A Lista da Nossa Mãe

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Autor: St John Greene
Edição: Out/2012
Páginas: 360
ISBN: 9789896681654
Editora: Vogais

 

 

 

Lições de vida para o marido e os filhos que ficaram para trás
Kate Greene tinha tudo para ser feliz: um marido carinhoso e apaixonado, um filho com quase dois anos e um segundo a caminho. Mas, num ápice, a sua vida desmoronou-se: ao ser diagnosticado um cancro raríssimo ao primeiro filho (6% de hipóteses de sobrevivência), Kate entrou em trabalho de parto prematuramente. Contra todas as expectativas, as duas crianças sobreviveram e a família respirou de alívio. Até que, apenas algumas semanas depois, Kate descobriu que também ela adoecera, com um cancro da mama incurável.

Nos últimos dias, Kate registou numa lista tudo o que gostaria que o marido, St John, fizesse depois da sua morte para que os filhos, Reef e Finn, tivessem uma vida feliz. Sabendo que não sobreviveria, ela anotou os seus pensamentos, sonhos e desejos, oferecendo à família o porto seguro onde encontrariam a força e inspiração para enfrentar o futuro.
Este livro é o relato comovedor de como a lista de Kate ajudou a família a ultrapassar a dor e a construir uma nova vida, mantendo a mãe sempre viva na memória.

Autor:

St John Greene cresceu no sudoeste de Inglaterra, onde conheceu o grande amor da sua vida, Kate. Paramédico de formação, St John, conhecido pelos seus amigos e familiares como Singe, fundou a Training Saints, empresa através da qual inicia jovens e crianças em vários desportos radicais.
Desde a morte da mulher, Singe tem-se dedicado a cumprir a lista que Kate escreveu para si e para os seus dois filhos, Reef e Finn. No tempo livre, ensina-lhes tudo o que adorava fazer com Kate: navegar à vela, fazer mergulho e andar de mota de água e lancha rápida perto da sua casa, em Sommerset.
Lançado em março deste ano em Inglaterra, A Lista da Nossa Mãe rapidamente saltou para os top’s de venda. Uma história verídica, de ler até às lágrimas, que tinha de ser partilhada com o mundo.
Com o dinheiro que St John recebeu da Penguin Books  pela publicação da história, alguns dos desejos de Kate tornaram-se mais fáceis de concretizar. Desde visitar as pirâmides do Egito, a fazer mergulho no Mar Vermelho, St John, Reef e Finn têm honrado as vontades da mãe.
Mas existe um desejo que St John ainda não se sente preparado para realizar. E quem sabe, nunca o fará: encontrar uma pessoa para ficar ao seu lado, de forma a que Reef e Finn possam crescer com uma presença feminina. Mas alma gémea só há uma...

Veja o booktrailer deste livro aqui:

Comentários  

 
#5 Vera Neves 2014-04-04 09:55
Já há muito tempo que queria ler este "A Lista da Nossa Mãe". Achei que ia ser uma leitura que me faria reflectir e que me ia ensinar algo, e assim foi. É comovente sem ser lamechas, faz-nos pensar e reflectir nas nossas acções e, acima de tudo, faz-nos querer reforçar laços, fazer listas e ter recordações que comprovem a nossa felicidade na terra, com a nossa família e os nossos filhos. Nunca se sabe o que o amanhã nos reserva. Por isso, devemos viver este dia como se fosse o último.

Kate é uma inspiração para qualquer pessoa. Amava a vida, viveu experiências em poucos anos que muita gente não vive em décadas. Construiu uma família e foi posta à prova de formas terríveis. O seu filho teve um cancro raríssimo com uma percentagem de 6% de sobrevivência e ele sobreviveu. Engravidou sem querer, enquanto o seu filho estava a fazer tratamentos terríveis, e o stress e o sofrimento da situação fizeram com que o seu novo filho nascesse mais cedo, ficando em risco de vida. Mas ela sobreviveu a tudo com uma força e garra invejáveis e de cabeça erguida. Até descobrir que também ela tinha um cancro.

Este livro foi escrito pelo marido de Kate. Aqui, ele conta-nos, além da parte triste, pois Kate não venceu a luta contra o cancro, a forma como se conheceram e Kate lutou pela relação deles, pois os pais não a aceitavam. Conta-nos as viagens maravilhosas que ambos fizeram pelo mundo, as experiências radicais que realizaram (ambos adoravam desporto e actividades radicais), o crescimento da família e da vida em conjunto. Apesar de ter sido uma vida curta, dei por mim a pensar que Kate a viveu intensamente, que realizou muita coisa (apesar de muito mais haver para fazer) e que, apesar de tudo, morreu em paz.

Além da sua doença, ela deparou-se com a angústia de deixar o marido sozinho, perdido com dois filhos para criar. E resolveu ajudá-lo, escrevendo uma lista com indicações, sugestões e coisas que gostava que ele fizesse com eles. Essa lista ajudaria o marido a seguir em frente, a ter objectivos e linhas orientadoras e também a sair da sua dor e do seu luto. E assim foi. Kate proporcionou, indirectamente, momentos mágicos aos seus três homens e principalmente, ajudou-os a avançar.

Esta história acabou por sensibilizar a comunidade onde viviam e ganhar algum mediatismo a nível nacional. Uma história inspiradora e uma lição de vida.
 
 
#4 Maria João 2013-01-21 22:25
"Se não vives no limite és um desperdício de espaço."

"Se fores romântico tens de sê-lo com classe."

"A vida não é o número de vezes que consegues respirar num minuto, são os momentos que te tiram a respiração."

Adorei este livro. Apesar de não ser algo que comprasse, transformou o meu domingo.

Chorei, ri e reflecti. E, na verdade, não é esse o objectivo de ler??!!
 
 
#3 Catia Silva 2013-01-14 08:25
Que livro tão emotivo! Conta-nos a história verídica de como St John conseguiu seguir com a sua vida e as dos seus dois filhos, depois de ter perdido a sua alma gémea. É uma história de perdas e vitórias, de tristezas e alegrias.

Uma narrativa muito triste, porém também muito inspiradora, especialmente por vermos como uma mãe luta para que a vida dos seus rapazes possa continuar sem a sua presença.
Adorei a ideia de Kate ter escrito uma lista daquilo que gostaria que o marido fizesse e também daquilo que ela gostava, para que nunca a esqueçam e tenham algo que os guie nos momentos angustiantes depois da sua morte.
Apesar de ser uma história sobre a tristeza de ter perdido a sua esposa e mãe dos seus filhos, é também uma história inacreditável sobre o amor de um casal muito especial.
É um livro que encanta pela sua simplicidade. Temos uma história real e bem descrita que mostra a capacidade do ser humano para sobreviver e ultrapassar as dificuldades que se atravessam no seu caminho.
Gostei da forma como o marido da autora foi crescendo, evoluindo, aprendendo a confiar nos seus instintos, e de como se apercebe que também tem desejos e sonhos que quer ver realizados.

Sem dúvida um livro a não perder.
 
 
#2 Joana Cardoso 2012-12-10 23:34
Este livro conta-nos como St John conseguiu seguir com a sua vida, depois de ter perdido a sua alma gémea. É uma história de perdas e vitórias, de tristezas e alegrias.

Quando Kate descobre que está muito doente e percebe que não vai conseguir evitar a morte, por mais tratamentos e por mais que lute contra o cancro, começa a fazer uma lista daquilo que gostaria que o marido fizesse e também daquilo que ela gostava de ter feito, de maneira a que os que deixa para trás nunca se esqueçam dela e tenham algo que os guie nos momentos angustiantes depois da sua morte.

É um livro que encanta pela sua simplicidade. Conta uma história real e bem descrita que mostra a capacidade do ser humano para sobreviver e ultrapassar as dificuldade que se atravessam no seu caminho. O facto de Kate ter escrito aquela lista para várias pessoas que vão aparecendo na história, afigura-se como se fosse restringir a vida de St John e prendê-lo a um passado. No entanto, percebemos que não é isso que acontece. Efectivamente, no início, o marido parece agarrar-se a ela como um bote salva-vidas. No entanto, percebemos que é apenas uma maneira de o ajudar a seguir em frente, uma lista que lhe mostra o que realmente é importante: que as pessoas que cá ficaram bastam para nos fazer felizes e que a perda da pessoa que mais amamos não nos deixa vazios, mas nos deixa a possibilidade de amar ainda mais aqueles que nos são mais próximos e construir a nossa própria felicidade, sem estarmos dependentes de mais ninguém.

Gostei da forma como o marido da autora foi crescendo, evoluindo, aprendendo a confiar nos seus instintos, e de como se apercebeu de que também tem desejos e sonhos que quer ver realizados.

A única coisa que, às vezes, me aborrecia um pouco, era a maneira como certas informações se tornavam repetitivas e não tinham grande interesse para os acontecimentos, como o porquê de ter engordado. De resto adorei toda a história.

Sem dúvida, um livro a não perder.
 
 
+2 #1 Sónia 2012-11-21 22:26
Vivendo nós numa sociedade em que a beleza e a longevidade são altamente veneradas, haver um livro que fala sobre a morte, intrigou-me. Ainda mais me intrigou o sucesso que soube que obteve, depois de ter lido uma entrevista com o autor, marido de Kate. Mesmo sabendo que este tipo de estórias pode conter uma componente mais lamechas, coisa que, em momento algum, me agrada, decidi arriscar. E em boa hora o fiz...

O livro apresenta-se na perspectiva de Kate, uma mulher que descobre que sofre de cancro da mama e se apercebe da inevitabilidade da sua morte. Todas as emoções avassaladoras que a atacam com esta nova realidade, realidade essa que também viveu anteriormente através da doença de um filho, fazem com que lute para deixar um legado de inspirações para a sua família. Consegue-o através de uma lista que decide fazer na fase pior da sua doença. Não consigo imaginar a força que teve para o fazer, sabendo o fim que a esperava. Imagino que tenha sido um misto de conforto e frieza. Digo frieza, não com um sentido pejorativo, mas talvez porque lido muito mal com a morte e porque associo essa frieza a fortaleza. E isso é patente em toda a actividade que precedeu o aparecimento da doença. Por diversas vezes, somos levados a uns flashbacks temporais que nos permitem ver o "antes e o depois".

A frieza de que falei é levada, neste caso, mesmo à letra na pessoa do autor. Não sei se certas partes são inverossímeis (quero acreditar que sim), mas digo que me caíram mesmo mal. Só lendo ficamos a saber o sentido de união e partilha que correspondia àquele clã. Ficamos a saber como era profundo o Amor que unia aquele casal. Mesmo sendo um pedido prévio e a longo prazo, como é que um Homem que está viúvo há tão pouco tempo, equaciona logo refazer a vida com outra pessoa? Repito, mesmo sendo um pedido prévio, aquela Mulher não merecia um pensamento desses tão no imediato. Assumo-me como aquilo que chamo uma "romântica envergonhada", mas sou profundamente crente no Amor e na sua existência para além da Morte. Não acredito que tal desapareça num ápice, quando existe, e também acho que a fase tão dura que aquele casal viveu, não pode ser ultrapassada tão rapidamente. Realidade? Ficção? Não sei. Só sei que me chocou...

De qualquer forma, é um livro que vale a pena ler, guardar e que serve para beber inspiração em momentos menos bons da nossa vida. Quiçá, para reflectirmos quando nos aborrecemos com tudo, havendo casos reais de tamanha provação e dor, que nos podem fazer relativizar certas coisas a que, por vezes, infantilmente, damos importância.

É uma mensagem de Esperança e, acima de tudo, de Coragem na pessoa de Kate Greene, a quem associo e associarei sempre estas palavras de Saint-Exupéry:

Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, pois cada pessoa é única, e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo.
 

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"Acredito que, assim como na nossa vida se vão sucedendo acontecimentos de todo o tipo, também na literatura se sucedem esses acontecimentos, que são expressão do que sentimos e pensamos: a criação é a forma que temos de colocar cá fora as nossas esperanças, as nossas certezas, dúvidas, as nossas ideias."
José Saramago in A Estátua e a Pedra