A Imperatriz que veio de Portugal

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Autora: Mercedes Balsemão
Edição: Abr/2013
Páginas: 256 + 8 Extratextos
ISBN: 9789896264666
Editora: Esfera dos Livros

 

 


Isabel concretizava o sonho porque esperara toda a sua vida. Na alegre e imponente cidade de Sevilha, a infanta portuguesa, filha de D. Manuel I, viu pela primeira vez o seu marido. Carlos V, rei da Hispânia e imperador do Sacro Império Romano-Germânico, o soberano mais poderoso de toda a Cristandade. O amor nasceu naquele mesmo instante e durou toda a sua vida, até a morte a arrebatar, sem piedade, com apenas 36 anos depois de mais um acesso de febre, consequência de um último parto mal sucedido.

Carlos V não escondeu a dor da sua perda. Não voltaria a casar, abdicando da Coroa de Castela para seu filho. Aclamada por todos como a mulher mais bela da sua época, Isabel exerceu na perfeição a sua função de rainha, mulher e mãe. Foi regente de Castela durante as prolongadas ausências do marido pela Europa, mostrando inteligência e perspicácia na resolução das questões do reino. Culta, musa de poetas e pintores desenvolveu uma intensa atividade cultural na corte. Engravidou seis vezes, tendo apenas sobrevivido três dos seus filhos. O mais velho, único varão, assumiria o trono de Castela como Filipe II, Filipe I de Portugal. Na sua primeira incursão pela escrita de romances, e depois de uma exaustiva pesquisa, Mercedes Balsemão traça-nos o retrato desta magnífica infanta portuguesa, mulher do Renascimento. Na Europa do século XVI, palco de batalhas, guerra, alianças e traições, em plena reforma religiosa, D. Isabel tornou-se numa protagonista do seu tempo.

Autora:

Mercedes Balsemão nasceu em Lisboa e licenciou-se em Ciências Sociais, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas. Apaixonada por História, chegou a frequentar o curso de História da Universidade Aberta. Traduziu várias obras, entre elas, A Praça do Diamante, da escritora catalã, Mercê Rodoreda. Até agora escreveu contos em obras coletivas. A Imperatriz que veio de Portugal é o seu primeiro romance.

Comentários  

 
#1 Liliana Patrícia Pereira Pinto 2013-05-28 01:11
Existem momentos em que nos deparamos com livros que nos fazem sonhar e que nos transportam para outros tempos e outras terras. Foi o que aconteceu com "A Imperatriz que veio de Portugal".

Para começar tem uma capa maravilhosa! As cores são chamativas, o que torna a leitura deste livro ainda mais apelativa.

Quando iniciamos o livro, é-nos dada a conhecer a personagem principal, Isabel, já no seu leito de morte. Confundiu-me um pouco, porque não estou habituada a começar pelo fim. Mas, com o decorrer da leitura, fui ficando cada vez mais maravilhada com este mulher de que tão pouco se fala. E eu, tenho de admitir, pouco sabia sobre ela. Talvez por ser mãe do rei que uniu Portugal e Espanha. Esta rainha-imperatr iz mostrou ao mundo que era possível existir casamentos com amor, casamentos felizes, mesmo com enormes ausências.
Mercedes Balsemão mostra-nos que Isabel era uma pessoa humilde, com bom coração e que não se incluía nas intrigas que circulavam pela corte naqueles tempos.
Existiram certos momentos em que eu desejei um final feliz para esta mulher que tanto deu ao país vizinho. Mas, sendo este livro baseado numa história real, esse final feliz era quase impossível de concretizar.

Como ponto negativo, quero só apresentar dois aspectos: os capítulos poderiam estar assinalados com datas. Por vezes, tornava-se difícil enquadrar-me na acção. Só o conseguia fazer com o nascimento ou morte dos filhos. O outro aspecto, que se liga com a ausência das datas, é a falta de coerência, pelo menos numa parte do livro. Nas páginas iniciais, temos a árvore genealógica de Isabel e, lá, a data de nascimento da sua filha Joana é em 1537. Mas, no decorrer do livro, aquando do nascimento da mesma, é-nos apresentada uma carta de Carlos V datada de 1535, em que dá os parabéns a D.Isabel pelo nascimento da filha. Então? Em que ficamos? 1535 ou 1537? Fiquei na dúvida.

Mas, tirando estes aspectos, só posso dizer que adorei este livro, e que esta é uma escritora a seguir!
 

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"Algumas obras morrem porque nada valem; estas, por morrerem logo, são natimortas. Outras têm o dia breve que lhes confere a sua expressão de um estado de espírito passageiro ou de uma moda da sociedade; morrem na infância. Outras, de maior escopo, coexistem com uma época inteira do país, em cuja língua foram escritas, e, passada essa época, elas também passam; morrem na puberdade da fama e não alcançam mais do que a adolescência na vida perene da glória. Outras ainda, como exprimem coisas fundamentais da mentalidade do seu país, ou da civilização, a que ele pertence, duram tanto quanto dura aquela civilização; essas alcançam a idade adulta da glória universal. Mas outras duram além da civilização, cujos sentimentos expressam. Essas atingem aquela maturidade de vida que é tão mortal como os Deuses, que começam mas não acabam, como acontece com o Tempo."
Fernando Pessoa, in Heróstrato