A Hora da Partida - Angola 1974-1975

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Autora:
Catarina Canelas
Fotografia: Alfredo Cunha
Género: Memórias
Edição: Abr/2017
Páginas: 192
ISBN: 9789898816566
Editora: Verso de Kapa

 

 

Este livro relata o maior êxodo de portugueses e uma das mais impressionantes fugas da história mundial. Entre 1974 e 1975, mais de meio milhão de pessoas que viviam nas ex-colónias portuguesas deixaram tudo para fugir à guerra. Para trás ficaram as casas, os bens, os empregos, os animais, os sonhos e, para muitos, até a família. A maioria veio de Angola, na ponte aérea criada para esse efeito, uma das maiores de sempre. Muitos outros fizeram-se ao mar, de traineira, até Portugal ou ao Brasil, ou, em caravanas automóveis, desafiaram o calor e o pó do deserto da atual Namíbia.

Alguns atravessaram um dos locais mais inóspitos de África, a Costa dos Esqueletos. Há mais de 40 anos, a esta hora, muitos portugueses, já com o rótulo de «retornados», lutavam pela sobrevivência e pela reconstrução de uma nova vida em Portugal. São os intensos relatos de todas estas vivências, contados na primeira pessoa, que foram resgatados para este livro.

Autora:

Catarina Canelas nasceu em Lamego, em 1979. Estudou Comunicação Social na Universidade do Minho e iniciou-se no jornalismo em 2003, na TVI. Em 2005, a curiosidade pelo Oriente levou-a até Macau, onde foi jornalista na TDM - Rádio Macau durante quase três anos. Durante esta estada pela Ásia, fez também reportagem na Malásia e viajou pela China, Birmânia, Tailândia, Singapura, Índia e Japão. De regresso a Portugal, voltou a trabalhar para a TVI, sobretudo em temas de relevância social e tem-se dedicado também à grande reportagem. É autora das reportagens «Um Lar Debaixo da Ponte», premiado com menção honrosa pela AMI, «A Senhora Dança?» e «O Lugar Onde Eu Fiquei».

Autor:

Alfredo de Almeida Coelho da Cunha nasceu em Celorico da Beira em 1953. Começou a carreira profissional ligado à publicidade e fotografia comercial em 1970. Tornou-se colaborador do jornal Notícias da Amadora em 1971. Ingressou nos quadros do jornal O Século e O Século Ilustrado, na Agência Noticiosa Portuguesa - ANOP e nas agências Notícias de Portugal e Lusa.
Foi fotógrafo oficial do Presidente da República António Ramalho Eanes, entre 1976 e 1978. Em 1985 foi designado fotógrafo oficial do Presidente da República Mário Soares, cargo que exerceu até 1996. Foi editor de fotografia no jornal Público entre 1989 e 1997, altura em que integrou o Grupo Edipress como editor fotográfico. Em 2000, tornou-se fotógrafo da revista Focus. Em 2002, colaborou com Ana Sousa Dias no programa Por Outro Lado, da RTP2. Entre 2003 e 2012, foi editor fotográfico do Jornal de Notícias e diretor de fotografia da agência Global Imagens. Atualmente, trabalha como freelancer e desenvolve vários projetos editoriais. A sua primeira grande reportagem foi sobre os acontecimentos do dia 25 de abril de 1974.
Alfredo Cunha recebeu diversas distinções e homenagens, destacando-se a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1995) e as menções honrosas atribuídas no Euro Press Photo 1994 e no Prémio Fotojornalismo Visão|BES 2007 e 2008. Realizou várias exposições individuais e coletivas de fotografia, como Da Descolonização à Cooperação (1983) e Portugal Livre (1974).
Das dezenas de livros de fotografia que já publicou destacam-se Raízes da Nossa Força, Vidas Alheias, Disparos, Naquele Tempo, O Melhor Café, Porto de Mar, 77 Fotografias e um Retrato, Cidade das Pontes, Cuidado com as Crianças, A Cortina dos Dias, Os Rapazes dos Tanques, Toda a Esperança do Mundo, Felicidade e Fátima - Enquanto Houver Portugueses.

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