A Fotografia do Morto

 

 

  

 

Autor: San-Antonio (Frédéric Dard)
Editora: Quinto Selo
Código: 978-989-6130-89-3
Última Edição: Fevereiro 2009
N.º de Páginas: 208
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 12 × 19
 
Colecção «Os Falcões»

«Naquela manhã, Bérurier estava com cara de caso. As suas pálpebras estavam tão inchadas como as malas de um embaixador no momento de uma ruptura diplomática e com a camada de melancolia que lhe cobria o rosto seria possível alcatroar de novo a Nacional 7.
Contudo, ao apertar-me a mão com as suas cinco salsichas aristocráticas, diz-me esta frase surpreendente:
– Vais-te fartar de rir!»

E, de facto, «fartar de rir» ilustra bem o tom deste livro policial irónico, cujo enredo começa com a fotografia de um morto. Seguindo a pista desta fotografia, o detective mais cínico e descarado do panorama gaulês San-Antonio e o seu inseparável adjunto Bérurier descobrem uma trama de espionagem internacional que envolve comunistas e as pesquisas de um cientista dinamarquês na criação de um explosivo infalível.

Mas o melhor é devorar este livro da primeira à última página e descobrir por si o universo peculiar de San-Antonio!

Sobre o Autor:

Frédéric Dard nasceu em Bourgoin-Jallieu, França, em Junho de 1921. Filho de uma família de trabalhadores, foi educado pela sua avó, na qual se inspirou para criar a personagem de Félicie, a mãe de San-Antonio. “Tudo o que sei foi ela que me ensinou, foi ela quem me transmitiu o gosto pela leitura”, costumava dizer. Após a crise económica dos anos 30, a empresa familiar vai a falência e Frédéric assiste ao espectáculo humilhante da venda da casa familiar e da mobília, o que o marcará eternamente. A sua família vai viver para Lyon e é nessa cidade que Frédéric começa a trabalhar como jornalista e escreve as suas primeiras obras, onde se percebe a influência de Georges Simenon e de Céline, mostrando um dom de expressão notável. Casado e jovem pai de família, troca Lyon por Paris, onde publica o primeiro romance assinado como San-Antonio sem grande sucesso. Mas insiste e conquista rapidamente o favor de um grande público que se deleita ao ritmo de três a cinco obras de San-Antonio por ano, sem contar os livros publicados com o seu verdadeiro nome e com pseudónimos. Frédéric Dard morreu a 6 de Junho de 2000, em Bonnefontaine, na Suíça. O seu corpo descansa, seguindo a suas últimas vontades, no cemitério de Saint-Chef, aldeia onde gostava de “ir buscar forças” para festejar.

3 comentários
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Comentários

  • Sebastião Barata

    Maio 26, 2009 às 12:48
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    Um policial ligeiroUma aventura policial que se lê bem e dispõe bem.Este livro pertence a conjunto que Frédéric Dard começou a publicar há 50 anos com o pseudónimo de San-Antonio. San-Antonio é um comissário que se envolve nas mais estranhas investigações policiais, sempre acompanhado do seu inseparável adjunto, o caricato Bérurier. Ao que parece, os livros de San-Antonio são muito populares em França. Se "O Quinto Selo" continuar a publicar mais aventuras desta série, serão, certamente, também muito populares em Portugal.Frédéric Dard faleceu no ano de 2000 com 79 anos de idade e é autor de 330 livros.

  • Roberta Gonçalves

    Abril 17, 2009 às 12:32
    Responder

    Adorei!Li-o nem serão e diverti-me imenso. Aquele Vais-te fartar de rir!" é mesmo verdadeiro!Fez-me lembrar aquelas series policias mais antigas em que os policias e detectives passavam pelas mais diversas peripécias antes de solucionar os casos!Adorei a personagem de Bérurier, era perito em meter-se em problemas ;-)

  • Fátima Rodrigues

    Fevereiro 17, 2009 às 20:11
    Responder

    Este livro lê-se num ápice. Acho o estilo parecido com o do Mário Zambujal, leve e divertido, cheio de linguagem popular e personagens caricatas e onde tudo pode acontecer.Acabamos por nos rir com imensas expressões que aparecem, como "o mar está tão bravo que as sardinhas devem estar enjoadas", entre tantas outras.Tudo começa com uma máquina fotográfica, comprada na feira da ladra, por um polícia poupadinho, como prenda de casamento para o sobrinho, um ex pugilista, e que ele finge ter comprado numa loja conhecida, mas que afinal, como onoivo descobre, tem um rolo já usado no interior e que, […] Ler Mais...Este livro lê-se num ápice. Acho o estilo parecido com o do Mário Zambujal, leve e divertido, cheio de linguagem popular e personagens caricatas e onde tudo pode acontecer.Acabamos por nos rir com imensas expressões que aparecem, como "o mar está tão bravo que as sardinhas devem estar enjoadas", entre tantas outras.Tudo começa com uma máquina fotográfica, comprada na feira da ladra, por um polícia poupadinho, como prenda de casamento para o sobrinho, um ex pugilista, e que ele finge ter comprado numa loja conhecida, mas que afinal, como onoivo descobre, tem um rolo já usado no interior e que, um outro polícia amigo, por curiosidade, acaba por revelar e descobrir a dita foto do presumivel morto. Mas será assim mesmo?O San-Antonio, comissário e personagem central na história, assume o polícia convencido que é bom e herói. Pelo que percebi, este livro é um no meio de muitos com as aventuras do San-Antonio. Read Less

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