A Mulher Certa

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Autor: Sándor Márai
Páginas: 424
Editor: Dom Quixote

Em Budapeste uma mulher conta a uma amiga como descobriu o adultério do seu marido. Por outro lado, um homem confessa a um amigo como abandonou a sua mulher por outra, e uma terceira mulher revela ao seu amante como se casou com um homem endinheirado para sair da pobreza.
Três vozes, três pontos de vista, três sensibilidades diferentes desvendam uma história de paixão, mentiras e crueldade.

Autor:
Sándor Márai (n.1900, Hungria) passou um período de exílio voluntário na Alemanha e em França durante o regime de Horthy, nos anos 20, até que abandonou o seu país emigrando para os EUA, em 1948, com a chegada do regime comunista. A subsequente proibição da sua obra na Hungria fez cair no esquecimento quem nesse momento era considerado um dos escritores mais importantes. Foi preciso esperar até à queda do regime comunista, para que este extraordinário escritor fosse redescoberto no seu país e no mundo inteiro.

Comentários  

 
#3 Tanea Lopes Costa 2010-03-04 23:15
A partir de uma história simples e um triângulo amoroso, o autor coloca-nos perante os sentimentos e motivações de 3 pessoas distintas, ligadas entre si por laços como o amor, ódio, perda...

Apesar de achar o livro interessante, de gostar da história e dos personagens, não posso deixar de concordar com a maria afonso... com menos 200 páginas o livro seria, na mesma, interessante!
 
 
#2 maria afonso 2009-12-13 22:51
Este livro é escrito, ou melhor, narrado a três vozes: a mulher, o marido, a outra mulher. Trata, pois de um triângulo amoroso e conta-nos a perspectiva de cada um dos amantes, em três monólogos distintos. A acção começa em Budapeste, passa por Itália e estende-se aos EUA.
A estória é simples: uma mulher descobre que o marido a trai e conta esse adultério a uma amiga. Num segundo plano, um homem revela a um amigo porque abandonou a sua mulher pelo amor de outra e, finalmente, esta última confessa ao seu amante que casou com um homem rico para sair da situação de pobreza em que vivia.
A forma é que é interessante: como cada uma das personagens conta a sua versão vemos que dentro daquela estória, aparentemente simples, cabem um sem número de sentimentos e emoções que não tínhamos antevisto quando os acontecimentos nos eram contados por qualquer uma das outras duas... interessante ver como o autor conseguiu entrar na cabeça de cada um dos protagonistas e recriar-se as três vezes.

No entanto, poderia tê-lo feito de forma menos fastidiosa. O livro poderia ser na mesma interessante com menos 200 páginas. Gostei muito mais do outro do mesmo autor: "As velas ardem até ao fim".
 
 
#1 Helena 2009-11-03 16:50
Sándor Márai é um escritor genial. Depois de ler os seus livros não ficamos indiferentes. Acrescenta-nos sempre algo. Escreve sobre sentimentos de um modo extraordinário pela sua sensibilidade e perspicácia.
Tomei contacto com este escritor através de um livro que recomendo "As velas ardem até ao fim". E depois seguiu-se a "Mulher Certa". Também este foi uma das minhas prendas para pessoas especiais que disfrutam intensamente um bom livro.
 

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Uma Pequena Palavra...

"A literatura é como as mulheres: quando não presta, nem vale a pena perder tempo."
Charles Bukowski