famílias.
Entre escândalos e intrigas, paixões e fraquezas, Andrea Vitali faz desfilar diante do leitor uma miríade de personagens de opereta que compõem este retrato picaresco e absorvente da Itália dos anos 30.

Autor:
Andrea Vitali nasceu em 1956, em Bellano, na margem oriental do lago de Como, onde ainda hoje trabalha como médico. O seu primeiro romance, Il Procuratore, apareceu em 1990. Publicou a partir daí numerosas obras, que o tornaram extremamente popular e lhe valeram variados prémios, entre eles o Grizane Cavour e o Bancarella. Em 2008 foi-lhe atribuído, como reconhecimento por toda a sua obra, o prémio literário Boccaccio. Os seus livros estão traduzidos em dez países, mas nunca havia sido traduzido em Portugal. É um autor que lembra muito a época do neo-realismo italiano, já que retrata na perfeição a vida do dia a dia.
Consulte a sua página pessoal aqui.

Comentários  

 
#3 Helena 2010-08-02 22:39
Não é um livro marcante, mas ainda assim é um bom romance.
Uma leitura um tanto complicada, com os "saltos" temporais e de personagem que obrigam a manter a concentração para compreender o interessante desenvolvimento em torno da Filha do Regedor, o que por si só é aliciante o bastante e justifica ler este livro.
 
 
#2 Tanea Lopes Costa 2010-05-16 21:59
Confesso que este livro não me entusiasmou muito. O início promete, mas depois a história não nos envolve. Por vezes, torna-se confusa com tantos personagens e saltos no tempo e parece que estamos perdidos no meio do livro.

Não deixa de ser uma leitura diferente, divertida... mas falta-lhe muito para o considerar um livro inesquecível.
 
 
#1 fernanda carvalho 2010-04-13 12:40
O livro começa assim:
«Mercede Vitali, da loja de miudezas homónima situada em Bellano na via Balbiani, número 27, era uma delambida escanzelada.
Solteira.
Virgem.
Vegetariana.
Tinha quarenta anos.
Há vinte que não perdia a primeira missa da manhã.
Rezava, e depois ía vender cuecas.»

Claro está que esta introdução me despertou a atenção. Quanto mais não fosse prometia ser uma leitura pitoresca.
E na verdade o tipo de escrita, curto e rápido, levou-me em passo de corrida pela mão até que quando me apercebi me encontrava a meio do livro e no meio de uma tremenda confusão de personagens, envolvidas numa teia de intrigas tal, que nem eu conseguia perceber exactamente onde começava uma e terminava a outra.
(Só me lembro te ter lido um livro deste género, o “Coca-Cola Killer” de Antonio Victorino D'Almeida, que é sem dúvida um livro a não perder!).
Em relação a este livro, acho que tem bastante potencial para ser adaptado ao teatro ou ao cinema, no entanto, sinto que lhe falta qualquer coisa. Talvez organização, não sei. Senti muitas vezes que a história se atrapalhava a ela própria, e os inadvertidos saltos no tempo também não ajudaram.
Apesar de ter sido uma leitura diferente e divertida, não me parece que vá pegar noutros títulos deste autor tão cedo.
 

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"Era uma vez uma mulher cujo ofício era contar histórias. Andava por todo o lado oferecendo a sua mercadoria, relatos de aventuras, de suspense, de horror ou de luxúria, tudo a um preço justo. Num meio dia de agosto encontrava-se no centro de uma praça quando viu avançar na sua direção um homem (...) És tu a que conta histórias?, perguntou o estrangeiro. (...) Então vende-me um passado, porque o meu está cheio de sangue e de lamentos e não me serve para percorrer a vida."
Isabel Allende
in Eva Luna