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A Livraria
Sexta, 09 Setembro 2011 09:09

alivraria

Autora: Penelope Fitzgerald
Edição: Set/2011
Páginas: 174 
ISBN:·9789898452603
Editora: Clube do Autor

Inglaterra, 1959. Florence Green vive na pequena vila costeira de Hardborough, longe de tudo, e que se caracteriza precisamente por aquilo que não tem. Florence decide então, contra tudo e todos, abrir a primeira e única livraria da terra. Florence compra um edifício abandonada há anos, gasto pela humidade e com o seu próprio fantasma.

Como se não bastasse o mau estado da casa, ela terá de enfrentar as pessoas da vila que, de um modo cortês, mas inabalável, lhe demonstram a sua insatisfação com a existência da primeira livraria local. Só a sua ajudante, uma menina de dez anos, não deseja sabotar o seu negócio. Quando alguém sugere que coloque à venda a primeira edição de Lolita de Nabokov, a vila sofre um «terramoto» subtil, mas devastador. E finalmente, Florence começa a suspeitar da verdade: uma terra sem uma livraria é, muito possivelmente, uma terra que não merece qualquer livraria. A Livraria é uma obra-prima acerca do mundo dos livros, dos sonhos e das vicissitudes da vida, sob a forma de uma história envolvente e original.

 

Pequeno no número de páginas mas enorme no que à aclamação popular diz respeito, este segundo romance de Penelope Fitzgerald foi o primeiro a figurar entre os finalistas do Booker Prize. A autora venceu o prémio em 1979 com Offshore.

«Simultaneamente sábio e triste. Um livro vivamente recomendado.» Library Journal 
«A leitura deste livro é um verdadeiro prazer.» Financial Times 
«Uma narrativa maravilhosa e penetrante.» Times Literary Supplement 
«Perfeito em todos os sentidos.» Kirkus Review 
«Um livro magnífico, uma pequena jóia literária.» BBC Kaleidoscope

A Autora:
Penelope Fitzgerald é uma das mais notáveis vozes da ficção britânica. Autora tardia, publicou o primeiro livro, uma biografia sobre o pintor Edward Burne-Jones, em 1975, a que se seguiu, dois anos depois, o seu primeiro romance, quando já tinha sessenta anos.
Depois de se licenciar em Somerville College, Oxford, trabalhou na BBC; durante a guerra, foi editora de um jornal literário, geriu uma livraria e ensinou em várias escolas, incluindo uma de teatro. 
Autora de nove romances, três dos quais — A Livraria, The Beginning of Spring e The Gate of Angels — estiveram na shortlist para o Booker Prize, Fitzgerald foi finalmente distinguida com o Booker Prize em 1979, com Offshore. O seu último romance, A Flor Azul, o mais admirado de 1995, foi repetidamente eleito pela imprensa internacional como «Livro do Ano». Ganhou ainda o Circle Award, atribuído pela America’s National Book Critics, contribuindo para que se tornasse conhecida de um público mais vasto.
Reconhecida biógrafa e crítica, Penelope Fitzgerald escreveu ainda acerca da vida da poetisa Charlotte Mew e publicou a obra The Knox Brothers sobre o seu extraordinário pai — Edmund Knox, editor da revista Punch — e irmãos.
Fitzgerald faleceu em Londres em Abril de 2000, aos oitenta e três anos.

Actualizado em Segunda, 19 Março 2012 16:05
 

Comentários  

 
0 #5 Maria Manuel Sousa 14-11-2011 20:15
Este pequeno livro transporta-nos até uma vila costeira, na qual Florence Green dá asas ao seu sonho, abrindo uma livraria e despertando a vontade de ler em alguns dos seus habitantes. Não tem uma tarefa fácil, arranja amigos, mas também alguns inimigos.
Uma escrita sem floreados que, no início, se estranha (é diferente do que normalmente estamos habituados) e depois se entranha.
 
 
0 #4 Margaret Marieiro Santos 01-11-2011 16:04
Li este livro em pouco tempo, pois a história prendeu-me desde o início, com o seu realismo cativante. Esta é uma história para quem adora livros e que acredita que vale sempre a pena prosseguir os sonhos... mesmo que os resultados não sejam os esperados! Os contratempos fazem parte da vida e, afinal, o importante é arriscar e experimentar, e não ser apenas um mero espectador dos dias.
 
 
0 #3 Lídia Rumor 21-10-2011 08:42
"Um bom livro é o precioso sangue vital dum mestre, embalsamado e entesourado de propósito para uma vida para lá da vida, e como tal deverá seguramente ser um bem de primeira necessidade" Florence Green tenta perpetuar a vida dos livros e de seus autores, abrindo um livraria na sua pequena vila costeira - Hardborough, oferencendo, desta forma, um serviço que ela considera essencial. Florence demonstra uma grande coragem ao enveredar por este negócio e ao defendê-lo - reabilita uma casa antiga abandonada, faz muitos amigos, mas também inimigos e desperta nos habitantes desta pequena vila o desejo da leitura. Um livrinho encantador. Recomendo.
 
 
+1 #2 Sónia Cordeiro 25-09-2011 11:25
A abertura duma livraria, objectivo importante para Florence Green que, nos dias de hoje, parece algo bastante banal, suscita muita polémica num meio pequeno. A juntar a isto, estão os interesses de pessoas de destaque na sociedade que não vêem com bons olhos um possível derrubar dos seus próprios sonhos. A partir daí, será uma luta entre a persistência no meio da adversidade e os interesses mesquinhos de alguém que vive apenas na sombra dum nome.

Um livro muito interessante, com uma estória bastante simples e muito humana, que reflecte bem a forma como os interesses e a mesquinhez podem, por vezes, destruir todo o objectivo de uma vida. Uma estória que poderia muito bem adaptar-se aos nossos dias, se bem que a acção decorra nos anos 50... Apenas poderia ser mais extensa, uma vez que muitos aspectos poderiam ter sido mais desenvolvidos. As pequenas batalhas de Florence e a forma como os seus adversários reagem, são narradas de forma sucinta, dando a sensação de que tudo acontece demasiado rápido. Mesmo assim, é uma leitura que recomendo em absoluto.
 
 
+1 #1 Helena 15-09-2011 09:00
Perturbadoramen te inesperado. Não resisti a uma bonita e elegante capa, acompanhada de uma sinopse intrigante com umas excelentes críticas.

Mas o que se me deparou neste consistente livro, foi uma muito bem caracterizada vila costeira e os seus habitantes, numa narrativa nua e crua, sem apelo a sentimentalismo s. Habituada que estou a personagens afáveis, ternas, solidárias e que criam empatia no leitor, não fiquei muito agradada no início. Entretanto, a personagem principal e o misterioso Mr. Brundish inquietaram-me e encantaram-me.

Um livro que certamente não deixará ninguém indiferente, porque “compreender torna a mente indolente”.
 

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