A Morte do Papa

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Autor: Nuno Nepomuceno
Género: Thriller
Edição: Jan/2020
Páginas: 352
ISBN: 9789898979407
Editora: Cultura

 

 

 

Uma freira e dois cardeais encontram o corpo sem vida do Papa sentado na cama, com as mangas da roupa destruídas, os óculos no rosto e um livro nas mãos. O mundo reage com choque, sobretudo, quando Pedro, um delator em parte incerta, regressa à ribalta e contraria a versão oficial. Porém, tudo muda quando imagens de um escritor famoso vêm à tona, colocando-o na cena do crime.

Enquanto as dúvidas se instalam, um jornalista dedica-se à investigação do desaparecimento de uma adolescente. Mas eis que um recado é deixado na redação da Radio Vaticana. Com a ajuda de um professor universitário e da sua intrépida esposa, os três lançam-se numa demanda chocante pela verdade. O corpo da jovem está no local para onde aponta o anjo.
Pleno de reviravoltas e volte-faces surpreendentes, intimista e apaixonante, inspirado em factos reais, A Morte do Papa conduz-nos até um dos maiores mistérios da história da Igreja Católica, a morte de João Paulo I. Tendo como base os cenários únicos da Cidade do Vaticano, este é um thriller religioso arrebatador, de leitura compulsiva, e igualmente uma incursão perturbadora num mundo onde a ambição humana desafia o poder de Deus.

Deste autor no Segredo dos Livros:
A Última Ceia
Pecados Santos
A Célula Adormecida
O Espião Português (Freelancer 1)
A Espia do Oriente (Freelancer 2)
A Hora Solene (Freelancer 3)

Autor:

Nuno Nepomuceno nasceu em 1978. É autor da trilogia Freelancer e de obras como A Célula Adormecida e Pecados Santos, publicado pela Cultura Editora em 2018. Em 2019, regressou ao thriller psicológico com A Última Ceia. Representado pela Agência das Letras, já foi líder do top de vendas de livros em lojas como a Fnac, Bertrand, Wook, Google Play ou Amazon, transformando-se num dos escritores de policiais mais acarinhados em Portugal. A Morte do Papa, publicado em 2020, é o seu mais recente thriller religioso.

Saiba mais em www.nunonepomuceno.com/

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2020-02-24 00:22
Depois de ter lido todos os livros anteriores de Nuno Nepomuceno, este foi o primeiro em que tive dificuldades iniciais de compreender o enredo. Descobri depois que tudo se devia a ter partido de um pressuposto errado. E a leitura passou a ser fluente e absorvente, como tinha sido nos livros anteriores.

Mas onde estava o meu erro? Pensar que estávamos perante a história romanceada dos 33 dias do papado de João Paulo I, ocorrido no ano de 1978. Afinal, descobri depois que este acontecimento era só a inspiração, porque a trama acontece no nosso tempo, mais propriamente em 2019, ano em que o autor a escreveu. O Papa em causa é um ficcionado Mateus I, decalcado quase na totalidade em João Paulo I. Digo, desde já, que muito bem ficcionado! De facto, os problemas que a Igreja Católica enfrenta neste momento ainda são muito semelhantes aos que enfrentava quando o "Papa sorriso" foi eleito, apesar das visíveis reformas conseguidas pelo atual Papa Francisco. Talvez João Paulo I tenha morrido por causa da sua ideia reformista e por não ter usado das cautelas de que o Papa Bergoglio se tem rodeado. Possivelmente, há ainda dentro da Igreja, passeando-se ou não nos corredores do Vaticano, quem reze todos os dias para que ele morra bem depressa, sejam restaurados velhos privilégios e sejam revertidas as reformas que tem feito.

Terei sido ingénuo na minha confusão? Penso que qualquer leitor possa cair no mesmo erro, especialmente se tiver os mesmos conhecimentos que eu sobre o que se tem passado na Igreja desde o Concílio Vaticano II e a forma como decorreu o breve pontificado de João Paulo I, assim como as circunstâncias da sua morte, até hoje não devidamente claras e que têm sido objeto das mais variadas especulações e tentativas de encontrar explicações que sejam credíveis. Para além disso, o autor e a editora criaram deliberadamente a confusão na cabeça do candidato a leitor. Senão vejamos: a capa aponta para a morte de um Papa "encontrado morto 33 dias depois" da eleição. Ao alto da contracapa, mostra as diferentes teorias que têm sido apresentadas e acaba dizendo que foi "inspirado na vida e morte de João Paulo I". Apresenta uma sinopse no mesmo sentido, dizendo quase no final que "A Morte do Papa conduz-nos até um dos maiores mistérios da história da Igreja Católica, a morte de João Paulo I".

Não querendo desvendar nada, mas sim ajudar os candidatos a leitores menos familiarizados com a Igreja Católica e a morte do Papa João Paulo I, vou tentar situar a trama romanesca deste livro. Em agosto de 1978, foi eleito Papa o cardeal Patriarca de Veneza, uma pessoa bem humorada, simples, sem ambições e que, ao que se conta, ficou muito surpreendido com a sua eleição e quis recusar o cargo. Não se sabe, mas talvez tenha tido o apoio dos cardeais que dominavam a burocracia no Vaticano e acreditaram que seria fácil dominar uma pessoa com aquelas características e manter os seus postos e a continuação da corrupção que estava instalada. A versão oficial foi de que morreu de morte natural, mas diz-se que terá sido morto por aqueles que o puseram no cargo, quando verificaram que, afinal, se preparava para fazer uma limpeza geral e correr com os corruptos.
O autor inspirou-se nesta história real e fez a sua transposição para a atualidade, criando uma trama onde quase só mudam os nomes. Escolheu a versão de que foi um assassínio e "vestiu" essa história com personagens interiores e exteriores ao Vaticano que lhe permitiram cobrir os pontos obscuros, tornando-a numa história lógica, credível e com um fim inesperado, como é de bom tom neste género literário. Reaparecem aqui como investigadores os já conhecidos Afonso Catalão e a agora sua esposa, a jornalista Diana Santos Silva. São eles que vão deslindar o caso e descobrir toda a verdade, como não podia deixar de ser. Só que Afonso tem, desta vez, um papel secundário e a grande estrela é Diana.

Houve um 'complot' ou cada um dos candidatos a assassino do Papa agiu individualmente ? É que nem todos tinham os mesmos motivos para o matar... Todos tinham razões mais do que suficientes para o querer fazer, ou não?... É o que vai descobrir no final. E acredite que não se vai sentir defraudado, porque a realidade nunca é o que parece. Se "o coração tem razões que a razão desconhece", como afirmou Blaise Pascal, também o destino as tem e ninguém consegue escapar ao seu destino. Nem o Papa!
 

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