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| A Herança de D. Carlos |
| Sexta, 09 Abril 2010 19:51 | |||
![]() Autor: António Cândido Franco Género: Romance histórico Formato: 16X23 Cm Páginas: 446 Editora: Ésquilo O romance essencial para compreender as raízes profundas do declínio da monarquia portuguesa. Trata-se de um romance fabuloso, muito bem escrito, onde a fina ironia se alia à narrativa do declínio da monarquia portuguesa desde 1763 até à emergência da República em 1910. O leitor poderá conhecer assim todas as grandes figuras da Família Real desde o tempo do Marquês de Pombal até à biografia ímpar que trata do nosso último rei a sério: D. Carlos I. "Carlos I é a tragédia de toda uma família, uma tragédia que vem do fim do século XVIII e se prolonga até aos nossos arrabaldes. A história do nosso último rei a sério – já que Manuel II não passou duma criança que fez de conta que reinou durante dois anos – foi afinal um caso que demorou bem mais de cem anos a germinar e a desenvolver. Que desmedido ventre o trouxe ao mundo! Em vez de nove meses, noventa anos de gestação. É caso muito sério. E é por ser tão horrível e tão imensa, que uma tal tragédia nos parece tão estupenda. Sem conhecermos os avós, nunca perceberemos o neto. Carlos em si é um enigma, uma bola opaca e pesada de carne ou de sebo, avessa ao mais penetrante olhar, mas visto à luz dos hábitos e das histórias dos seus antepassados faz-se claro, fácil, transparente. Este ser que viveu quarenta e quatro anos pode ter sido reservado como um tímido, fechado como um oráculo e desconhecido como um estrangeiro mas o seu passado faz dele um ser tão previsível e tão esperado como um hábito repetido; na sua figura e na sua história vieram afinal cruzar-se com a máxima força e crueza todas as virtudes e todas as taras que encontramos dispersas e desencontradas nos seus antepassados mais próximos." António Cândido Franco in "Abertura" Autor: António Cândido Franco nasceu em 1956, Lisboa. Fez um doutoramento em Literatura Portuguesa e uma agregação em Cultura Portuguesa. Os seus escritos sobre a História de Portugal tomam como ponto de partida os cruzamentos ou as parecenças entre a História e a Lenda. Reclama para a História, na linha de Fiama Hasse Pais de Brandão, o direito à alucinação, pois uma História sem a teatralidade do imaginário não está viva nem é real. É também autor das obras A Rainha Morta e o Rei Saudade, Viagem a Pascoaes e A Saga do Rei Menino, todas publicadas pela Ésquilo.
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| Actualizado em Segunda, 14 Junho 2010 22:02 |
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Comentários
Sempre num estilo muito original com uma ironia que eu apreciei francamente. Muito bom.
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