Participe nos nossos fantásticos passatempos e habilite-se a ganhar um exemplar dos livros "O Gosto Proibido do Gengibre" ou "As Coisas Que Te Caem Dos Olhos". Para mais informações clique aqui.
| A Guerra e a Paz |
| Quinta, 19 Novembro 2009 22:00 | |||
![]() Autor: José-Augusto França Páginas: 464 Colecção: Grandes Narrativas (Nº 452) Editora: Editorial Presença Depois de Ricardo Coração de Leão e de João sem Terra, que são «Duas Vidas Portuguesas» (2007 e 2008), José-Augusto França apresenta um romance histórico que o não é, mas sim na realidade um romance dos tempos que atravessa – os anos 40 portugueses e franceses da ocupação alemã, os anos 60 lisboetas das revoltas estudantis e 70, da revolução. Trazido aos anos 90 vividos numa velha casa do Anjou, A Guerra e a Paz é um romance de memórias e dúvidas, amores e desamores do nosso tempo. Como outrora se dizia, trata-se de «destinos individuais inscritos no contexto histórico». Autor: José-Augusto França é historiador, crítico de arte e Professor Catedrático Jubilado da Universidade Nova de Lisboa. Obteve os graus de Doutor em História e em Letras e Ciências Humanas na Sorbonne, em França. É autor de um vasto número de obras, tanto no domínio da História de Arte como da ficção.
|
|||
| Actualizado em Sexta, 08 Janeiro 2010 22:21 |
Os nossos Passatempos têm o prestimoso contributo das Editoras que colaboram connosco.
Para ver os resultados dos passatempos mais recentes clique aqui.
| Re:Destak da semana 14 a 20 pedsimpson 18.5.2012 1:58 |
| Re:Irmã sofig 17.5.2012 23:59 |
| Re:Troca/venda de livros ACTUALIZADO! Júlia 17.5.2012 23:37 |
| Re:As nossas wishlists... Júlia 17.5.2012 23:29 |
| Re:Destak da semana 14 a 20 wasp 17.5.2012 23:00 |
Comentários
Partindo da situação actual (nos finais do século XX) de Louise , mais conhecida por Madame de Castro, viúva de Timóteo de Castro Magalhães, um antigo diplomata do tempo de Salazar, e de André, seu enteado, o autor narra-nos a história de Portugal e da Europa, no tempo do Estado Novo, desde a ascensão de Salazar ao poder até à Revolução do 25 de Abril. Para construir as personagens, faz flashbacks ao século XIX e mostra os seus antepassados e os acontecimentos que levaram à situação actual. Mostra também as consequências do advento do regime democrático para as personagens que compõem o núcleo central do livro.
Numa trama bem construída, vemos surgir as diversas personagens, num encadeamento lógico, que não nos deixa perder o fio da história, apesar da densidade da narrativa. O autor apresenta-nos uma profusão de acontecimentos, lugares e personalidades, que apelam à cultura geral do leitor. Através do diálogo das personagens, discute e analisa, com alguma profundidade, obras de arte, livros e autores clássicos, composições musicais e teatrais, episódios da história dos últimos séculos.
Não é propriamente um romance histórico, mas é uma obra de interesse cultural, que agrada a quem se interessa pelo passado recente do nosso país e deseja ter mais um ângulo de visão sobre o regime salazarista.
Não resisto a uma citação: "Se tivesse que escrever esta história toda, André havia de lhe fazer muitos cortes de citações e nomes, para poupar a paciência do benévolo leitor..." (Pág. 376) Parece-me que o autor devia ter seguido a sua própria proposta. A redacção até é agradável, mas é um pouco prejudicada pelo excesso de nomes de pessoas, lugares, monumentos ou acontecimentos e de citações e análise de livros, óperas, peças de música, etc.
Em resumo: é um livro para pessoas instruídas, que dá gosto ler, mas se torna enfadonho para quem tenha pouca cultura geral.
Subscreva o RSS dos comentários