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| A Ilha do Final do Tempo |
| Terça, 20 Abril 2010 00:35 | |||
![]() Autor: Javier González Edição: Abr/2010 Páginas: 320 Formato: 16 x 23 cm Editora: Saída de Emergência A lenda de Borondón, relata a existência de uma misteriosa ilha no Atlântico, que aparece ao longo dos séculos. Esta ilha está cartografada por famosos navegantes e o seu testemunho mais recente é uma fotografia publicada no ano de 1958. Diz quem a viu que é o paraíso na terra. Nas ruínas da Igreja de uma pacata vila, descobrem-se três objectos que haviam sido emparedados, talvez para nunca mais serem encontrados: uma pena, os restos mortais de um monge, e um manuscrito de nome Navigatio. Alejandra, uma bela médica forense encarregada da autópsia dos restos mortais do monge, e o historiador Sebastian Cameron, ver-se-ão envolvidos numa investigação complexa e que pode mudar as suas vidas, a nossa história, e o conceito que temos do tempo. Mas terão que repetir a lendária viagem que os monges realizaram há 1500 anos, e descobrir que no meio do Oceano Atlântico, por trás da névoa, se escondem as respostas há muitos séculos esquecidas pelo homem. Na Ilha do Final do Tempo. Autor: Nascido em Madrid em 1958, Javier González licenciou-se em Direito na Universidade Complutense e exerceu advocacia até 1986, ano em que começou a trabalhar no sector publicitário. Actualmente é director geral da agência de publicidade madrilena Solución. Autor de Un dia de gloria (Ediciones del Bronce, 2001), com o seu segundo romance, La quinta corona (Plaza & Janés, 2006), obteve um grande êxito de vendas a nível internacional e foi editado em 7 países. Os direitos de A Ilha do Final do Tempo foram vendidos na Polónia, Holanda, Grécia e Roménia, mesmo antes da sua publicação em Espanha.
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| Actualizado em Segunda, 14 Junho 2010 22:04 |
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Comentários
Não é um livro simples, nem uma história simples. Apesar da sua extensão, a acção desenrola-se muito rapidamente e entram muitos personagens secundários importantes para a história. Aliás, penso que a acção e a passagem dos personagens são rápidas demais, quase não dando tempo ao leitor para entender a mudança de contexto, conhecer as personagens e entender a relação entre elas, obrigando assim o leitor, muitas vezes, a voltar atrás na leitura, para entender a sucessão dos acontecimentos, o que, por vezes, se torna um pouco cansativo.
No entanto, o livro tem uma história muito interessante e muito rica, que vale a pena explorar. O ponto central da história é uma ilha mítica chamada San Borondón que, apesar de se encontrar em alguns mapas, nunca foi encontrada na actualidade, nem existem provas da sua existência. A narrativa é assim muito interessante, inteligente e com muitos pontos culturais curiosos. É pena não ter sido um pouco mais desenvolvida. Mas é, sem dúvida, um livro que vale a pena ler.
No entanto, o final é deixado em aberto, não sei se por o autor pensar dar-lhe continuação ou para deixar o desfecho à imaginação do leitor. Mas é uma pena esta história não ter um final mais sólido.
Uma história complexa que segue rumos inesperados, cruza vários géneros literários, com recurso a dados históricos, míticos e lendas.
Numa Igreja, aparecem três objectos que estavam emparedados. Para resolver o mistério, chamam um historiador americano, Sebastian Cameron. Este, com a ajuda de uma médica e de uma estudante, vai descobrir o maior mistério de todos os tempos.
Este livro tem de tudo para nos deixar completamente envolvidos: mistério, humor e personagens completamente cativantes.
Tem uma escrita muito divertida e realista, com frases que nos fica na memória. O resultado é um mistério, tipo Indiana Jones, mas com menos acção, com um personagem principal, charmoso, mulherengo e com humor muito próprio, que nos fascina.
O único senão neste livro é que o final poderia ter sido mais empolgante, os elementos estavam todos lá, soube a pouco.
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